Mostrando postagens com marcador CIDADES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CIDADES. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de junho de 2014

Herança de Brizola, educação integral cresce no Brasil

Alvo de críticas, o ensino integral foi uma das bandeiras do ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, que criou os Cieps nos anos 1980


Oscar Niemayer criou a arquitetura dos Cieps para Brizola
Foto: Reprodução
O Censo Escolar da Educação Básica de 2013 mostra que as matrículas no ensino integral, principal contribuição de Leonel Brizola à educação, cresceram 45,2% no último ano. O número parece um presente em memória do político, cuja data de morte completa uma década neste 21 de junho de 2014.
O ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul é apontado como responsável pela massificação do ensino no território gaúcho. Entretanto, sua principal proposta educacional - e que gerou polêmica - aconteceu somente na década de 1980: a criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) no Rio. 
Como prefeito de Porto Alegre, eleito em 1955, que estreitou sua relação com a educação ao promover a criação de colégios de turnos tradicionais na capital gaúcha, prática que continuou, em nível estadual, quando se tornou governador em 1958. Com o lema “Nenhuma criança sem escola no RS”, foram construídas cerca de 5,9 mil escolas primárias sob sua regência.
Durante seus dois mandatos como governador do Rio de Janeiro (1983 a 1987 e 1991 a 1994), no entanto, sua preocupação foi outra. Brizola pôs em prática seu projeto de maior repercussão na educação, os Cieps, acompanhado pelo antropólogo Darcy Ribeiro, autor da pedagogia do plano, e pelo arquiteto Oscar Niemeyer, criador da planta dos prédios. Os Cieps eram escolas de ensino integral, que contavam com salas de aula, refeitórios, ginásios poliesportivos, bibliotecas, alojamentos e assistência médica e odontológica.
O professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) José Misael Vale fez uma excursão a dois Cieps cariocas com seus alunos no início da década de 1980. Defensor do método pedagógico que surgia, Vale afirma que não havia fundamento em algumas críticas aos Cieps. Alegava-se, por exemplo, que essas escolas não tinham preocupação com o conhecimento – o que, segundo ele, não se confirmava.
“Para mim, o único meio de resolver o problema social na época (pais que não tinham onde deixar os filhos para irem trabalhar), de maneira inteligente, era o ensino integral. Além disso, ela oferecia educação de qualidade à criança”, conta. O professor destaca o horário de funcionamento - das 8h às 17h e, às vezes, à noite, para alunos mais velhos que haviam deixado a escola -, bem como a alimentação, a assistência médica e odontológica e os alojamentos oferecidos aos alunos como “novidades interessantes”.
No entanto, uma reclamação frequente de que o professor tomava conhecimento era a falta de profissionais para atender as diretrizes do novo plano pedagógico. “Havia equipes para criar o material didático, para treinamento de pessoal, para oferecer cultura e recreação, para o estudo dirigido nas bibliotecas, para a educação juvenil (à noite). Toda essa demanda tornava comum essa queixa. A educação, muitas vezes, era feita com os profissionais disponíveis. Não necessariamente os ideais”, critica.
José Roberto Rus Perez, professor da Faculdade de Educação da Unicamp, acredita que Brizola conseguiu se destacar no Rio de Janeiro com uma proposta diferente para a educação em um momento em que quase todos os candidatos “levantavam as mesmas bandeiras”: democratização, fortalecimento de políticas sociais, universalização da educação básica e erradicação do analfabetismo. “Brizola trouxe o tema da educação integral, por influência de Anísio Teixeira, pela preocupação com a redução da pobreza, pelo número de crianças nas ruas, entre outros motivos.”
Entre os que desaprovavam a inserção do ensino integral no RJ, estavam diretores, professores e até mesmo pais de alunos, de acordo com Perez. “Na época, ganharam mais visibilidade os argumentos desfavoráveis aos Cieps”, diz. Segundo ele, houve professores descontentes pela mudança exigida em sua jornada, o que os impossibilitava de trabalhar em outros lugares. Assim como existiram diretores que se declaravam sobrecarregados pela administração complexa dos Centros. A queixa de alguns pais foi de que, mediante a transformação, os filhos passaram a não poder ajudar tanto em casa ou trabalhar.
Romildo Bolzan Júnior, presidente do diretório regional gaúcho do PDT, que Brizola ajudou a fundar, ressalta que a campanha pelo ensino integral segue em pauta na política brasileira. “Pode haver uma adequação nos projetos ao longo do tempo, mas o principal, o ensino que agrada e mantém o aluno estimulado, que acompanha suas necessidades, ainda é o mesmo”. Além disso, Bolzan Júnior ressalta que outro objetivo de Brizola é necessário para o sucesso do modelo de ensino de Darcy Ribeiro. “Também se defende, no partido, a federalização da educação, onde os deveres passam a um órgão comum”, diz.
Cieps com ensino integral diminuem 55% no RJ em 32 meses
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, houve decréscimo de 54,6% no número de Cieps que oferecem o ensino integral em aproximadamente dois anos e meio. Em novembro de 2011, reportagem do Terra apontou a iniciativa como fracasso no Estado carioca e no Rio Grande do Sul.
Na época, apurou-se que dos cerca de 500 Centros construídos durante os mandatos de Brizola no Rio, 307 seguiam sob tutela estadual, e 150 ofereciam ensino integral. Atualmente, há 285 Cieps em funcionamento, sendo que 68 unidades mantêm o modelo de educação.
Perez, no entanto, não acredita que o projeto pedagógico de Darcy Ribeiro esteja em baixa. “O tema da educação de tempo integral entrou definitivamente na agenda educacional. Está presente na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996) e na atual política educacional do MEC (Ministério da Educação)”, contesta.
O Plano Nacional da Educação (PNE) tem como uma de suas metas “adotar progressivamente o atendimento em tempo integral para as crianças de 0 a 6 anos”. Segundo o documento, o cumprimento de deveres escolares, prática de esportes, desenvolvimento de atividades artísticas e alimentação adequada é uma forma de diminuir desigualdades sociais e ampliar as oportunidades de aprendizado.
Censo Escolar mostra expansão do ensino integral
A meta de ensino integral do PNE é factível de ser alcançada, nas palavras do ministro da Educação, José Henrique Paim. Para afirmar isso, Paim tomou como base o Censo Escolar da Educação Básica de 2013, divulgado em 25 de fevereiro, que aponta o crescimento de 45,2% de matrículas em educação integral no ensino fundamental no último ano. Desde 2010, o aumento foi de 139%.
Conforme o MEC, 3,1 milhões de estudantes estão nessa modalidade de ensino. Os números são apontados como consequência da atuação do Programa Mais Educação, que incentiva secretarias estaduais e municipais a oferecerem educação integral, com a transferência de recursos federais.

Fonte: Portal Terra
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Norte e Nordeste concentram esgoto a céu aberto no país, segundo IBGE


Dados são do Censo 2010 sobre características do entorno dos domicílios.
Goiânia e Belo Horizonte são cidades com melhor infraestrutura urbana.

R

Esgoto a céu aberto também dificulta manutenção da qualidade de vida em Belém (Foto: Ingrid Bico/G1 PA)Belém encabeça o ranking de esgoto a céu aberto e lixo acumulado das grandes cidades, segundo o estudo do IBGE (Foto: Ingrid Bico/G1 PA)
As regiões Norte e Nordeste do país concentram o maior percentual de domicílios com esgoto a céu aberto ao redor, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira.
A existência de esgoto a céu aberto foi encontrada em 11% dos domicílios, e 5% tinham depósitos de lixo no entorno. Em todo o país, os municípios entre 500 mil e 1 milhão de habitantes registraram maior proporção nesse item.Segundo o IBGE, na região Norte 32,2% dos domicílios estão próximos a um local onde existe esgoto a céu aberto e, no Nordeste, são 26,3%, mais de um quarto dos domicílios. Foram observadas dez características, como iluminação, existência de placas de identificação de ruas, entre outros.
Belém encabeça o ranking de esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios (44,5%) entre 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes citados na pesquisa, e também o de lixo acumulado (10,4%).
São Luís também tem um percentual alto com relação ao esgoto, 33,9%, e Fortaleza aparece com 7,7% dos domicílios situados em locais com acúmulo de lixo.
Infraestrutura urbana
no entorno dos domicílios*
Iluminação pública
96,3%
Pavimentação
81,7%
Meio fio/ Guia
77%
Calçada
69%
Arborização
68%
Identificação de logradouro
60,5%
Bueiro/ Bocas de lobo
41,5%
Rampas
4,7%
Esgoto a céu aberto
11%
Lixo acumulado
5%
*Fonte: Percentual de domicílios particulares permanentes urbanos que possui a estrutura, Censo Demográfico 2010, IBGE
Sucupira do Riachão, no Maranhão, concentrou o maior percentual de lixo acumulado nas ruas entre todas as cidades do país: 90,4% do total de domicílios.
Infraestrutura urbana
A iluminação pública foi a característica mais presente no entorno dos domicílios, atingindo 96,3%. Jutaí, no Amazonas, é uma exceção. A cidade menos iluminada do país somou 5,4% de iluminação pública.

Em seguida, apareceram a pavimentação das vias (81,7%), meio fio/guia (77%), calçadas (69%), arborização (68%) e presença de placas de rua (60,5%).
Enquanto isso, bueiros para escoar as chuvas (41,5%) e rampa para cadeirantes (4,7%) foram considerados menos presentes.
As crianças estavam mais sujeitas a condições precárias: 15,1% delas, na faixa de 0 a 4 anos, viviam em áreas com esgoto a céu aberto e 6,4%, em locais com acúmulo de lixo.
Ainda segundo o IBGE, um total de cem cidades do país não possui placas de rua.
Mais de 1 milhão de habitantes
Entre os 15 municípios com mais de um milhão de habitantes, Goiânia e Belo Horizonte apresentaram a melhor infraestrutura urbana. Cidades do oeste paulista, na fronteira do norte com o Paraná, também apresentaram bons índices que as tornam bons locais para se morar.

Os percentuais de Goiânia são elevados na iluminação pública (99,6%), identificação de ruas (94,1%) e meio/fio calçada (97,5%). A exceção é a existência de bueiros (53,1%). Belo Horizonte se destacou com melhores percentuais para pavimentação (98,2%) e calçada (94%).
Essas cidades também apresentaram a menor parte de seus domicílios próximos a áreas de esgoto a céu aberto e depósito de lixo. Apenas 0,5% e 2,6%, respectivamente, para Goiânia, e 1,4% e 2,8% para Belorizonte.
Menos árvores
Belém (22,4%) e Manaus (25,1%), as duas maiores capitais da região amazônica, apresentaram os menores percentuais de arborização entre as 15 cidades citadas. "Essa foi uma surpresa para nós, porque não esperávamos encontrar um percentual baixo na Amazônia", diz a pesquisadora do IBGE, Dalea Antunes.

Goiânia é a mais arborizada, com árvores em 89,5% do entorno dos domicílios, seguida de Campinas (SP), com 88,4%, e Belo Horizonte, com 83%.
Palmeiras imperiais da Avenida Djalma Batista foram retiradas há dois anos (Foto: Tiago Melo/G1)Palmeiras imperiais da Avenida Djalma Batista, em Manaus foram retiradas há dois anos. Capital é a segunda entre as grandes cidades com menor percentual de arborização, diz IBGE (Foto: Tiago Melo/G1)
Acessibilidade
Porto Alegre é a cidade com mais rampas de acesso a deficientes físicos (23,3%) e Fortaleza, a com o menor percentual (1,6%). Apesar de um percentual acima do nacional, a acessibilidade na capital gaúcha ainda é restrita.
G1 acompanhou o dia de um cadeirante nesta quinta (24) do bairro Farrapos, um dos mais movimentados de Porto Alegre, até o Centro. “Quando precisamos ir aos bairros, enfrentamos os obstáculos. E posso dizer tranquilamente que em todos os bairros há problemas”, avalia Dilceu Flores Júnior, de 40 anos, 32 deles sobre uma cadeira de rodas.
 Contêiner Acessibilidade (Foto: Felipe Truda/G1)Morador de Porto Alegre, com alto percentual de acessibilidade, enfrenta dificuldade para chegar ao trabalho (Foto: Felipe Truda/G1)
Bueiros
As cidades com mais bueiros são Rio de Janeiro (84,6%) e Curitiba (84,3%) e as com percentual mais baixo são Fortaleza (16,5%) e São Luís (17,1%). Segundo o IBGE, a presença de bueiros e bocas de lobo está ligada diretamente ao alagamento nas grandes cidades.
No Bairro Cajazeiras, ruas ficaram entupidas após chuva forte. Moradora reclama que o único bueiro de uma rua está entupido com lixo (Foto: Carlos Augusto/Arquivo Pessoal)
Moradores de bairro em Fortaleza reclamam que
único bueiro está entupido (Foto:
Carlos Augusto/Arquivo Pessoal)
Em Fortaleza, moradores reclamam de ruas onde existe apenas um bueiro, entupido. "Sempre que chove forte, a gente fica trancado dentro de casa. Não tem como trabalhar, como deixar criança na escola. Só sai se for de canoa", diz Tatiana da Silva, 31 anos, que mora no bairro Cajazeiras.
Por região
O Sudeste foi a região com a proporção mais alta dos domicílios que contam com os itens observados: 90,5% de pavimentação, 87,9% com meio-fio, 82,2% com calçada e 73,2% com identificação dos logradouros. O percentual de rampa para cadeirantes ficou em 5%.
A região Norte concentrou a menor incidência de placas de rua (36,1%), pavimentação (61,9%), arborização (36,7%), meio-fio/guia (46,1%) e calçadas (32,4%). A região também tem os maiores percentuais de lixo acumulado (7,8%) e esgoto a céu aberto (32,2%), características associadas ao meio ambiente e à saúde da população, segundo o instituto.
O Nordeste obteve as menores proporções de bueiros/bocas de lobo (18%), empatando com o Norte em relação ao menor percentual de rampa para cadeirantes (1,6%). Piauí é o estado com mais domicílios próximos a esgoto a céu aberto, somando 56 cidades com mais de 80% dos domicílios com esse problema.
O Centro-Oeste, além de possuir a mais elevada proporção de rampas para cadeirante (7,8%), tem a menor incidência de domicílios situados em logradouros com depósito de lixo (3,7%) e esgoto a céu aberto (2,9%),
Lixo acumulado
Ainda assim, contando todos os municípios brasileiros, Abadiânia (abaixo), em Goiás, é uma das cidades do país com maior percentual de lixo acumulado no entorno: 50,3% do total. A cidade fica a cerca de 115 km de Brasília e a 78 km de Goiânia e ficou famosa por ser a cidade do médium João de Deus, que neste ano recebeu uma visita da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey. O G1 foi até o local e constatou que o grau de acúmulo de resíduos aumenta conforme a distância da praça central da cidade.
Em Abadiânia (GO) ruas limpas e arborizadas constrastam com áreas de depósito inadequado de lixo e entulho (Foto: G1)Em Abadiânia (GO) ruas limpas e arborizadas constrastam com áreas de depósito inadequado de lixo e entulho (Foto: G1)
Já a prefeitura contesta a pesquisa e diz que os dados não estão de acordo com a realidade. “O IBGE está redondamente equivocado, isso não existe. [O instituto] deve ter feito a pesquisa em outra cidade. A coleta de lixo é feita diariamente em toda cidade com dois caminhões compactadores e dois que recolhem o material de varrição”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Turismo, José Augusto Taralovo.
Tamanho da população
Enquanto a iluminação púbica é alta independentemente do tamanho da população, o acúmulo de lixo é maior quanto mais populosa a cidade. Até 20 habitantes, 3% dos domicílios sofrem com esse problema. Em cidades com mais de 1 milhão, o índice chega a 4,8%.

Já o esgoto a céu aberto é visto em menor intensidade nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes (7,8%) e em maior grau em municípios de mais de 500 mil a 1 milhão de habitantes (14,3%).
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 28 de março de 2012

Brasil lançará satélite para levar banda larga a todo país


Anúncio foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp na Índia, país que deverá cooperar tecnicamento com satélite

Banda Larga
O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para proporcionar banda larga a todos os municípios do país, anunciou nesta quarta-feira em Nova Délhi o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp. O país busca na Índia uma cooperação técnica para o satélite, cuja construção e lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, tem um custo avaliado de 750 milhões de reais (412 milhões de dólares). Apenas o lançamento custará 80 milhões de dólares.
"Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", disse o ministro. O satélite de comunicação franqueará a todos os municípios brasileiros acesso a banda larga para os serviços de internet e telefonia móvel 3G.
Brasil, Índia e África do Sul - integrantes do grupo conhecido como Brics, ao lado de China e Rússia - também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para "entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas". Com a China, o Brasil prevê o lançamento de um satélite neste ano e outro em 2014, informou o ministro.
Raupp integra a delegação da presidente Dilma Rousseff na reunião de cúpula dos Brics na capital indiana, nesta quarta-feira. Durante a visita bilateral à Índia, Raupp assinará, na sexta-feira, acordo para o programa "Ciências Sem Fronteiras", que permitirá o treinamento no exterior de estudantes e especialistas brasileiros nas áreas das ciências naturais e engenharia. O programa já enviou 100.000 brasileiros ao exterior, em particular aos Estados Unidos (20.000), Alemanha (10.000) e França (8.000). No caso da Índia, o Brasil espera estimular o intercâmbio nas áreas de tecnologia, saúde, em particular o combate a Aids, malária e turberculose, assim como a farmacêutica, a nanotecnologia e as ciências de forma geral.
Fonte: Veja Online
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CHUVAS NO SUDESTE: O DRAMA CONTINUA


Dezessete municípios entraram para a lista da Defesa Civil.
55.071 pessoas estão fora de casa por causa da chuva.

Do G1 MG
Comente agora
A Coordenadoria da Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira (13) que subiu para 153 o número de cidades em situação de emergência por causa da chuva no estado. O balanço considera municípios que enfrentam problemas decorrentes de temporais desde outubro, início do período chuvoso. Em Minas, milhares de pessoas estão fora de casa, totalizando 55.071 desalojados e desabrigados.
Segundo a Defesa Civil, entraram para a lista Aimorés, Campanário, Carmésia, Entre Folhas, Ipaba e São Pedro do Suaçuí, no Vale do Rio Doce; Além Paraíba, Divinésia e Reduto, na Zona da Mata; Carmo do Cajuru, Santana do Jacaré e Santo Antônio do Amparo, na Região Centro-Oeste; Itacarambi e Jequitaí, no Norte; Conceição da Barra de Minas e Coronel Xavier Chaves, na Região Central de Minas.
No estado, duzentos e quinze municípios foram afetados de alguma forma pela chuva, atingindo cerca de 3,1 milhões de pessoas. Destas, 50.869 ficaram desalojadas e 4.202 estão desabrigadas. Nesta sexta-feira (13), a Defesa Civil confirmou que três pessoas estão desaparecidas e 15 morreram. Desde outubro, 570 imóveis e 247 pontes ficaram destruídas.
Quando a situação de emergência é decretada pelas prefeituras, o município passa a receber ajuda emergencial, como cesta básica e colchões. A liberação de recursos financeiros depende da homologação do decreto pelo governo estadual e do reconhecimento pela União.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou nesta quarta-feira (11) que o governo federal vai liberar R$ 75 milhões para os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro enfrentarem os problemas decorrentes das fortes chuvas que atingem os estados desde o início do mês. Minas Gerais será o estado mais beneficiado, com liberação de R$ 30 milhões. A verba será disponibilizada via cartão de pagamento da Defesa Civil aos municípios.
Mapa_153 cidades estão em emergência em Minas Gerais.  (Foto: Arte G1)

Fonte: G1
Edição: Antonio Luis