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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Confira o desconto na tarifa de luz para cada distribuidora de energia


Plano que barateia energia começou a valer nesta quinta-feira (24).
Desconto para consumo residencial varia de 18% a 25,94%.


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Conta de luz - 24.01 v.1 (Foto: Editoria de Arte/G1)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou na tarde desta quinta-feira (24) o percentual do desconto que será aplicado à conta de luz dos consumidores de baixa tensão (como residências) de cada uma das 63 distribuidoras de energia do país.(veja a lista no final da reportagem)

Nesta quinta-feira passou a valer o plano de barateamento de energia do governo federal, com desconto mínimo de 18% para residências e até 32% para indústrias. A medida vai exigir do Tesouro aporte de R$ 8,46 bilhões apenas em 2013.

O desconto total na conta de luz só vai começar a ser sentido por todos os brasileiros a partir do final de fevereiro, quando a entrada em vigor do plano completar um mês. Isso acontece porque cada distribuidora tem uma data diferente para a leitura dos relógios que marcam o consumo de energia e, consequentemente, o fechamento da conta.

O percentual de corte no valor da tarifa de energia para a baixa tensão, de acordo com a lista da Aneel, varia do mínimo de 18% até 25,94%, maior desconto da tabela e que foi garantido aos clientes da distribuidora Nova Palma Energia, que atende a 14,5 mil unidades consumidoras em nove cidades da região central do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Aneel, a variação no desconto está ligada ao fim da cobrança de encargos na conta de luz para subsidiar programas do governo federal, entre eles o que garantia financiamento para geração de energia por fontes alternativas e outros que beneficiavam agricultores.

O valor dos subsídios era dividido entre os consumidores da distribuidora onde os recursos eram aplicados. A partir dessa quinta, eles deixam de incidir sobre a conta de luz e vão passar a ser custeados com recursos do Orçamento da União, via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Tesouro
De acordo com o governo, a redução nas contas de luz dos brasileiros vai custar, em 2013, R$ 8,46 bilhões aos cofres Tesouro Nacional. Esse dinheiro será depositado na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que ficará responsável por financiar ações do governo, entre elas as medidas necessárias para promover o desconto na conta de luz.
Abaixo, o percentual de desconto para cada distribuidora de energia:
AES SUL - 23,62%
AMAZONAS - 18,22%
AMPLA - 18,00%
BANDEIRANTE - 18,08%
BOA VISTA - 18,14%
CAIUA - 18,08%
CEA - 18,04%
CEAL - 18,00%
CEB - 18,11%
CEEE - 18,13%
CELESC - 18,48%
CELG - 18,00%
CELPA - 18,83%
CELPE - 18,04%
CELTINS - 18,20%
CEMAR - 18,00%
CEMAT - 19,29%
CEMIG - 18,14%
CEPISA - 18,00%
CERON - 18,00%
CERR - 18,04%
CFLM - 20,92%
CFLO - 18,00%
CHESP - 18,01%
CJE - 18,34%
CLFSC - 19,66%
CNEE - 19,69%
COCEL - 18,41%
COELBA - 18,96%
COELCE - 18,05%
COOPERALIANÇA - 18,01%
COPEL - 18,12%
COSERN - 18,00%
CPEE - 23,38%
CPFL PAULISTA - 18,07%
CPFL PIRATININGA - 18,39%
CSPE - 18,01%
DEMEI - 18,36%
DMED - 18,08%
EBO - 18,00%
EDEVP - 18,16%
EEB - 18,65%
EFLUL - 18,17%
ELEKTRO - 18,47%
ELETROACRE - 18,01%
ELETROCAR - 18,07%
ELETROPAULO - 18,25%
ELFJC - 18,04%
ELFSM - 18,97%
EMG - 18,14%
ENERSUL - 18,24%
ENF - 18,07%
EPB - 18,01%
ESCELSA - 18,01%
ESSE - 18,00%
FORCEL - 18,01%
HIDROPAN - 18,50%
IGUACU - 18,11%
LIGHT - 18,10%
MUXFELDT - 18,55%
RGE - 22,00%
SULGIPE - 18,33%
NOVA PALMA - 25,94%
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dilma confirma redução na conta de luz e critica 'pessimistas'


Corte na tarifa será de 18% para residências e até 32% para indústrias.
Presidente fez pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.


A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta quarta (23), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, a redução na tarifa de energia elétrica divulgada mais cedo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A presidente disse também que "fracassaram" as previsões daqueles que "são do contra" e, segundo ela, afirmaram que o governo não conseguiria baixar o custo da conta de luz.
Segundo Dilma, o corte na tarifa de energia para residências será de 18% e para a indústria, de até 32%, mesmos percentuais informados pela Aneel no início da tarde. Os cortes são ainda maiores que os anunciados pela própria presidente em setembro, quando ela afirmou que a redução média seria de 16% para residências e de até 28% para a indústria.
A nova tarifa entrará em vigor nesta quinta-feira (24), segundo anunciou a presidente, e será formalizada por meio de um decreto e de uma medida provisória.
Conta de luz  (Foto: Editoria de Arte/G1)
“A conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia e ela irá crescer ainda nos próximos anos”, disse Dilma durante o pronunciamento, de pouco mais de oito minutos.
A prresidente criticou as previsões de que o corte na tarifa a ser anunciado seria menor do que o pretendido pelo governo.  “Como era de se esperar, essas previsões fracassaram”, afirmou. Para Dilma, “aqueles que são do contra estão ficando para trás”.
Em dezembro de 2012, o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann chegou a afirmar que não seria possível reduzir as tarifas no percentual anunciado inicialmente pelo governo devido à recusa de algumas empresas de energia. Rejeitaram as condições do acordo proposto pelo governo Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais), Copel (Paraná) e Celg (Goiás). Os quatro estados são governados pelo PSDB, que faz oposição ao governo federal.
“Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento quando os níveis dos reservatórios [das hidrelétricas] baixaram e as [usinas] térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único quilowatt que precisava e, agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas”, declarou Dilma, em referência ao fato de que a energia produzida pelas térmicas é mais cara que a das hidrelétricas.
Segundo a presidente, “cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor que o índice que havíamos anunciado”, afirmou.
Dilma esclareceu que mesmo a população dos estados cujas concessionárias de energia se recusaram a aderir ao plano terão suas contas de energia reduzidas. “Espero que em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa, venham a concordar com o que eu estou dizendo”, declarou.
Racionamento
A presidente Dilma Rousseff afastou a possibilidade de o país enfrentar racionamento de energia. Segundo ela, o Brasil “vive uma situação segura na área de energia” e o sistema do país “é um dos mais seguros do mundo”.
“O Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata. Isso significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou durante o pronunciamento.
Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento quando os níveis dos reservatórios [das hidrelétricas] baixaram e as [usinas] térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram."
Presidente Dilma Rousseff
Ex-ministra de Minas e Energia durante o governo do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, Dilma apresentou dados técnicos da área energética.  Segundo ela, o país aumentará em mais de 7% a produção de energia em 2013 colocando em operação mais 8.500 megawatts de energia e mais 7.540 km de novas linhas de transmissão.
“Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer e bem neste e nos próximos anos”, afirmou.
Dilma disse ainda que é “usual, normal e seguro” o acionamento das usinas termelétricas. Essas usinas foram acionadas no fim do ano passado para suprir a queda na geração de energia das usinas hidrelétricas. O acionamento foi necessário porque a pequena quantidade de chuvas do início do verão levou a níveis baixos os reservatórios das hidrelétricas.
“Não há maiores riscos ou inquietações”, disse a presidente. “Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas”, declarou.
Dilma encerrou seu pronunciamento dizendo que o país venceu “o pessimismo e os pessimistas”. “Somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos nossa fé no Brasil acima dos nossos interesse políticos e pessoais”, afirmou.
Íntegra

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e TV:
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.
É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.
No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.
Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.
Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.
Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.
Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.
Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.
Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.
Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.
Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.
O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento. Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.
Muito obrigada e boa noite.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Setor elétrico se reúne nesta 4ª para discutir baixo nível de reservatórios


Comitê de Monitoramento do setor faz sua primeira reunião do ano.
Nível nas represas é o mais baixo dos últimos dez anos.


A cúpula do setor elétrico do governo federal faz nesta quarta-feira (9) sua primeira reunião de 2013 em meio ao aumento da preocupação quanto à possibilidade de um novo racionamento de energia no país, provocado pela queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas – o mais baixo dos últimos dez anos.

Nos últimos dias, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o secretário-executivo do ministério, Márcio Zimmermann, negaram o risco de um novo apagão como o de 2001. Mas confirmam que a situação das represas será um dos temas a ser debatido durante o encontro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcado para as 14h30, em Brasília.

Reservatórios
O índice de represamento de água nas principais hidrelétricas do país vem registrando quedas seguidas desde o ano passado, por conta da falta de chuva na cabeceira dos rios que abastecem esses lagos.
Evolução da capacidade instalada para produção de energia (MW)Evolução do consumo de energia (GWh)
200280.315293.226
200385.857306.987
200490.679329.707
200592.865344.284
200696.295356.129
2007100.352377.030
2008102.949388.472
2009106.569384.306
2010113.327417.683
2011117.135433.034
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, o normal nessa época do ano seria uma recuperação desses reservatórios, o que ainda não aconteceu. O resultado é que o nível de água das hidrelétricas é hoje semelhante ao registrado no período pré-racionamento.
Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste armazenavam, na segunda-feira (7), 28,43% da água que têm capacidade, índice inferior aos 28,52% verificado em dezembro de 2000, pouco antes de o governo federal dar início ao racionamento de energia, em junho de 2001.
Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste respondem por 70% da capacidade de produção de energia hidrelétrica no país.
Termelétricas
A diferença entre a época do racionamento e agora é que o país conta com mais que o dobro de usinas térmicas para sustentar o consumo de energia. Elas são normalmente acionadas durante a estiagem para poupar água dos reservatórios e ajudá-los a encher novamente.

Desde outubro, as usinas termelétricas do país produzem na capacidade máxima – cerca de 14 mil MW. E, como está chovendo menos que o necessário, elas devem ser despachadas por um período mais longo que em anos anteriores.
O problema é que a energia das térmicas é mais cara e gera aumento da conta de luz. Segundo o ONS, cada mês de operação dessas unidades custa cerca de R$ 700 milhões, que são repassados aos consumidores, e equivalem a uma alta de 1 ponto percentual na tarifa.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dilma deve anunciar redução das tarifas de energia elétrica nesta quinta


Expectativa é que percentual de redução chegue até 20%.
Medida visa reduzir contas de consumidores e custos da indústria.


A presidente Dilma Rousseff deve aproveitar o discurso desta quinta-feira (6) à noite, sobre a Independência, para anunciar uma redução na tarifa de energia dos consumidores e da indústria. O percentual ainda estava sendo discutido na véspera. A expectativa é que seja entre 10 e 20%. A medida tem, entre seus objetivos, reduzir os custos de produção da indústria, deixando-a mais competitiva.
No dia 30 de agosto, a presidente havia afirmado que as medidas para baratear o custo da energia seriam apresentadas na semana seguinte. “Temos de reduzir o custo da energia, tornar racional o custo da tributação, não se trata apenas de reduzir [...], mas ele não pode ser irracional, ele não pode impedir o investimento, não pode impedir que haja participação dos bens de capital”, disse na ocasião.

“Vamos cancelar CCC, CDE, RGR, e provavelmente mexeremos também no Proinfa. O Luz para Todos passa para o tesouro nacional e não sofrerá nenhuma dificuldade. Os programas serão mantidos”, disse à época.

No final de julho, o ministro de Minas e Energia havia afirmado que o governo cancelaria a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Reserva Global de Reversão (RGR), além de alterar o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). O programa do governo federal, Luz para Todos, não sofrerá alteração, segundo o ministro.

  • Fonte: G1
  • Edição: Antonio Luis

sábado, 11 de agosto de 2012

Como limpar o nome?


Em meio aos altos índices de inadimplência nas

 operações de 

crédito, descubra como negociar suas dívidas

 para recuperar a 

credibilidade no mercado

por Adriana Nicacio e Fabíola Perez
Renegociação. Essa é a máxima de quem tem dívidas, está em situação de inadimplência e precisa de um caminho para limpar as restrições e voltar a ter crédito na praça. O endividamento ainda registra níveis altos no País. Segundo o Banco Central, a inadimplência do crédito total (pessoas físicas e jurídicas) no País atingiu 3,5% em maio, ante 3,4% em fevereiro e 3,1% em dezembro. Nesse cenário, os consumidores endividados não sabem como agir para escapar da bola de neve das contas atrasadas. Ricardo Loureiro, presidente do Serasa Experian, explica que o maior patrimônio do consumidor é o nome limpo. “Ainda há uma constante preocupação dos brasileiros em recuperar o crédito no mercado”, afirma. Segundo os especialistas, o ideal é que o acordo seja feito direto com os credores, mas caso opte por uma empresa de reabilitação de crédito exija que o contrato discrimine claramente o preço, as formas de pagamento e as taxas. A seguir, confira como limpar o nome e quais os tipos mais comuns de dívidas existentes no mercado.
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Fonte: Revista ISTOÈ Online
Edição: Antonio Luis



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sistema de conta de luz pré-paga começa a ser testado no Brasil


Comunidades que vivem às margens do Rio Amazonas começaram 

a testar uma nova forma de se pagar pelo uso da energia elétrica.

Daniela AssayagNovo Airão, AM

Comunidades que vivem às margens do Rio Amazonas começaram a testar uma nova forma de se pagar pelo uso da energia elétrica. O sistema pré-pago já existe em outros países e pode ser usado como alternativa para a conta de luz.
Áreas remotas do país, como o interior da Amazônia, estão fora do Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica. Mais de 2,5 milhões de brasileiros vivem na escuridão. José Roque de Jesus era um deles
"Aquele pó preto do carvão, do lampião. Eu tenho de lembrança lá em casa dois lampiões", disse José Roque de Jesus, eletricista aposentado.

Há um ano, ele compra luz num sistema parecido com o de crédito para celular. Primeiro ele paga. Então, um operador na própria comunidade ribeirinha digita o código da casa dele em uma máquina. Em 30 segundos, sai um recibo.

O recibo da energia elétrica pré-paga tem um código que vai para um medidor instalado em cada casa. É simples e imediatamente chega energia suficiente para ligar até três lâmpadas, televisão com antena parabólica, ventilador e até geladeira, que é uma novidade.

"A gente salgava a comida, mas agora a gente coloca na geladeira. A gente está todo tempo tomando água geladinha, fresquinha", afirmou Sebastiana dos Reis, dona de casa .

Com R$ 10, Sebastiana tem até 20 dias de consumo. A Energia Pré-Paga ainda está em teste pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL.

A tecnologia chegou ao Brasil, como alternativa para o consumidor da zona rural e das cidades controlar os gastos mensais, exatamente como já ocorre com a telefonia móvel.
O pré-pagamento de energia ainda não foi regulamentado e a substituição dos medidores atuais pelos eletrônicos depende das concessionárias de energia. Por enquanto, o sistema instalado em 211 casas, de 12 comunidades no Amazonas, leva luz e cidadania a lugares antes isolados.

"O conforto que a gente tem na cidade, a gente tem também. E aqui é a vida é tranquila e segura para gente", ressaltou Luis Carlos Lima, agricultor.

A Agência Nacional de Energia Elétrica está realizando audiências públicas em capitais sobre a energia pré-paga antes de criar as regras do sistema que vão valer pra todo o país.

Fonte: Jornal Nacional
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 começam a circular na segunda-feira


amanho do lote só será conhecido na cerimônia de lançamento, 

dia 23.
Previsão inicial era que notas entrassem em circulação em 2011.


Nova nota de R$ 10 (Foto: Divulgação)Nova nota de R$ 10 (Foto: Divulgação)
Na segunda-feira (23) o Banco Central faz o lançamento das novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 da segunda família do real. As notas entram em circulação no mesmo dia, mas ainda não há informações sobre o tamanho do primeiro lote.
lançamento dos novos modelos foi feito em 2010 e, naquela ocasião, a meta do governo era iniciar a substituição dos atuais modelos de R$ 10 e R$ 20 em 2011. Mas, segundo o BC, houve a necessidade de fazer ajustes técnicos para a fabricação, o que atrasou o início da circulação.
Com isso, também foi postergado o início da circulação das novas notas de R$ 2 e R$ 5 – que passou de 2012 para 2013.

De acordo com a instituição, a nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes, de modo a facilitar a "rápida identificação dos valores" por parte da população.

Na cerimônia de lançamento de 2010, o BC informou que a nova família das cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003, em conjunto com a Casa da Moeda.
A autoridade monetária informou ainda que, para produzir as novas cédulas com recursos gráficos e novos elementos de segurança, a Casa da Moeda modernizou seu parque fabril. "Com as aquisições, [a Casa da Moeda] se equipara às empresas mais modernas do mundo no ramo da impressão de segurança", disse o BC.

Fonte: G1 SP
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Viver sem dinheiro


Histórias de pessoas que abandonaram suas 

carreiras, encerraram as contas bancárias e há 

anos vivem - bem - na base do sistema de trocas 

e doações

Rachel Costa
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"Conseguir roupas, lugar para dormir e comida não são problemas
para mim. As pessoas têm prazer em me receber em suas casas"

Heidemarie Schwermer, sem dinheiro desde 1996
Nos Estados Unidos, um homem das cavernas moderno vive em grutas no deserto de Utah, mantém um blog e participa ativamente da comunidade. Na Alemanha, uma avó viaja de uma cidade a outra para pregar o desapego aos bens materiais. No Reino Unido, um ex-economista sem conta no banco nem dinheiro no bolso empenha seu tempo em recrutar voluntários para uma comunidade autossustentável. Em comum, eles tomaram a decisão de nunca mais ter dinheiro. O americano Daniel Suelo, 50 anos, doou seus últimos dólares em 2000. A lituana radicada alemã Heidemarie Schwermer, 69 anos, nem chegou a ter um euro. Quando a moeda entrou em circulação, em 2002, já fazia seis anos que a simpática senhora não via a cor do vil metal. Já o irlandês Mark Boyle, 32 anos, em jejum financeiro desde 2009, garante que não ter dinheiro é sinônimo de liberdade, não de dificuldade. Utopia? Loucura? Exemplos a ser seguidos? 

Seja o que eles representarem, Suelo, Heidemarie e Boyle têm outro ponto em comum. Todos tiveram suas histórias registradas em livro ou filme. Heidemarie é a estrela do documentário “Vivendo sem Dinheiro” (2009, tradução livre); Suelo teve sua trajetória registrada no recém-lançado “O Homem que Largou o Dinheiro” (tradução livre, sem edição brasileira) e Boyle na obra “O Homem Sem Grana”, que chega ao Brasil no final de junho, pela editora Best Seller. “Muitas pessoas trabalham em empregos que odeiam só para ganhar dinheiro e depois tentam se sentir recompensadas por isso, sem sucesso, comprando férias em resorts, carros caros e almoços finos”, disse à ISTOÉ o escritor Mark Sundeen, autor do livro sobre Daniel Suelo. Para Sundeen, histórias como a de Suelo ilustram a verdade contida na velha máxima “dinheiro não traz felicidade”. Suelo decidiu ser pobre inspirando-se nos sadhus, hindus que abrem mão de todos os seus bens materiais para mostrar que o ser é mais importante que o ter. Em vez de ir para a Índia, porém, se impôs o desafio de viver sem dinheiro dentro da sociedade mais consumista do mundo, a americana.

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SONHO
Desde 2009 em jejum financeiro, Mark Boyle planeja agora formar uma
comunidade autossustentável, onde tudo virá da produção própria ou de trocas

Contestar o consumo é mesmo o principal alvo de quem resolve aderir ao cotidiano sem nenhum centavo. “Nós vivemos sem dinheiro 95% do tempo de nossa existência e todas as outras espécies vivem sem ter de comprar”, disse à ISTOÉ Mark Boyle. “Passei quatro meses me preparando, fazendo uma lista de tudo que eu consumia quanwdo tinha dinheiro e então pensando em novas formas para ter essas coisas sem pagar por elas”, diz ele, que resolveu trocar a cidade pelo campo e aprendeu, entre outras coisas, a tirar seu sustento da terra e manter sua casa com energia solar. Embora o campo seja mais amigável à vida sem recursos financeiros, é possível se manter sem dinheiro nos grandes centros urbanos, ensina a ex-professora e psicoterapeuta Heidemarie Schwermer. “Roupas, lugar para dormir e comida não são problemas para mim”, disse ela à ISTOÉ. “As pessoas têm prazer em me receber em suas casas.” Para conseguir o que precisa, Heidemarie usa o sistema de trocas. Na cidade onde vivia, na Alemanha, criou um espaço para esses intercâmbios em 1994. Foi a partir dessa experiência que decidiu, em 1996, passar um ano sem dinheiro. Vencido o período com êxito, Heidemarie se propôs a aumentar para mais 12 meses, até resolver prorrogar indefinidamente. Foi assim que doou tudo o que tinha, das roupas à casa, e restringiu todos seus pertences a uma pequena maleta com algumas roupas. 

Na trilha desses gurus da vida sem dinheiro, é possível encontrar discípulos menos radicais. Um deles é o espanhol Juan Manuel Sánchez, que, da cidade de Almeria, na Andaluzia, coordena o site SinDinero (de dicas sobre como reduzir os gastos), com 50 mil acessos semanais. “Vivo com 400 euros por mês. Pago aluguel, casa, luz, telefone, mas reduzo ao máximo minhas contas buscando lazer de graça e fazendo trocas para ter o que preciso”, disse à ISTOÉ. Cortar custos foi a maneira que encontrou para largar o trabalho, do qual não gostava, e ter mais tempo para si. Exemplo semelhante vem do fotógrafo Marco Aurélio Bastos, criador do Núcleo de Permacultura da Mantiqueira, em São Francisco Xavier. Envolvido com comunidades de autossustento desde a década de 80, ele vive bem com menos de um salário mínimo, gasto para comprar o que não produz, viajar e cobrir os custos de internet e celular. “Você tem de estar disposto a viver mais com o que tem no coração e menos com o que tem para comprar”, diz, numa linguagem própria dos desapegados.

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Fonte: Revista ISTOÈ Online
Edição: Antonio Luis