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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Piloto conta como sobreviveu a três acidentes aéreos no Acre

Último acidente ocorreu no dia 5 de outubro; piloto diz que teve alucinações.
'Vou continuar pilotando', garante Jonas Guilherme.

Jonas Guilherme, de 63 anos, sobreviveu após por mais de três dias na floresta (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
No acidente, Jonas sofreu um pequeno corte na 
 testa
e escoriações pelo corpo (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
O piloto Jonas Guilherme, de 63 anos, chegou nesta quinta-feira (9), a Rio Branco, após passar mais de três dias perdido na floresta, depois que a aeronave Cessna 182, pilotada por ele, caiu em Sena Madureira, interior do estado, no domingo (5). O resgate ocorreu somente na quarta-feira (8). Ao G1, Jonas conta que os 37 anos de aviação e a experiência em outros dois acidentes aéreos o ajudou a sobreviver até que fosse resgatado.
O primeiro acidente ocorreu em 1981. Jonas lembra que logo que decolou  da pista do antigo aeroporto de Rio Branco, no bairro 6 de Agosto, no Segundo Distrito, o motor do avião de pequeno porte Bonanza parou de funcionar. "Eu voltei com o motor parado. Consegui pousar atravessado na pista, quebrei o avião, mas não machuquei ninguém", conta.
Já em 1991, o problema foi mais grave. O piloto diz que durante uma viagem entre o município de Sena Madureira para a capital, em um avião Sertanejo, uma pane na hélice e a grande quantidade de fumaça que havia no local, causaram o segundo acidente. Dessa vez, entre os tripulantes estavam uma mulher e uma criança, que sofreram escoriações.
O helicóptero passava, mas ninguém me via"
Jonas Guilherme
"Por causa da fumaça, eu não enxergava nada. Tentei 'jogar' o avião na estrada, mas achei que tinha passado. Não tinha GPS na época. Quando eu consegui ver a estrada estava baixo demais. Arrancou uma asa, me machuquei, cortei a boca, quebrei três costelas e fiz uma cirurgia na coluna", lembra.
Mesmo assim, ao avaliar as experiências, Jonas é direto ao dizer que o terceiro acidente foi o pior dos três. Foram exatamente 75 horas perdido na floresta sem comida e sem água potável. Após 15 minutos da decolagem, o piloto lembra que o motor do Cessna 182 começou a apresentar problemas. O outro agravante era um intenso nevoeiro na região.
"Eu passei por cima de um lago, mas não deu para descer, porque eu já estava baixo demais. Se eu tentasse, podia estourar, porque estava com pouca velocidade. Quando parou o motor, o avião bateu numa árvore, isso a uns 40 metros de altura. Bateu em alguns galhos, que o amorteceram, e desceu, de nariz. Só escutei a pancada", descreve.
Piloto chega em Sena Madureira para ser internado no hospital da cidade  (Foto: Douglas Barros/ Arquivo pessoal)Momento em que piloto Jonas Guilherme foi resgatado (Foto: Douglas Barros/ Arquivo pessoal)
A preocupação inicial do piloto era da aeronave incendiar. Mesmo após as poltronas caírem e o imprensarem no painel, Jonas conseguiu encontrar a bateria e desligar. Em seguida, passou a se esforçar para sair do avião.
Grito, eu escutava todo dia, tinha alucinação"
Jonas Guilherme
"Tenho problema de artrose nas pernas, já fiz cirurgia, e foi uma luta para sair de dentro do avião. Consegui abrir a porta, foi difícil, porque era para eu ter aberto antes, mas a gente nunca pensa que vai acontecer um acidente. A gente sempre quer chegar num lugar bom para pousar", fala.
36 horas sem dormir
Por achar que não conseguiria caminhar muito tempo na mata, Jonas decidiu ficar próximo ao avião. Ele conta que, em nenhum momento, chegou a duvidar que seria resgatado. "Eu estava inteiro, então, pensei que uma hora alguém ia me encontrar. Pensei em sair andando, mas eu não ia aguentar andar muito. O helicóptero passava, mas ninguém me via, porque o avião caiu 'embicado' e ninguém via por causa da mata", explica.
Em relação à sobrevivência, o piloto diz que passou as primeiras 24 horas sem beber água. O acidente ocorreu por volta das 8h do domingo (5). "Quando foi às 8h da segunda-feira [6], eu vi um lago há uns 15 metros, um igarapé cheio de mato, não tinha muita água. Peguei uma sacola de plástico no avião, tirei um pouco de água, uns dois litros, coei com a camisa e tomei", lembra.
Jonas Guilherme viajava entre os municípios de Manoel Urbano e Sena Madureira, quando ocorreu uma pane no motor (Foto: Equipe de busca/PM)Aeronave Cessna 180 caiu entre árvores, após motor parar de funcionar (Foto: Equipe de busca/PM)
Jonas conta também que, após o acidente, passou 36 horas sem dormir. Ele usava a porta do avião para se recostar e descansar. "Eu sentava na porta do avião, deitava com a mochila na cabeça e ficava com as pernas para fora. Eu cheguei a tomar chuva um dia todo, era muita chuva, mas me ajudou a pegar um pouco de água. Eu não tinha medo dos animais", garante.
Alucinações e Resgate
Devido ao tempo sem comer, o piloto diz que chegou até a ter alucinações. No momento do resgate, ao ouvir as vozes das pessoas da equipe de busca, percebeu que o drama havia terminado.
Interior da aeronave após queda (Foto: Divulgação PM)Interior da aeronave após queda
(Foto: Equipe de busca da PM)
"Grito, eu escutava todo dia, tinha alucinação. Mas eu ouvi um grito diferente, vindo do outro lado desse igarapé seco. Eles perguntavam: 'Como está o piloto do avião? Está vivo?' e eu respondi: 'É ele que está falando'. E oito mateiros vieram", relembra.
Depois de ser resgatado, o piloto foi encaminhado ao Hospital de Sena Madureira apenas para fazer exames.
Mesmo depois de três acidentes aéreos, Jonas nem cogita a possibilidade de parar. "Vou continuar pilotando", conclui.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ataque certeiro de leão mata gnu em menos de um minuto

Fotógrafo registrou momento exato da mordida brutal contra a presa.
Imagem foi capturada na Reserva Nacional Masai Mara, no Quênia.

 

Fotografo flagra ataque de Leão a Gnu (Foto: Aditya Singh/Caters News/The Grosby Group)Fotógrafo flagra ataque de leão a gnu (Foto: Aditya Singh/Caters News/The Grosby Group)

Um leão levou menos de 60 segundos para abater sua presa, um gnu, em um poderoso ataque registrado na Reserva Nacional Masai Mara, no Quênia.
Com uma área de mais de 1,5 mil quilômetros quadrados, o parque é um dos mais conhecidos da África.
Suas planícies abrigam uma grande população de gnus, que são antílopes de grande porte que vivem mais ao sul do continente. O momento exato do golpe foi flagrado pelo fotógrafo Aditya Singh, da Índia.

Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 9 de abril de 2013

Estudo comprova que "tamanho é documento"



Estudo comprova que "tamanho é documento"
Terra
A eterna questão sobre a importância do tamanho do pênis para as mulheres foi avaliada por uma equipe internacional de cientistas que concluiu, em estudo publicado nesta segunda-feira (08), que sim, elas acham mais atraentes homens bem-dotados. Mais: as mulheres pré-históricas, que conseguiam ver os órgãos sexuais de seus companheiros de pouca roupa podem ter ajudado a influenciar a evolução de genitais maiores, ao escolher copular com parceiros com pênis grandes.
Os cientistas explicaram que tinham decidido pesquisar o assunto porque estudos anteriores tinham apresentado dados conflitantes ao perguntar às mulheres de forma muito diretamente sobre suas preferências. "Uma vez que o tamanho do pênis é um tema delicado, é difícil determinar se as mulheres mentiram ou se 'autoenganaram' em suas respostas", explicou por e-mail à AFP o principal autor do estudo, Brian Mautz, cientista de pós-doutorado em evolução e seleção sexual da Universidade de Ottawa, no Canadá.

Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 5 de março de 2013

"AS RAZÕES DE BENTO"


Sob o domo da Igreja de Pedro, os católicos poucas vezes viram tamanha cisão. Vergado por intrigas, guerra de poder, traições e escândalos de toda ordem, Bento, o sucessor de Pedro, decidiu sair como último e corajoso ato capaz de aplacar os ânimos. A escolha pouco teve a ver com a alegação oficial de que ele se encontrava cansado e doente – muito embora a falta de forças para enfrentar os desafios mundanos tenha pesado. Sua decisão começou a tomar corpo quando o papa se deparou, no ano passado, com o dossiê de acusações tratando do vazamento de documentos secretos, esquemas de malversação de fundos da Igreja e complôs na Cúria Romana, no escândalo que ficou conhecido como “Vatileaks”. Bento, com o intuito de desmantelar o conluio opressor da máfia vaticana, abdicou e conseguiu assim, por tabela, afastar aqueles que almejavam montar um poder paralelo na instituição. 

O enredo dessa renúncia histórica tráz contornos dignos de filme. Mas aconteceu na vida real do pontificado. Bento já pouco mandava nos desígnios da Igreja. Tentou punir cardeais envolvidos em pedofilia e não conseguiu; buscou o caminho da coesão de correntes, sem sucesso. Várias eram as medidas tomadas à sua revelia. Na última homilia, o papa não poupou os detratores. Falou em “hipocrisia religiosa”, em “divisão do clero”, reclamou dos que estavam “instrumentalizando Deus” para conseguir “prestígio pessoal e poder”. A franqueza do recado papal surpreendeu. E mais ainda a sensação de que legaram a Joseph Ratzinger um mero papel de CEO figurativo da organização, longe da natureza divina do posto. O gesto de renúncia, ao mesmo tempo que expõe a face mais humana do pontífice, macula a imagem de santidade cultivada há séculos pelos fiéis e põe um ponto de interrogação na cristandade. De todo modo, o sumo sacerdote deu nova direção à comunidade eclesiástica e sua sucessão abre caminho para a modernização da Igreja. Quem sabe assim poderá ocorrer uma maior aproximação do rebanho, seja através da revisão de valores conservadores – como a proibição do aborto, a condenação de homossexuais e do uso de contraceptivos –, seja por meio da escolha de um pontífice representativo das maiores nações católicas, como o Brasil. É crucial a missão do colégio cardinalício nesse contexto. Bento, em que pese o pouco carisma e a visão doutrinária conservadora, pode hoje ser visto como um revolucionário e demonstrou ter, sim, louváveis razões para mudar o curso da Santa Sé. 

Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dona de casa nega sexo na praia no RJ e diz que mudará filhos de escola


Segundo Wanderlea dos Santos, diretora disse que ela 'merecia uma surra'.
'Eu não pratiquei sexo', afirma; vídeo circula na web desde quinta-feira (21).

A dona de casa Wanderlea dos Santos, de 41 anos, protagonista de um vídeo que circula desde quinta-feira (21) na internet (assista no YouTube) em que aparece se agarrando com um homem dentro do mar de Rio das Ostras, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, disse que não fez sexo dentro da água. A mulher, no entanto, viu sua vida se transformar depois da divulação das imagens. Mãe de dois filhos, ela disse que terá que trocar os gêmeos de 9 anos da escola porque até a diretora está contra ela.
"A própria diretora disse que eu merecia uma surra. Quem levou eles para a escola foi minha irmã porque eu não estou saindo na rua", contou, em entrevista ao G1, na casa onde mora há 41 anos no Vale do Ipê, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
"Estão dizendo que eu pratiquei sexo. Eu não pratiquei. Eu não sou esta pessoa que estão falando", disse a mulher, que foi levada, ao lado do homem que aparece no vídeo, identificado como Leonardo, de 27 anos, para a delegacia. Ela e o auxiliar de serviços gerais se conheceram horas antes de entrarem no mar.
Os dois foram autuados por atentado ao pudor e agora Wanderlea busca alguém que possa defendê-la no caso. "Tudo que eu queria agora era me defender. Não tenho dinheiro para pagar um advogado e a Defensoria Publica é difícil", afirmou. "Eu me arrependo amargamente. Se eu pudesse voltar atrás, nem lá eu teria ido. Um dia antes eu disse que não queria ir para essa viagem. Deus sempre me avisa quando uma coisa vai acontecer comigo."
'Humilhação'
A dona de casa disse ainda que os filhos estão estranhando o movimento na residência e ficam com medo de ela aparecer novamente nos jornais. Contou também que, desde a divulgação do vídeo, emagreceu 3 kg porque não tem vontade de comer e só consegue dormir sob efeito de remédios. "Quer saber? É muita humilhação. Muita humilhação. Não estou podendo sair mais na rua, já não como, não estou dormindo."
A vida de Wanderlea se transformou depois do vídeo de Rio das Ostras (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)Vida de Wanderlea se transformou depois do vídeo de Rio das Ostras (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)
O maior desejo dela, agora, é que terminem os comentários que têm sido divulgados na internet. "Me chamam de vagabunda. Usam palavrões. É muito pesado. Para quem está de fora, é facil. Para quem está passando, é muito difícil. Estou sendo julgada e condenada por um ato que tem os movimentos na água. Não vou dizer que foi uma carícia, mas praticar sexo, não pratiquei", explicou.
A madrasta de Wanderlea, Marilia, de 57 anos, disse que também sofre com a situação. "Estou passando mal. Ela é como se fosse minha filha. Amo essas crianças. Tenho depressão e piorei com isso", disse. "Ela errou? Errou. Mas quem neste mundo nunca errou? Quem está sofrendo são as crianças", afirmou, chorando, e contando que o pai, Antônio, e a irmã, Maria do Socorro, também tiveram problemas de pressão devido ao episódio.
Vizinhança dividida
O caso divide a vizinhança. Enquanto na rua sem calçamento em que vive, segundo ela e madastra, alguns moradores condenam, em outras ruas próximas comerciantes disseram aoG1 que não se pode crucificar Wanderlea. "Ela não é a primeira e nem vai ser a última. São momentos de fraqueza. As pessoas que estão crucificando têm que entender que existe a família. Não devemos virar as costas para ela", disse uma comerciante que preferiu não se identificar.
Wanderlea afirmou que, embora a vida no Vale do Ipê esteja difícil, não pensa em se mudar. "Não adianta eu fugir daqui. Está tudo publicado na internet."
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O filho que assombra Nascimento


Briga empresarial envolvendo a família de 

Alfredo Nascimento complica a vida do

 ex-ministro e ameaça a reaproximação do

 PR com o governo

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ENROLADO
Gustavo Pereira (no destaque), herdeiro do ex-ministro, é acusado
de forjar prestação de contas de empreiteira da qual era sócio
O senador e presidente do PR, Alfredo Nascimento, tem trabalhado intensamente nos últimos dias para recuperar o espaço de seu partido no governo. A legenda está sem cargos no primeiro escalão desde que o próprio Nascimento foi demitido por Dilma Rousseff, em julho de 2011, do Ministério dos Transportes, na esteira de acusações de irregularidades na pasta. Mas justamente um dos pivôs de sua queda pode atrapalhar mais uma vez os planos de Nascimento. Trata-se de seu filho, Gustavo Pereira. Investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de enriquecimento ilícito, após denúncia de ISTOÉ em 2009, Pereira agora é alvo de uma nova ação. O jovem publicitário – ao lado do advogado Adalberto Martins, amigo do ex-ministro – é acusado de forjar a prestação de contas da empreiteira Forma Construção, da qual era sócio. Essa empresa se notabilizou, na época dos escândalos do Ministério dos Transportes, por ter crescido 86.500% em apenas dois anos.
Após a publicação da reportagem de ISTOÉ, Pereira e Martins venderam suas cotas na empresa ao terceiro sócio, o empresário Silvio Queiroz Pedrosa. Desconfiado da saúde financeira da empreiteira, Pedrosa encomendou uma auditoria que acabou encontrando provas de sonegação fiscal e tributária, além de fortes indícios de fraude contábil. Nos autos do processo, Pedrosa acusa a dupla de ex-sócios de maquiar a contabilidade para encobrir uma dívida de R$ 2 milhões em impostos, como PIS, Cofins e Imposto de Renda. Mas o que chamou a atenção foi uma série de operações suspeitas que teriam deixado um rombo superior a R$ 18,5 milhões.
A auditoria identificou a venda de imóveis da Forma Construção a parentes e amigos de Nascimento com preço inferior ao praticado no mercado pela própria empresa. Além das condições vantajosas, o dinheiro que deveria ser pago por essas transações não passou pelas contas da empresa e nem sequer foi contabilizado. O próprio Alfredo Nascimento comprou duas salas comerciais no edifício Atlantic Tower, construído pela Forma, por R$ 180 mil. Pagou R$ 90 mil à vista e o restante ninguém viu. Na petição, Pedrosa diz que o valor de mercado dos imóveis “seria superior a R$ 300 mil”.
O advogado de Gustavo, Emiliano Aguiar, rejeita as acusações. Para ele, Pedrosa age de “má-fé”. “Ele não pagou pelas cotas do Pereira e perdeu na Justiça. Está dando o troco”, diz. Ele alega ainda que seu cliente cuidava do mar­­keting e participava pouco da gestão contábil, sob responsabilidade de Martins. Mas usa o mesmo raciocínio para acusar Pedrosa. “Como sócio, ele sabia de todos os atos praticados. Seus poderes de administração eram iguais”, afirma.
A reportagem não conseguiu localizar Martins nem seu advogado para comentar o caso. Alfredo Nascimento também não retornou contato. O presidente do PR espera, segundo palavras dele, que o “governo reconheça a importância do partido que preside na coalizão”. Mas não será se esquivando de elucidar novos episódios suspeitos envolvendo seu nome que o ex-ministro, demitido há menos de dois anos por envolvimento com irregularidades, terá autoridade moral para recuperar seu naco de poder no consórcio governista. Da maneira como age, a chance de velhos fantasmas voltarem a assombrar o governo são imensas.
Fotos: Sérgio Lima/Folhapress e JOSE SOARES/FREELANCER 
Fonte: Revista ISTOÉ On Line
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A ponte de R$ 7 bilhões


Há muitas dúvidas sobre a necessidade da obra 

que ligará Salvador a Itaparica. A certeza é que o 

valor pago pelo governo da Bahia está 

superdimensionado

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73% A MAIS
Ponte estava orçada inicialmente em R$ 2 bilhões.
Na semana passada, começou a ganhar contornos de realidade na Bahia uma obra grandiosa, mas de custo-benefício muito duvidoso. Trata-se da construção da ponte ligando Salvador à ilha de Itaparica por cima da Baía de Todos os Santos. Com 11,7 km, a obra, quando concluída, só perderá em extensão para a ponte Rio-Niterói, que tem 13,3 km e é a maior já construída no País, aclamada como empreendimento-modelo da engenharia de seu tempo, a década de 1970. Os vultosos valores envolvidos diante da incerteza sobre a necessidade do empreendimento, contudo, dividem os baianos e são alvo de críticas da oposição no Estado. Inicialmente orçada em R$ 2 bilhões, a ponte já tem uma estimativa de orçamento final de R$ 7,4 bilhões. Ou seja, foi majorada em 73% e, com isso, passou a ser considerada uma das mais caras do mundo. Só para o projeto da obra foram gastos R$ 40 milhões, num contrato sem licitação celebrado entre o governo da Bahia e a consultoria internacional Mckinsey & Company. No ano de sua inauguração, por exemplo, a Rio-Niterói havia custado R$ 5 bilhões em valores atualizados, o equivalente a 66% do orçamento da ponte Salvador-Itaparica.
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Projeto foi anunciado pelo governador Jaques Wagner
Parte dessa diferença se explica pelos avanços tecnológicos, que transformam as pontes do início do século XXI em monumentos tecnológicos, ao contrário das obras do século passado, que não passavam de estradas sobre águas. A experiência internacional, contudo, demonstra que é possível gastar menos. Na China, a monumental obra de 41,5 quilômetros de extensão sobre a baía de Jiaodhou, terminada em 2011, custou o equivalente a R$ 3,5 bilhões. Enquanto o governo do Estado alardeia que os 50 mil moradores de Itaparica, que hoje fazem a travessia para Salvador de ferry boat, terão uma opção mais segura e confortável para viajar, o escritor João Ubaldo Ribeiro, que mora lá, condena o projeto. “Esse progresso é na verdade uma face de nosso atraso. Atraso que transmutará Itaparica num ponto de autopista, entre resorts, campos de golfe e condomínios de veranistas, uma patética Miami de pobre”, disse.
O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia Antônio Heliodório Sampaio teme que, a curto prazo, a ponte possa criar mais confusões do que soluções. “A ilha tem problemas de infraestrutura. Falta até água no verão”, critica o urbanista.
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O governo baiano já iniciou o processo de desapropriação, decretando a utilidade pública de mais de 4,8 mil hectares de terras da ilha. Na expectativa da formação de um “banco de terrenos” valorizados após a construção da ponte, o mercado imobiliário apoia o projeto. O secretário de Planejamento do Estado, Sérgio Gabrielli justifica o investimento com argumentos socioeconômicos. Afirma que a Salvador-Itaparica pode levar, para a população baiana, uma evolução semelhante à que a Rio-Niterói trouxe para os fluminenses. Na visão de Gabrielli, com a ponte o Estado ganhará novas vias de interligação, favorecendo o escoamento de portos, atraindo novos investimentos e reduzindo em 130 quilômetros a distância entre Salvador e os Estados do Sudeste. Podem ser argumentos reais, mas nada justifica um preço tão elevado.
Fonte: Revista ISTOÉ On Line
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ativistas do Femen protestam em SP contra assassinatos de prostitutas


Protesto foi realizado no bairro da Liberdade, região central de SP.
Na terça-feira (29), homem foi preso por cinco mortes na Zona Leste.


Ativistas do grupo feminista Femen Brasil protestam no bairro da Liberdade, no centro da capital, nesta quinta-feira (31), contra os assassinatos em série ocorridos na zona leste de São Paulo. Eduardo Sebastião do Patrocínio, de 42 anos, foi detido no último dia 24, sob suspeita de ter matado pelo menos cinco mulheres. A polícia investiga um sexto caso. (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)Integrantes do Femen levaram cartazes contra morte de prostitutas na Zona Leste de São Paulo. (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)
Ativistas do grupo Femen Brasil protestaram no bairro da Liberdade, na região centro da capital paulista, nesta quinta-feira (31), contra os assassinatos ocorridos na zona leste de São Paulo.

Protesto com cartazes
A polícia prendeu, na terça-feira (29), Eduardo Sebastião do Patrocínio, de 42 anos, que confessou ter assassinado cinco mulheres que ele afirmou serem garotas de programa em São Paulo. Segundo o preso, os crimes foram cometidos "por raiva" de não ter conseguido manter relações sexuais.

Em um vídeo divulgado pela polícia, Eduardo confessa que cometeu os assassinatos entre 2010 e janeiro deste ano. A polícia chegou ao assassino investigando o caso de Senira Leite de Oliveira, de 25 anos. O corpo dela foi encontrado no começo do mês, dentro de uma mala, no Itaim Paulista, na Zona Leste.
Quatro ativistas participaram do protesto nesta manhã. Até por volta das 14h30, a Polícia Militar não tinha informações sobre incidentes. As mulheres do grupo pintaram os corpos e levaram cartazes com referência aos crimes.
Em um dos cartazes estava escrito: "se você broxar, não tente nos matar". De acordo com as investigações, o suspeito dos assassinatos alegou que esganou as mulheres após consumir droga e não conseguir ter ereção para relações com as vítimas.
Cartazes das ativistas do Femen faziam alusão à declarações do homem preso pelos crimes na Zona Leste (Foto: Ale Vianna/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Cartazes das ativistas do Femen faziam alusão à declarações do homem preso pelos crimes na Zona Leste (Foto: Ale Vianna/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo).Fonte: G1Edição: Antonio Luis

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A boa vida de Demóstenes


Sem mandato e prestígio, o ex-senador Demóstenes

continua a desfrutar dos luxos da época de

 parlamentar. 

Comemorou o Réveillon num dos melhores restaurantes 

de Paris, frequenta uma badalada academia, faz 

tratamentos em clínicas estéticas e degusta vinhos

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FELIZ E ASSOVIANDO 
No dia de seu aniversário, o ex-senador Demóstenes Torres saiu
de casa de terno e gravata, mas não teve compromisso social: 
foi a uma clínica estética e comprou iguarias para o jantar
Apanhado nos grampos que ajudaram a condenar o contraventor Carlinhos Cachoeira a 39 anos e 8 meses de prisão, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o mandato de senador em junho de 2012 e foi afastado do Ministério Público de Goiás. Seis meses depois, porém, embora desprovido de cargo e prestígio, o ex-parlamentar do DEM não perdeu a pose nem a boa vida sustentada por luxos e prazeres dos tempos de parlamentar, quando foi considerado no Congresso uma espécie de paladino da ética, antes de ser flagrado em tramoias com o bicheiro. A fama de mocinho acabou, mas sua rotina continua à base do bom e do melhor.


Na quarta-feira 23, em seu primeiro aniversário depois da queda, assistiu-se a uma pequena romaria na entrada do condomínio Parque Imperial, em Goiânia, onde Demóstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhões. Vestido de paletó e gravata, Demóstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manhã. Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de aniversário, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a uma clínica estética. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demóstenes tem aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.
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Semanas antes de comemorar seu aniversário, o ex-senador saiu-se bem quando enfrentou 20 minutos de fila no Vapt-Vupt – nome do Poupatempo em Goiânia – para trocar o passaporte diplomático, a que tinha direito como senador, pelo comum. Foi reconhecido por cidadãos anônimos, que tiraram fotos com celular. A maioria o aplaudia, mas a funcionária Raquel Silva enquadrou a equipe de atendentes que ameaçava entrar na algazarra: “Coloquei o Demóstenes numa fila. Quando o pessoal foi tirar foto, igual a uma celebridade, eu disse: ‘Menos, gente, menos.’” Dias depois da cassação ele foi à rodoviária para renovar a carteira de motorista. Recebeu abraços e cumprimentos. O mesmo aconteceu em suas idas a supermercados. 


A situação se inverte quando Demóstenes aparece nos lugares mais nobres da capital de Goiás. Numa badalada academia de ginástica localizada na Praça do Ratinho, que frequenta há anos, o tratamento é outro – revelam os funcionários. Antes, as pessoas daquele local, um dos pontos de concentração do mundo endinheirado da cidade, formavam rodinha para ouvir histórias e perguntar sua opinião. Na última semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada. Um motorista de táxi que costuma levar Demóstenes até o aeroporto conta que recentemente ele estava muito animado e falante até a metade do caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: “O rio Meia Ponte está parecendo uma cachoeira.” Ele conta que após ouvir a palavra “cachoeira” Demóstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem em silêncio. 


A vida de Demóstenes depois da queda tem elementos que lembram um melodrama do século XIX, mas vários capítulos poderiam ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enólogo do planeta. Em dezembro, Demóstenes esteve em Paris para passar o Réveillon e aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que custam em média 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o cliente opte pelo Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846. O gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido nacionalmente depois que a Polícia Federal descobriu que Cachoeira lhe deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota mínima de 93 sobre 100 nas avaliações disponíveis de Robert Parker), pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se vê, longe do Senado e dos holofotes da televisão que ajudaram a transformá-lo num campeão da moralidade pública, Demóstenes continua um cálice refinado e aplicado.
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Hoje em dia ele só aparece em Brasília uma vez por semana e passa a maior parte de seus dias em Goiânia. Foi ali que, há poucos dias, num jantar no restaurante Madero, degustou uma garrafa de Pêra Manca (nota mínima de 86 na avaliação de Parker), que custa R$ 940. Em outra ocasião, numa visita à cantina San Marco, informou aos garçons que faria um pedido modesto, para uma refeição rápida. Pediu um Sirah Incógnito, português cujo preço é R$ 450 (87 sobre 100 na avaliação de Parker). Ficou contrariado porque o estoque havia acabado. Acabou servindo-se de um Malbec argentino, o Angélica Zapata, a R$ 300 a garrafa (a qualidade varia, mas Parker deu 91 para a safra de 1997). Ao reunir três procuradores para um encontro festivo, Demóstenes pediu um “Barca Velha”, que pode chegar a R$ 1,4 mil nas boas safras. Como brinde de Natal, Demóstenes distribuiu aos amigos e aliados políticos uma garrafa do sugestivo espumante português “Terras do Demo”, vendida a R$ 80. Procurado por ISTOÉ para uma entrevista, Demóstenes alegou que, orientado por seus advogados, preferia não dar depoimento nem responder a perguntas, mas ficou claro que ainda acumula poder no Estado. Instalada nas vizinhanças da residência do ex-senador, a equipe de ISTOÉ foi abordada por uma viatura policial, que pediu documentos.


Do ponto de vista legal, Demóstenes tem algumas complicações pela frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele ainda tivesse influência para livrar-se de qualquer investigação interna, 82 procuradores de Goiás assinaram um manifesto público exigindo que fosse aberta uma investigação sobre sua conduta. O caso hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministério Público, que tem três opções pela frente. Pode transformar o afastamento temporário em permanente, sem maiores consequências para Demóstenes. Pode ainda aposentá-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demissão, que implicaria perda de qualquer benefício. 


Responsável por arquivar as primeiras denúncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministério Público, o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos enfáticos em que confirma a disposição de acelerar as investigações contra Demóstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral mandou dizer, através de uma assessora, que sempre atuou no Conselho de forma isenta, “sem qualquer interferência nas decisões, como qualquer co nselheiro poderá confirmar”. Na prática, o caso caminha devagar. Amigo de Demóstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que já atrasou o processo em um mês.
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A apreciação dos embargos apresentados pela defesa estava marcada para a terça-feira 29, mas já foi retirada da pauta, o que pode atrasar o exame geral do caso, inicialmente previsto para fevereiro. Com receio daquilo que, em outros tempos, Demóstenes denunciava como pizza, na semana passada três promotores do Ministério Público de Goiás circulavam por Brasília, procurando marcar audiências com os 13 conselheiros que terão a palavra final sobre o caso. “Queremos um julgamento justo, em tempo razoável,” afirma um deles, Reuder Cavalcanti. Ele entende que, numa decisão equilibrada, Demóstenes não deve ter direito a aposentadoria compulsória porque passou os 13 anos fora do Ministério Público. “É por causa desse afastamento que defendemos a demissão.” Para Luiz Moreira Gomes, que foi representante do Congresso no Conselho do Ministério Público, já conseguiu uma nova eleição pelo voto dos deputados e aguarda uma deliberação do Senado que pode reconduzi-lo ao posto, o episódio de Demóstenes tem um caráter exemplar. “A inércia foi uma demonstração de que o Ministério Público não adota para si a conduta criteriosa que exige dos outros,” afirma. 


Por causa de uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Demóstenes também enfrenta um inquérito criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Região. É investigado por corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Esse processo é mais demorado e não tem prazo definido para chegar a uma conclusão. 


Ao perder o mandato, Demóstenes ficou inelegível até 2027. Há poucas semanas, contestando o período em que não poderá candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral para rever a decisão. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As incertezas da Justiça colocam várias opções no futuro político do ex-senador. Ele não foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem será. Muitos deles têm interesse confesso em sua herança. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demóstenes.
No plano pessoal, Demóstenes pensa em atuar como advogado de grandes empresas. Atualmente, além dos vencimentos como procurador (R$ 24 mil), Demóstenes tem rendimentos como sócio da Nova Faculdade, estabelecimento de ensino em Contagem, Minas Gerais. O dono da instituição é Marcelo Limírio, sócio de Cachoeira em redes de laboratórios de Goiás. Nas conversas em que fala de seus planos, Demóstenes tem dito que, se for condenado pelo Conselho da Magistratura, poderá advogar. Wellington Salgado, ex-senador e amigo fiel, já se dispôs a ajudar.


Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira
Fotos: divulgação; adriano machado; Directphoto
Foto: Adriano Machado

Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Oscar, o cachorro viajante, morre após conhecer 36 países


Cão rodou o mundo com sua dona para divulgar adoção de animais.
Ele sofreu acidente na sexta-feira, segundo a imprensa sul-africana.


Página do Facebook feita pela dona de Oscar mostra o cão em suas viagens (Foto: Reprodução/Facebook)Página do Facebook feita pela dona de Oscar
mostra o cão em suas viagens
(Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, um cachorro que ficou famoso por ter viajado o mundo com sua dona, morreu em um acidente na sexta-feira (11), segundo foi anunciado em sua página no Facebook.
Não foram divulgados detalhes sobre o acidente, mas, segundo a imprensa sul-africana, ele foi atropelado por um carro na Califórnia.
Adotado em 2004 na Cidade do Cabo, na África do Sul, o vira-lata e sua dona, a professora de golfe Joanne Lefson, fizeram uma viagem ao redor do mundo em 2009. O objetivo era promover a adoção de cães e arrecadar dinheiro para uma organização de proteção aos animais.
Durante a jornada, Oscar conviveu com leões selvagens no Quênia, conheceu o maior gato do mundo no Cairo, participou de uma pescaria de piranhas no Rio Amazonas, conheceu o personagem Pluto na Disneylândia e caminhou pela Muralha da China.
Em 2011, Joanne lançou um livro contando as aventuras da viagem. No mesmo ano, o cão visitou abrigos de animais nos EUA, na Europa e na Índia.
Segundo sua dona, Oscar viajou para 36 países nos cinco continentes e era o "cachorro mais viajado do mundo".
Joanne escreveu uma homenagem  para o companheiro: "Não acredito que você se foi, mas suas memórias vão continuar em mim para sempre, e seu coração vai continuar batendo através dos incontáveis cães que tiveram uma segunda chance como um resultado direto do seu bom exemplo e sua vida inspiradora", disse.
Ela afirma que fará um funeral para o cachorro na próxima semana, na Cidade do Cabo.
Veja abaixo fotos retiradas da página de Oscar no Facebook:
Oscar, o cachorro viajante, na África do Sul (Foto: Reprodução/Facebook)Oscar, o cachorro viajante, na África do Sul (Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, o cachorro viajante, em Paris (Foto: Facebook)Aqui, em frente à Torre Eiffel, em Paris (Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, o cachorro viajante, em Hollywood- 620 x 465 (Foto: Facebook)O cão em frente à placa de Hollywood, nos EUA (Foto: Reprodução/Facebook}
Fonte: G1Edição: Antonio Luis

sábado, 12 de janeiro de 2013

A primeira-dama e o "maridão"


A ex-modelo Pâmela Bório e o governador da Paraíba, 

Ricardo Coutinho, cultivam um estilo de vida extravagante. 

Mas quem paga a conta é o contribuinte

Josie Jeronimo
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CASAL ROMÂNTICO
Pâmela (acima) promove festanças, expõe no Instagram coleção
de lingerie e diz que o "maridão", Coutinho (abaixo), é quem "curte" as novidades
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A primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, 29 anos, é uma mulher esfuziante. Ex-modelo, belíssima, olhos claros e corpo escultural, gosta de luxo e badalações, sem revelar nenhuma preocupação com a discrição. Ao contrário. Recentemente, Pâmela exibiu na rede social Instagram sua nova coleção de lingeries e, abaixo das fotos, sapecou a legenda: “Presente para mim, mas quem curte é o maridão.” Tal exibição de intimidade deveria ser uma questão que só dissesse respeito a ela e ao referido “maridão”, o governador Ricardo Coutinho (PSB), 52 anos. O episódio, porém, tornou-se o novo capítulo de uma explosiva investigação de uso indevido de dinheiro público. Após auditoria nas contas da residência oficial do governador, o Tribunal de Contas da Paraíba concluiu que inúmeros mimos da primeira-dama não são pagos somente com o salário de R$ 20 mil de Ricardo Coutinho, cujo patrimônio é avaliado em menos de R$ 1 milhão. Parte do dinheiro usado para bancar o luxo ostentado e os hábitos peculiares da primeira-dama sai dos cofres públicos.
Um relatório do Tribunal de Contas, obtido por ISTOÉ, revela que as festas promovidas na Granja Santana – como é chamada a residência onde moram o governador e a primeira-dama – consumiram 17,4 toneladas de carnes, peixes e frutos do mar, só no ano de 2011. Na mesma prestação de contas, que o órgão de fiscalização classificou como um dos inúmeros “exageros de gastos”, havia uma nota registrando a compra de 60 quilos de lagosta. Além das despesas com comida, os auditores descobriram que até o enxoval do bebê de Pâmela e Coutinho foi pago pelo contribuinte. O governador não mexeu no próprio bolso nem mesmo para comprar os móveis para o quarto do filho ou as bolsas para carregar mamadeiras. A quantidade de farinha láctea adquirida para a criança também espantou o tribunal: foram 460 latas apenas entre os dias 21 de novembro e 13 de dezembro de 2011. “O governador deve ter uma creche em casa para consumir toda essa farinha láctea em menos de um mês”, criticou o deputado estadual Janduhy Carneiro (PEN). A oposição a Coutinho passou a se referir ao caso como “o escândalo da comida infantil”, lembrando que em 28% dos municípios paraibanos não há creches.
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ESCÂNDALO
Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (acima) na residência oficial
revela o pagamento de despesas pessoais e gastos absurdos

O relatório do Tribunal de Contas estadual ainda mostra outras excentricidades. Segundo a fiscalização, no ano passado, a residência oficial foi abastecida com rolos de papel higiênico ao custo de R$ 59 o pacote com quatro unidades. Detalhe: as folhas higiênicas eram personalizadas com a impressão do desenho de um casal de noivinhos. Foram adquiridos também sais e espumas de banho, além de artigos de decoração. Tudo sem levar em consideração a cotação de preços exigida por lei. “Transpareceu como critério de escolha o gosto pessoal e não a impessoalidade exigida na ação administrativa pública. Robustece a afirmação o fato de os orçamentos terem sido solicitados pela primeira-dama do Estado”, censurou o tribunal. Ou seja, como se estivesse administrando o orçamento de sua casa, Pâmela assumiu o lugar dos pregoeiros e demais funcionários da administração pública responsáveis por cotar preços e dar transparência ao destino das verbas do Estado. Ao que tudo indica, a primeira-dama, ostentando sua infalível bolsa Birkin, da grife Hermés, circulou pelas lojas locais comprando o que era de seu interesse. “O transportador da mercadoria, registrado na nota fiscal, foi a senhora Pâmela, esposa do governador”, cravaram os auditores.
Nascida na Bahia, aos 13 anos Pâmela começou uma carreira como modelo. Quando adolescente, participou de vários concursos de beleza, sendo premiada em todos eles, como gosta de lembrar. Já adulta, promoveu campanhas publicitárias para uma renomada joalheria. Em 2008 conquistou o título de miss Bahia. E, quando seu destino parecia mesmo as passarelas, transferiu-se para João Pessoa, para trabalhar como apresentadora de uma televisão local. Foi ali na tevê, em 2010, que ela conheceu Coutinho, entrevistando-o como candidato ao governo do Estado. Casaram-se em fevereiro de 2011, um mês após a posse. No Estado, Coutinho é conhecido como homem simples, filho de um agricultor e uma costureira. Segundo amigos do casal, o “maridão” e a primeira-dama seguem vivendo num clima amoroso que parece prolongar a lua de mel. O problema é saber quem paga a conta do romance. Na quinta-feira 10, a assessoria do governador Coutinho informou à Istoé que na Granja Santana são servidas 120 refeições diárias que atendem o pessoal da limpeza, segurança, jardinagem, etc. Quanto às despesas, com o enxoval do filho do governador, informa que “é obrigação do Estado suprir os gastos particulares de sobrevivência dos governantes nas residências oficiais”. Afirma, ainda, que a primeira-dama não possui cartão corporativo e que a bolsa Hermés “é uma réplica”.
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Paródias contestam letra do hit de Roberto Carlos: 'Esse cara não existe'


G1 entrevista cantores de versões de 'Esse cara sou eu'; ouça músicas.
Novas letras são inspiradas em 'análise psicológica', bebidas e infidelidade.

"Fiz essa música falando do cara que toda mulher gostaria de ter e que todo homem gostaria de ser. E é o cara que eu tento ser." Foi assim que Roberto Carlos apresentou "Esse cara sou eu" na primeira vez que cantou o hit da novela "Salve Jorge" ao vivo, em São Paulo, no início de novembro. Os verbos "gostaria" e "tento" indicam que ele mesmo sabe que o "cara" da letra, lançada em outubro, é mais ideal do que real. Este é o gancho para respostas "realistas" de outros músicos para o hit de Roberto.
Ciúme, insegurança, alcoolismo, infidelidade e até psicopatia estão entre as características dos "caras" das novas letras. Duas bandas de pagode da Bahia, O Troco e Operários do Samba, se destacam entre as releituras que mais chamam atenção em redes sociais. "Esse cara não existe", da O Troco, tem mais de 160 mil de cliques no Youtube em dez dias.
Mário Brasil, cantor da banda de Salvador O Troco, que fez resposta a "Esse cara sou eu", de Roberto Carlos, inspirado em "análise psicológica" no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)Mário Brasil, cantor da banda de Salvador O Troco, fez resposta a "Esse cara sou eu", de Roberto Carlos, inspirado em "análise psicológica" no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)
O cara que pensa em você toda hora (o psicopata)
Que conta os segundos se você demora (o impaciente)
Que está todo o tempo querendo te ver (o grudento)
Porque já não sabe ficar sem você (dependente e chorão)
E no meio da noite te chama (maluco sem noção)
Pra dizer que te ama (inseguro)
Esse cara não sou eu"
Trecho de 'Esse cara não existe', de O Troco
"Estava conversando com uma amiga e ela me mostrou uma 'análise psicológica' da letra do Roberto Carlos no Facebook", conta ao G1Mário Brasil, cantor da O Troco, de Salvador. O texto humorístico, compartilhado sem autoria creditada em diversos perfis e páginas no Facebook,  indica traços de obsessão, insegurança e possessividade na letra de "Esse cara sou eu". "Pensei na hora: isso dá uma música", conta Mário. Ouça "Esse cara não existe", com a banda baiana O Troco.
"Fiz a versão, inspirada na análise que vi no Facebook, no mesmo dia, uma quarta-feira. Na quinta fiz o arranjo, na sexta o playback, no sábado gravei a voz e na segunda coloquei para tocar", conta.
A velocidade do processo tem um facilitador: a paródia usa exatamente a mesma melodia, em um ritmo de pagode baiano, e letra parecida, com o acréscimo dos supostos "distúrbios psicológicos" de cada verso.
Mário, assim como os outros cantores de versões, se diz fã de Roberto, e abre uma exceção para o "rei": "O Roberto pode até ser 'o cara'. Mas, tirando ele, 'esse cara' não existe.". Ele acha que a letra aumenta a expectativa das mulheres em relação aos seus companheros  "A mulher já espera o príncipe encantado, o Super-homem. E hoje a realidade não é assim", defende o pagodeiro.
A banda baiana Operários do Samba gravou a paródia 'Esse cara sou eu (versão real)', com personagem mulherengo e 'cachaceiro' (Foto: Divulgação)A banda baiana Operários do Samba gravou a paródia 'Esse cara sou eu (versão real)', com personagem mulherengo e 'cachaceiro' (Foto: Divulgação)
O cara que reclama se você demora
Que sai com os amigos e esquece da hora / Que 'tá' todo o tempo querendo beber / E quando 'tá bêbo' esquece você / E no meio da noite 'cê' liga / Arretada da vida
Esse cara sou eu"
Trehco de 'Esse cara sou eu (versão real), gravada pelos Operários do Samba
Se "Esse cara não existe" foi inspirada em uma piada de Facebook, "Esse cara sou eu (versão real)", tocada pela banda de pagode Operários do Samba, de Itabuna (BA), veio de "criação própria", garantem os músicos. A faixa foi divulgada no dia 17 de novembro no YouTube, atualmente com 50 mil views no YouTube. O texto da letra está espalhado em diversas redes sociais, sites e até novos registros no YouTube, todos posteriores à postagem do grupo. Ouça "Esse cara sou eu (versão real)", com os Operários do Samba.
O "cara" da nova letra é alcoólatra, mulherengo e negligente com a mulher. "Abrimos e fechamos nossos shows com essa música. Nossa 'galera' toda já sabe cantar, e diz que nem se lembra mais da letra do Roberto. A versão mais engraçada fica na cabeça", diz Thiago Santos, vocalista do grupo. A banda surgiu há cinco meses a partir de roda de pagode de amigos e aumentou o número de shows com o sucesso da versão. "Registramos a letra como paródia", ressalta Thiago.
O cantor alagoano Odivar Santos, autor de 'Eu não sou o kara' (Foto: Arquivo pessoal)O cantor alagoano Odivar Santos, autor de 'Eu não sou o kara' (Foto: Arquivo pessoal)
"Eu não sou o cara, eu sou o seu amante / Eu não sou o cara, eu sou o seu ficante / Eu não abro porta pra você entrar / Fecho a do motel pra gente se amar"
Trecho de 'Eu não sou o kara', de Odivar Santos









O cantor alagoano Odivar Santos, brega assumido, optou por caminho mais autoral na sua resposta a "Esse cara sou eu". Sua música "Eu não sou o kara" tem nova melodia e versos que fazem apenas menção à letra de Roberto Carlos, sem reproduzir sua métrica.Ouça "Eu não sou o kara", de Odivar Santos.
"O Roberto Carlos pode tudo. Só que nem sempre é assim. Às vezes, você dá tudo pra mulher, dá conforto, mas ela não quer isso - quer pegada, aventura, 'saidinha'. Não quer compromisso, que você fique ligando toda hora. A mulher independente quer sentir mais livre", defende Odivar.
Ao contrário dos outros autores de "respostas", o alagoano acredita que é possível ser "o cara", mas só para quem tem "muita grana". "Se você não tem 'bala na agulha' como o Roberto, tem que ser ficante mesmo, pular o muro quando 'o cara' chega. Mas, no fundo, é com você que a mulher tem prazer. O Roberto gasta toda a grana dele, dá conforto, mas na hora da pegada, ela gosta é do amante", provoca Odivar, antes de inverter os papéis da entrevista: "E você, é o cara ou o amante?".
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis