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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Preso no Piauí homem acusado de comandar tráfico de menores no país


Sebastião Soares da Silva, 61 anos, foi preso em Francisco Macêdo.
Ele é acusado de sequestrar Pedro Paulo Lemes, de 5 anos em Imperatriz,


Sebastião Soares da Silva teria trabalhado para o pai do menino Pedro Paulo, em Imperatriz (Foto: Divulgação/SSP MA)Sebastião Soares da Silva teria trabalhado para o
pai de Pedro Paulo, em Imperatriz, no Maranhão
(Foto: Divulgação/SSP MA)
Policiais do Grupo de Repressão ao Crime Organizado no Piauí (Greco), em parceria com a Polícia Civil do Maranhão, prenderam nesta terça-feira (22), Sebastião Soares da Silva, 61 anos, acusado de comandar uma quadrilha de tráfico de menores no país. A prisão aconteceu na cidade de Francisco Macêdo, localizada na região Sul do estado, a 391 quilômetros de Teresina.
De acordo com o delegado Menandro Pedro, presidente da Greco, Sebastião é acusado de sequestrar Pedro Paulo Lemes, de 5 anos em Imperatriz, no Maranhão, em junho do ano passado.
A polícia descobriu que Sebastião estava no Piauí planejando o sequestro de um empresário na cidade de Picos, localizada na região Sul do estado.
O homem será apresentado na tarde desta terça-feira na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado no Piauí. "A polícia do Maranhão quer fazer o recambiamento do preso antes que ele seja apresentado à Greco. Entretanto, ele foi preso no Piauí e precisamos fazer aqui no estado os trâmites normais antes dele ser conduzido para São Luís", disse Menandro Pedro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP), Sebastião Soares da Silva deve ser transferido e apresentado em São Luís, ainda nesta terça-feira, na sede da SSP.
Com o acusado, a polícia apreendeu a quantia de R$ 5 mil, além de documentos falsos e uma espingarda (Foto: Divulgação/SSP MA)Com o acusado, a polícia apreendeu a quantia de R$ 5 mil, além de documentos falsos e uma espingarda (Foto: Divulgação/SSP MA)
Pedro Paulo (Foto: Arquivo pessoal)Pedro Paulo foi sequestrado de dentro de casa, no
Centro de Imperatriz  (Foto: Arquivo pessoal)
Entenda o caso
Pedro Paulo Lemes, de cinco anos, foi sequestrado de dentro de casa, no centro de Imperatriz, a  626 km de São Luís, no dia 27 de junho de 2012. Dois homens em uma moto levaram a criança e a babá como reféns. A quadrilha foi presa após ações das polícias do Maranhão, Pará e do Tocantins. O menino foi libertado no dia 10 de julho no distrito de Cicilândia, na cidade de Palmeirante, no Tocantins.
No dia 11 de julho, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, afirmou em entrevista coletiva, que o principal mandante do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, seria um ex-funcionário do pai da criança, o empresário Jurandir Mellado.
As primeiras testemunhas do caso do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, começaram a ser ouvidas no mês de novembro do ano passado, em Imperatriz. Os acusados que respondem pelos crimes de sequestro qualificado e formação de quadrilha estão presos na central de custódia de Davinópolis. A pena dos envolvidos pode chegar a 20 anos de prisão.
Fonte: G1/PI
Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Homem atira no próprio filho para defender a família em Santos


Rapaz ameaçou matar a irmã se a família não lhe desse R$ 3 mil.
Homem é dependente químico e foi preso pelo crime de extorsão.


Sangue do rapaz ficou nas escadas do prédio (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Rapaz foi baleado em uma das escadarias do prédio onde o pai mora (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
Um homem de 32 anos, dependente químico, foi baleado pelo próprio pai depois que ameaçou toda a família para conseguir dinheiro. O episódio aconteceu na noite desta terça-feira (15) emSantos, no litoral de São Paulo.
O filho tentou entrar no apartamento do pai e, como não conseguiu, começou a quebrar a janela da cozinha, que fica no corredor do prédio. Para se defender, o pai atirou duas vezes e, no terceiro disparo, atingiu a perna do filho, que caiu no chão do corredor do quinto andar do prédio. A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foram acionados. O filho foi encaminhado para o Pronto Socorro Central de Santos e o pai foi levado para a delegacia.
Sidney Stella, síndico do prédio, disse que essa não foi a primeira vez que o rapaz tentou invadir a casa da família e trouxe prejuízo para o condomínio. “Ele sempre nos trouxe problemas. Já separei várias vezes brigas aqui na porta. Ele já invadiu o prédio drogado, alcoolizado, ameaçou os funcionários. Realmente ele é um elemento que está dando muita dor de cabeça”, afirma.
Durante o depoimento, o pai disse que o filho estava internado em uma clínica de reabilitação porque é dependente químico. O homem teria fugido nesta terça-feira (15) e começou a ameaçar a família. Segundo o pai, ele pedia R$ 3 mil e, caso não dessem o dinheiro, ele mataria a irmã.
O filho foi preso pelo crime de extorsão e o pai foi liberado depois de pagar uma fiança de R$ 340. Ele deve responder pelo crime de posse irregular de arma de fogo.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Suspeitos de tráfico arrancavam dentes de clientes em dívida, no AM


Operação Saidera terminou com a prisão de três suspeitos em Manaus.
Dentes dos supostos clientes em dívida foram apreendidos.


Dentes apreendidos durante operação policial, em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)Dentes apreendidos durante operação policial, em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)













A  Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (28), três suspeitos de comandar o tráfico de drogas no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus. Iniciada após denúncias de moradores da região, a investigação policial apontou que os suspeitos tinham como praxe arrancar os dentes de usuários de drogas que estavam em dívida com o grupo formado por um casal e homem de 19 anos.

O delegado titular do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Ivo Martins, informou que a Operação Saidera cumpriu três mandados de busca e apreensão. Todos os três foram autuados por tráfico de drogas e serão encaminhados para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.
Intitulada "Operação Saidera", a ação terminou com a apreensão de todos os dentes retirados dos usuários, além de trouxinhas e porções grandes de maconha, pasta base, oxi e cocaína. Segundo a polícia, uma parte do material foi encontrado na residência do casal, localizada na Rua Alameda Costa, enquanto o restante, incluindo os dentes, estavam na casa do rapaz de 19 anos.
Material apreendido durante operação policial no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)Material apreendido durante operação policial no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)
Fonte: G1Edição: Antonio Luis

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Preso tenta fugir, mas acaba entalado em buraco na parede da cela em GO


Caso aconteceu na noite de segunda-feira (3), em presídio de Ceres.
Segundo a polícia, outro detento conseguiu fugir e não foi recapturado.


Preso cava buraco para fugir e fica preso na parede, em Goiás (Foto: Divulgação/ Jornal Populacional)Preso cava buraco para fugir e fica preso na parede, em Ceres  (Foto: Dudu Bala/ Jornal Populacional)
Um preso tentou fugir da cela e acabou ficando preso no buraco que foi feito pelos detentos para a fuga. O caso aconteceu na Cadeia de Ceres, a 183 km de Goiânia, na noite de segunda-feira (3). Um dos presos conseguiu fugir.
De acordo com o tenente Tiago Costa do Corpo de Bombeiros, o buraco foi feito usando um cano de metal do chuveiro da cela. Segundo informações da corporação, o primeiro detento conseguiu passar pelo buraco, mas o segundo ficou preso.
Os bombeiros usaram uma pequena marreta para furar a parede e outra ferramenta para cortar as ferragens e retirar o detento. Ele teve escoriações pelo corpo, foi atendido e voltou para a cela, onde, segundo o Corpo de Bombeiros, estava uma mala com suas roupas. O detento que fugiu ainda não havia sido recapturado até a manhã desta terça-feira (4).
“Ele tem o porte físico maior. É mais alto. E os outros tentaram empurrá-lo. Daí, ele não saía e nem entrava mais. Ficou com o corpo pela metade. Ele começou a gritar de dor, e a corporação e a Polícia Militar foram acionadas”, disse o tenente.
Para ler mais notícias de Goiás, clique em g1.com.br/goias. Siga também o G1 Goiás noTwitter e por RSS.
Durante fuga, preso fica preso em buraco na parede, em Goiás (Foto: Divulgação/ Jornal Populacional)Durante fuga, preso fica preso em buraco na parede (Foto: Dudu Bala/ Jornal Populacional)Detento foi retirado com a ajuda do Corpo de Bombeiros, em Goiás (Foto: Divulgação/ Jornal Populacional)Detento foi retirado com a ajuda do Corpo de Bombeiros (Foto: Dudu Bala/ Jornal Populacional).Fonte: G1Edição: Antonio Luis

sábado, 24 de novembro de 2012

Estratégia do tapetão


Goleiro Bruno aposta na confusão e consegue

 adiar seu julgamento para 2013 enquanto Macarrão

 implica o ex-chefe na morte de Eliza Samúdio

Flávio Costa
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MANOBRAS
Bruno trocou sucessivas vezes de advogado e,
assim, conseguiu adiar seu julgamento

A confusão como método de defesa. A estratégia utilizada, com êxito, pelos advogados dos réus transformou, na semana passada, em chicana um dos júris mais esperados do País: o do desaparecimento e suposto assassinato de Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, acusado de ser o mandante do crime. Nas sessões marcadas pelo caos no Tribunal de Contagem, na Grande Belo Horizonte (MG), houve até a paralisação por conta de um boato sobre uma tentativa de suicídio do jogador na prisão. As manobras dos defensores, como o abandono do plenário e várias trocas de advogados, adiaram o julgamento de três dos cinco acusados. Voltam a júri em março de 2013 o próprio Bruno, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor do homicídio, e Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador. O fato mais surpreendente da semana foi o depoimento do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Ele relatou sua participação no sequestro de Eliza e implicou Bruno, o ex-amigo e ex-chefe, como autor intelectual da morte da jovem, cujo corpo permanece desaparecido há dois anos e cinco meses.
Abandono de júri é uma estratégia comum entre os advogados brasileiros, segundo especialistas ouvidos por ISTOÉ. “Entende-se que é benéfico para o acusado ser julgado sozinho ou com menor número possível de réus”, afirma o criminalista Henrique Baptista, especialista em direitos fundamentais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Outra vantagem é que os advogados podem recolher informações preciosas em um julgamento de réu anterior ao do seu cliente. Foi nisso que apostou Bruno. No segundo dia de julgamento, o goleiro resolveu destituir seus dois defensores, Rui Pimenta e Francisco Simin, que, por sua vez, também representavam Dayanne Rodrigues, ex-mulher dele. Obteve a destituição do primeiro, mas não conseguiu o mesmo sucesso em relação ao segundo. Assim, Dayanne também teve seu julgamento adiado para março. No dia seguinte, novamente Bruno trocou Simin pelo advogado Luiz Adolfo, que alegou desconhecer o processo e pediu tempo para se preparar. Com isso, o goleiro também teve seu julgamento adiado. Apenas Macarrão e Fernanda Castro, ex-namorada do jogador, foram julgados. “Foi uma atitude clara no sentido de desmembrar o processo, já que a primeira não havia dado certo”, afirma a criminalista Roselle Soglio.
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DEPOIMENTO
Sentindo-se traído por Bruno, Macarrão disse que
o goleiro levou Eliza Samúdio para morrer

O depoimento de Macarrão foi a maior surpresa do julgamento: ele relatou como, a mando de Bruno, levou Eliza do Rio de Janeiro para o local indicado pelo goleiro em Belo Horizonte, onde teria entrado em um carro preto para nunca mais ser vista. “Ele ia levar ela para morrer”, declarou, isentando-se, no entanto de responsabilidade. Sentindo-se traído por Bruno, que numa carta divulgada para a imprensa pedia ao então amigo para assumir a culpa pelo crime, Macarrão afirmou que tentou demovê-lo, sem sucesso, da ideia de matar Eliza. “Bruno acabou com minha vida”, disse Macarrão.
Fotos: Fabiano Rocha/Extra/Agência O Globo e Thiago Chaves/Frame/Folhapress
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

No 3º dia, júri de Bruno é adiado para 2013 e Macarrão liga goleiro ao crime


Macarrão dá versão sobre Eliza e diz que Bruno 'ia levar ela para morrer'.
Juíza deu mais tempo para novo advogado do goleiro conhecer processo.


Goleiro Bruno deixa o Fórum de Contagem após o adiamento de seu julgamento do Caso Eliza (Foto: Mauricio de Souza/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo)Bruno deixa fórum após adiamento do julgamento (Foto: Mauricio de Souza/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo)
A terceira sessão do júri popular do caso Eliza Samudio, que durou da manhã de quarta até a madrugada desta quinta-feira (22) no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, foi marcada pelo interrogatório do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que disse ter levado de carro a ex-amante do jogador até um local indicado pelo goleiro, em Belo Horizonte, onde a jovem entrou em um Palio. "Ele ia levar ela para morrer", afirmou sobre a ordem recebida.
Macarrão disse à juíza que não sabia o que iria acontecer com Eliza, mas que "pressentia" que a jovem seria morta. Ele afirmou ainda que alertou Bruno sobre o que podia acontecer, mas que o goleiro pediu para ele largar "de ser bundão". "Falou que era para deixar com ele", disse o réu antes de começar a chorar no plenário.
Na manhã de quarta, o réu Bruno Fernandes de Souza deixou o júri após ter o julgamento desmembrado e adiado para 4 de março de 2013 por decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, atendendo pedido da defesa. Lúcio Adolfo, novo advogado de Bruno após a saída de Francisco Simim, alegou não conhecer o processo.
O júri também encerrou a fase dos depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa após ouvir no plenário duas pessoas: Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio, e Marcos Vinícius Borges, amigo de infância de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. A pedido da advogada de Fernanda Castro, também foram exibidos depoimentos em vídeo de José Roberto, caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG), e de Gilda Maria Alvez, mulher dele.
Macarrão começou a ser ouvido pelo júri por volta das 23h de quarta (Foto: Vagner Antônio/TJMG)
Macarrão começou a ser ouvido por volta das 23h e
falou durante 5 horas (Foto: Vagner Antônio/TJMG)
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro exibiu ainda, durante cerca de uma hora e 40 minutos, reportagens de diversos veículos de comunicação sobre o caso Eliza Samudio. Os jurados acompanharam atentos, mas demonstraram sinais de cansaço devido ao longo tempo de júri. Antes do fim da sessão, foram lidos documentos periciais e depoimentos de outras testemunhas.
O júri popular, que teve início com cinco réus, segue com apenas dois acusados: Macarrão e Fernanda. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver. Ela é acusada de sequestro e cárcere privado de Eliza e de Bruninho, filho que a vítima teve com o goleiro.
Dos cinco réus que começaram o júri popular, apenas dois seguem no julgamento: Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda, namorada do goleiro na época dos fatos.
A Promotoria acusa o jogador, que era titular do Flamengo, de ter arquitetado a morte da ex-amante, em crime ocorrido em 2010, para não ter de reconhecer o filho que teve com Eliza nem pagar pensão alimentícia. Bruno, sua ex-mulher Dayanne Rodrigues e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, tiveram o júri desmembrado pela juíza Marixa e serão julgados em 2013.
Fernanda é próxima interrogada
Depois do interrogatório de mais de cinco horas de Macarrão, o júri popular ouvirá Fernanda Castro, namorada de Bruno à época dos fatos. A sessão está marcada para começar às 13h30 desta quinta-feira. Terminada a chamada fase de instrução, em que as provas são apresentadas, terão início os debates com argumentos da acusação e da defesa para tentar convencer os jurados.

'Não sou esse monstro'
Antes de falar ao júri, Macarrão ouviu a leitura da denúncia contra ele e disse para juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues que a acusação "em partes é verdade" e que ele não falou, em depoimentos anteriores, tudo que sabia sobre Eliza. "Quero deixar bem claro para a senhora que eu não sou esse monstro que as pessoas colocaram", disse Macarrão. "E hoje eu vou falar tudo que a senhora queira ouvir da minha boca e colaborar com a verdade dos fatos".

Macarrão é interrogado pelo júri popular no Fórum de Contagem (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão é interrogado pelo júri popular no Fórum
de Contagem, Minas Gerais (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão disse que Bruno conheceu Eliza Samudio durante "orgia no apartamento"e que, tempos depois, o goleiro contou que achava que a jovem estava grávida. O réu afirmou que não levou Bruno a sério, mas que o goleiro iria encontrar Eliza para conversar. Meses mais tarde, Bruno retomou o assunto e confirmou que "a garota estava grávida mesmo".
Eu disse pra ele [Bruno] deixar aquela menina em paz"
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão
O réu disse que Bruno estava estranho ao telefone, no dia 10 de junho de 2010, e que o jogador pediu que ele levasse Eliza Samudio até um ponto da Pampulha, onde teria uma pessoa esperando por ela. "Ele falou que ia...", começou a contar. "Antes de dizer o que ele ia fazer, eu quero dizer que eu disse pra ele deixar aquela menina em paz".
Mais tarde, questionado se estava mais aliviado por contar o que aconteceu, Macarrão respondeu: "Eu guardei tudo isso. Eu não aguentava mais, eu não sou esse monstro que todo mundo colocou [...] Se tem alguém aqui que acabou com a vida, foi ele [Bruno] que acabou com a minha vida".
"Graças a Deus eu tirei esse fardo carregado há dois anos das minhas costas. Eu não quis prejudicar ninguém nesse processo", disse Macarrão ao final do interrogatório. "Eu ponho a cabeça no travesseiro tranquilo de que eu fiz tudo para evitar isso [...] Eu não participei".
Júri de Bruno é adiado
Pela manhã, o julgamento de Bruno Fernandes foi desmembrado e adiado para 4 de março de 2013, segundo decisão da juíza Marixa Fabiane. O goleiro foi retirado do plenário para ser levado novamente para a penitenciária Nelson Hungria. Inicialmente, a juíza havia anunciado que o novo júri ocorreria em janeiro, mas depois ela afirmou que é difícil conseguir jurados para compor o Conselho de Sentença no início do ano e que fevereiro tem poucos dias, em razão do Carnaval.

O adiamento foi concedido pela juíza a pedido da defesa de Bruno. O advogado Francisco Simim, que defendia o goleiro, apresentou um documento transferindo seus poderes a outro defensor, Lúcio Adolfo. Chamado de substabelecimento sem reserva de poderes, o documento pediu a substituição de Simim por Adolfo, que alegou não conhecer o processo para pedir o adiamento.
Bruno chegou ao Fórum de Contagem às 9h06 desta quarta (Foto: Leo Aragão/G1)
Goleiro Bruno chegou ao Fórum de Contagem às
9h06 desta quarta-feira  (Foto: Leo Aragão/G1)
O corpo de defesa afirmou logo no início da sessão, por volta de 9h40, que o novo defensor precisa de prazo para ler o texto da ação. "Eu preciso de mais tempo para estudar esse processo", disse Adolfo no plenário.
É estratégia sim, porque a gente precisava de mais tempo para estudar o processo"
Francisco Simim, defensor de Bruno
Na terça-feira (20), o goleiro Bruno já havia tentado adiar o júri, com um pedido dedestituição de seus advogados Rui Pimenta e Francisco Simim. A juíza Marixa aceitou o pedido de saída de Pimenta, após o jogador alegar que não se sentia seguro para continuar com ele, e negou o de Simim.
Francisco Simim, substituído pelo advogado Lucio Adolfo da Silva na defesa de Bruno (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Francisco Simim, substituído por Lucio Adolfo da
Silva na defesa de Bruno (Foto: Pedro Triginelli/G1)
A juíza afirmou que "não obstante haver claras evidências de manobra, por outro lado também é verdade que o documento que foi apresentado a mim foi de substabelecimento", justificando sua decisão. "Estou acolhendo o pedido da defesa para conceder ao advogado prazo para o conhecimento do processo".
'É estratégia sim'
Segundo Simim, a mudança, que implicou no adiamento do júri do goleiro, foi uma estratégia. "É estratégia sim, porque a gente precisava de mais tempo para estudar o processo", disse o advogado.

Para ele, o desmembramento valeu para "ganhar prazo, porque tem um habeas corpus para ser julgado", se referindo ao pedido de soltura impetrado pela defesa do goleiro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Simim disse que o novo defensor será o único representante de Bruno no plenário, a partir de hoje. Mas, nos bastidores, ele afirmou que toda a equipe continua trabalhando pela defesa do goleiro.
Lucio Adolfo, disse em entrevista, na porta do fórum de Contagem, que não conhece nada das 15 mil páginas que integram o processo, e que o prazo era necessário para a leitura dos autos. "Fui chamado para participar da defesa do Bruno hoje. Não conhecia o processo. Pedi à juíza um prazo para que eu pudesse analisar a matéria junto com o doutor Tiago Lenoir e o doutor Francisco Simim. E vamos fazer isso".
No plenário, jurados ficam ao lado esquerdo, réus e advogados na parte direita da ilustração (Foto: Leo Aragão/G1)
No plenário, jurados ficam ao lado esquerdo, réus
e advogados na parte direita (Foto: Leo Aragão/G1)
Depoimento em vídeo
A pedido da advogada Carla Silene, que defende Fernanda Castro, foram exibidos ao júri depoimentos em vídeo de José Roberto, caseiro do sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas (MG), e de Gilda Maria Alvez, mulher dele.


A mulher dele, Gilda Maria Alvez, disse no vídeo que não houve brigas no sítio nos dias em que Eliza esteve no local. Ela afirmou que viu Eliza no sítio pela primeira vez na manhã de 7 de junho de 2010 e que, antes, nunca tinha ouvido falar dela.

José Roberto disse que viu Eliza Samudio no sítio, mas que não achou estranho ela ter desaparecido depois de 10 de junho, dia que a polícia acredita ser o da morte da ex-amante de Bruno. O caseiro disse que só soube que a mulher vista no sítio era Eliza na delegacia. Ele negou que Eliza tenha ficado "trancafiada num cômodo" e disse que ela não tinha "cara de assustada". "Estava normal", afirmou no vídeo. José Roberto também disse que não conhece Bola.
Depois do dia 10 de junho, a caseira disse que chegou a ver o bebê Bruninho no sítio, levado por uma mulher. Depois, afirmou que viu a criança com outras pessoas, inclusive com Dayanne, ex-mulher de Bruno. Ela disse ainda que um dia o bebê ficou com ela e dormiu fora da casa do sítio.
No depoimento exibido no júri, ela conta que mentiu para a polícia quando disse não ter visto Eliza no sítio por medo. "Ainda tô com medo de fazerem coisa ruim com a gente igual com essa moça que tá desaparecida", afirmou. A caseira disse que viu Bruno e Macarrão pela última vez no sítio no dia 10 de junho de 2010.
Os depoimentos dos caseiros são exibidos em vídeo porque ambos foram arrolados como testemunha, mas não foram encontrados para comparecer ao júri em Contagem (MG). As imagens mostram depoimentos de testemunhas de defesa ouvidas pela Justiça na chamada audiência de instrução, em outubro de 2010.
Ciúmes
A testemunha de defesa Marcos Vinícius Borges, amigo de infância de Macarrão, disse ao júri que os primos de Bruno, Jorge Luiz Rosa e Sérgio Rosa Sales, tinham ciúmes da relação entre o réu e o jogador. A relação entre os dois era de amizade, mas Macarrão estava mais próximo de Bruno do que os primos, ressaltou a testemunha. Borges disse que o amigo era "como um irmão" para o goleiro, durante seu depoimento. Macarrão faria "tudo que ele [o goleiro] precisasse", disse Borges.

O amigo de infância de Macarrão negou que ele fosse homossexual. Segundo Borges, um fato que o fez acreditar no ciúme dos primos foi quando Sérgio Rosa Sales disse a Macarrão para "não voltar a trabalhar com Bruno", após o réu ter deixado de ser funcionário do goleiro. O depoimento foi encerrado por volta de 13h40.
19.nov.2012 - Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, diz confiar na condenação de todos os réus (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza, falou ao júri
sobre o crime com a filha (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Mãe de Eliza
A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima de Moura, disse em depoimento durante o júri que "não perdoaria" Bruno caso ele seja responsável pela morte de sua filha. Sônia depôs aproximadamente até 12h30 no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, chorando muito.

Ela disse para mim que mataria e morreria pelo filho dele, mas que ela jamais deixaria o filho para trás"
Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio
Ela disse que Eliza jamais abandonaria o filho, Bruninho. "Ela [Eliza] sempre falava para mim em relação a um filho. Ela disse para mim que mataria e morreria pelo filho dele, mas que ela jamais deixaria o filho para trás", disse.
A mãe disse sustentar Bruninho com a ajuda do marido e de familiares, porque está há dois anos e nove meses sem trabalho. "Sempre houve resistência [do goleiro] em reconhecer a paternidade da criança", afirmou ela ao promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, ao ser questionada sobre decisão da Justiça que declarou Bruno o pai da criança.
O relacionamento da família de Eliza com Bruninho é o "melhor possível", disse Sônia. Ela relatou que não teve contato telefônico com a filha, que é ex-amante do goleiro, por oito meses, e que soube de notícias de Eliza por meio de suas redes sociais na internet. "Todas as amizades dela eram duradouras, ela era muito querida", disse a mãe, após chorar. "Eliza era muito calma, não era explosiva", ressaltou.

Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PI: PF conclui que estudante de Direito morta há 1 ano se suicidou



Fernanda Lages tinha 19 anos quando morreu. Foto: Divulgação
Fernanda Lages tinha 19 anos quando morreu
Foto: Divulgação


YALA SENA
Direto de Teresina
O resultado de um dos inquéritos mais aguardados do Piauí concluiu que a estudante de Direito, Fernanda Lages Veras, 19 anos, encontrada morta há um ano no prédio do Ministério Público Federal (MFP), cometeu suicídio. A universitária caiu de uma altura de 30 m no dia 25 de agosto de 2011. A família e os promotores não concordam com a tese e vão pedir novas investigações. Eles alegam que a estudante foi assassinada.
O caso é marcado por várias fases. Inicialmente, foi investigado pela Polícia Civil, que constatou "morte violenta" e não indiciou ninguém. O Ministério Público (MP) rejeitou o resultado e pediu a entrada da Polícia Federal (PF), sugerindo a possibilidade de tráfico internacional de mulheres e prostituição interestadual.
Como foi cogitada a participação de políticos e pessoas influentes na morte da jovem, o assunto foi um dos mais comentados no Estado. Hoje, o superintendente da Polícia Federal, Nivaldo Farias de Almeida negou qualquer influência política. "Sei que se aproxima das eleições, mas não sofro de qualquer tipo de influência política ou religiosa. Isso é conversa fiada", disse o superintendente.
A investigação
Em 10 meses de investigação, a PF ouviu 150 pessoas, entre namorado, empresários, pedreiros e até o secretário de Segurança Pública do Piauí, Robert Rios Magalhães. Foram feitos exames de DNA em mais de 100 suspeitos e foram coletados como provas 11.825 arquivos de áudio. O corpo da estudante chegou a ser exumado.

O delegado José Edilson Freitas, que presidiu o inquérito, apresentou uma simulação em três dimensões dos últimos passos da estudante no dia em que foi encontrada morta. Ele revelou também que Fernanda Lages teve um surto psicótico, possivelmente causado pela ingestão de quatro medicamentos - nortriptilina, flunarizina, atenolol e piroxicam - que a estudante tomava contra enxaqueca crônica.
Freitas informou que Fernanda morreu por volta das 5h30, e que entrou sozinha na obra. "O que constatamos nos laudos foi a sugestão de suicídio, mas não podemos descartar também uma queda acidental", afirmou o delegado. No entanto, o perfil traçado da jovem era de alguém alegre, que gostava de se divertir. "Não sabemos os motivos que a levou ao suicídio, pois essa vontade estava só na cabeça dela", disse durante coletiva.
Na investigação, de acordo com o delegado, não há indícios de homicídio. As provas demonstraram que ela entrou sozinha na obra e que todas as lesões encontradas no corpo são explicadas unicamente pela ação da queda. A perícia constatou hematomas nas coxas direita e esquerda, quadril, cintura e costas. Também constatou-se que ela não tinha envolvimento com o tráfico de mulheres.
Exames feitos na Paraíba, em São Paulo e em Brasília, revelaram que Fernanda Lages não foi abusada sexualmente e não estava grávida. Ela tinha, no entanto, elevado teor de álcool no sangue. "Ela tinha 1.17 miligrama de álcool por litro de sangue", afirmou o delegado.
Reação da família
A família da estudante reagiu após a divulgação do inquérito. O pai, ex-vereador de Barras (PI), Paulo Lages, informou que não acredita no resultado e, se for preciso, acionará a Anistia Internacional.

Os promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha, que acompanham o caso, já anunciaram que a investigação irá continuar. Porém, não informaram se será uma apuração do próprio Ministério Público ou se voltará para a Polícia Civil.
Fonte: Portal Terra Online
Edição: Antonio Luis