sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vila de Serra Pelada ainda reproduz carências dos anos 1980



Para chegar até a nova mina de Serra Pelada, é preciso percorrer 35 quilômetros de estrada de terra. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Estrada de terra que dá acesso a Serra Pelada
(Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
As casas de Serra Pelada ainda são as mesmas dos primeiros garimpeiros que chegaram à região. São barracos improvisados com pedaços de madeira. Ainda é possível encontrar placas em que se identificam os "dormitórios", como eram conhecidos os hotéis improvisados que abrigavam os garimpeiros.
Em 17 e 18 de agosto, o G1 esteve em Serra Pelada e mostra em uma série de reportagens o projeto e a estrutura da nova mina, o cotidiano da localidade e a esperança dos que ainda não desistiram do sonho de encontrar ouro.
Desde o início dos anos 1980, quando a busca pelo ouro teve início na região, Serra Pelada nunca recebeu uma camada de asfalto. Imensos buracos na rodovia BR-155 dificultam o acesso à localidade a partir de Marabá (PA). A visibilidade na estrada de terra é reduzida, em razão das queimadas na região.
Mas o asfalto ainda não está nos planos da empresa canadense Colussus, que, em parceria com a cooperativa dos garimpeiros, prepara a retomada da exploração de minério em Serra Pelada. Ao todo, a previsão de investimentos da empresa na região é de R$ 320 milhões até 2013.
"Vivemos a realidade da nossa região, e sabemos que eles precisam de ajuda. Fazemos a manutenção da estrada da localidade, mas não temos previsão de asfalto", diz o diretor-geral da Colossus no Brasil, Paulo de Tarso Serpa Fagundes.
Serra Pelada ficha 2 (Vale esta) (Foto: Editoria de Arte / G1)
A Prefeitura de Curionópolis estima que cerca de 6 mil pessoas morem na localidade. Segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,2 mil pessoas vivem no município de Curionópolis, ao qual pertence a localidade de Serra Pelada.
No único posto de gasolina de Serra Pelada, é de forma artesanal que se abastecem os veículos que circulam na localidade, basicamente motos.
O telhado do posto é feito de palha. A única bomba de combustível só funciona se alguém estiver mexendo em uma manivela instalada dentro do compartimento por onde o combustível é colocado.
O chamado "pau da mentira", tronco de uma árvore que fica bem na entrada da vila, usado pelos garimpeiros como ponto de encontro para contar o que acontecia no garimpo, ainda está no mesmo lugar, mas a movimentação em torno da árvore diminuiu. Sem ouro em abundância como no início dos anos 1980, faltam contadores de histórias.
"Ninguém vive aqui. A gente sobrevive. A gente veio para cá com a ilusão do ouro. Não tinha num mês, esperava o outro. E assim se passaram meses e anos. Hoje, a gente está velho e continua aqui", diz o garimpeiro José Chaves Farias, que mora em Serra Pelada desde 1982.
Sem estrutura e com o esgoto correndo a céu aberto, Serra Pelada apresenta elevada incidência de hanseníase e de portadores do vírus da Aids, segundo dados da prefeitura.
Uma recente bateria de exames feita pelo posto de saúde da localidade apontou que, de 96 pessoas submetidas a exames, 45 eram portadores do vírus HIV, da Aids.
Programas de prevenção estão sendo organizados pela prefeitura e pela empresa eColossus, a fim de auxiliar na redução dos problemas de saúde da comunidade.
Ùnico posto de gasolina da localidade de Serra Pelada também funciona de forma artesanal. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Ùnico posto de gasolina da localidade de Serra Pelada também funciona de forma artesanal.
(Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
Dentes de ouro
Aos 82 anos, o cearense Mariano da Silva chegou à região de Serra Pelada em abril de 1980, e desde então nunca mais deixou o local. Da grande cava aberta pelos primeiros garimpeiros, Silva guarda as lembranças e algumas gramas de ouro, transformadas em quatro dentes.
"Eu tinha um pouco de ouro que guardei e coloquei nos dentes. Eu acho bonito. Fico olhando no espelho os dentes de ouro", conta o garimpeiro.
Sem dinheiro para deixar a localidade, Vicente Silva constituiu família na região. Casou e teve cinco filhos, dos quais dois ainda moram em Serra Pelada, sobrevivendo com os poucos recursos que ainda conseguem retirar da exploração manual do ouro.Em razão da idade avançada e um braço quebrado, que não foi recuperado, Silva não trabalha mais. Recebe uma aposentadoria por mês e tem de plantar parte do que come.Sócio da Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Silva espera receber em breve os recursos a serem destinados aos garimpeiros pelo acordo firmado com a empresa canadense responsável pela exploração da nova mina de Serra Pelada. Apesar das dificuldades, ele não reclama de viver no local."Estou feliz aqui porque estou esperando meu dinheiro. Com fé em Deus a nova mina vai funcionar e nós vamos ter nosso dinheiro também", afirma.
http://g1.globo.com/economia/fotos/2011/09/fotos-da-nova-mina-de-serra-pelada-no-para.html#


Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

Júri para julgamento de médico de Michael Jackson é apresentado


O processo de seleção do júri que decidirá o destino do médico Conrad Murray, acusado do homicídio involuntário do cantor Michael Jackson, começou nesta quinta-feira com 160 membros potenciais, informou a Justiça de Los Angeles.
Nessa audiência preliminar, que marca o início do julgamento do médico particular do artista - morto em julho de 2009 de uma overdose de medicamentos -, o juiz do tribunal superior de Los Angeles, Michael Pastor, perguntou aos 160 aspirantes escolhidos aleatoriamente se algum deles ignorava o caso.
Nenhum levantou a mão e o juiz brincou: "não esperávamos que vivessem debaixo de uma rocha ou que fossem marcianos fazendo uma parada aqui".
Irfan Khan/Associated Press
Conrad Murray, médico do cantor Michael Jackson, apresenta-se ao tribunal em Los Angeles em janeiro deste ano
Conrad Murray, médico do cantor Michael Jackson, no tribunal em Los Angeles em janeiro deste ano
Conrad Murray é acusado de dar a Michael Jackson uma dose fatal de Propofol, um poderoso sedante que o artista usava para dormir porque sofria de insônia, e de não controlá-lo apropriadamente quando o administrou.
Os 160 potenciais membros do júri serão interrogados para determinar se estão habilitados para servir no julgamento ao médico, que será transmitido pela TV e cujas alegações de abertura estão previstas a princípio para 27 de setembro.
Os que superarem a primeira etapa deverão então preencher um amplo questionário de 30 páginas desenhado para garantir imparcialidade neste caso. Nele se pergunta aos aspirantes, por exemplo, quanto sabem sobre Murray e a morte de Jackson e quais são suas opiniões sobre os médicos, os remédios e as autoridades.
Conrad Murray estava no tribunal, apesar de ter evitado os fotógrados ao entrar pela porta de trás do edifício do Tribunal Superior de Los Angeles, constatou um jornalista da AFP.
"O juiz deu uma breve explicação e então foram ao salão de reuniões do júri", disse um porta-voz do tribunal à AFP, completando: "Conrad Murray compareceu hoje".
Fora do tribunal havia apenas dois manifestantes: um a favor de Murray e outro contra. No passado, reuniram-se grandes quantidades de manifestantes nas audiências preliminares e é possível que assim ocorra quando o julgamento começar efetivamente, no fim do mês.

Fonte: Folha.Com
Edição: Antonio Luis

VOCÊ TEM MAU HÁLITO?


A maioria das pessoas não sabe que tem mau hálito, ou "halitose", como dizem os dentistas. Alguns estudos mostram que o número de pessoas com mau hálito chega a 50% da população adulta (1). Estima-se que, só nos Estados Unidos, cerca de 60 milhões de pessoas sofrem de halitose crônica (2).
Entre as causas do mau hálito estão certos alimentos, condições de saúde e hábitos pessoais. Em muitos casos, uma higiene dentária apropriada pode resolver o problema.

Se as técnicas simples de higiene bucal não derem resultado, é aconselhável que você consulte seu médico ou dentista para assegurar-se de que a causa do mau hálito não seja um problema mais sério.

Causa do mau hálito

O mau hálito pode ser causado por fatores externos e internos. Os fatores externos podem estar relacionados com o tipo de alimento que você come (como atum ou tacos) e os condimentos com que são preparados (como, por exemplo, alho, cebola e outros). Se achar que seu mau hálito é produzido pelos alimentos que você consome, faça uma lista do que você come para determinar se esta é a causa real. As pessoas que fumam ou ingerem bebidas alcoólicas também podem sofrer de mau hálito.

Entre os fatores internos estão aqueles ligados à higiene bucal, que podem afetar o corpo de forma sistêmica. A língua é um dos lugares nos quais as bactérias podem proliferar. A maioria das bactérias que causam o mau hálito produzem substâncias chamadas “compostos sulfurados voláteis” ou CSV. Os CSV causadores do mau hálito são representados, principalmente, pelo sulfeto de hidrogênio e o metil mercapatana. A maioria dessas bactérias acumulam-se na parte posterior da língua.

Outras causas do mau hálito podem ser (3):
  • Problemas dentários (má higiene bucal, gengivite e doenças periodontais);
  • Próteses Totais (os alimentos e a placa bacteriana podem aderir a próteses totais);
  • Boca ressecada (falta de fluxo salivar);
  • Problemas na boca, nariz e garganta (infecções dos seios [maxilares/paranasais] e da garganta ou tonsilite críptica);
  • Enfermidades sistêmicas (diabetes, infecção ou abscesso pulmonar, insuficiência renal/hepática, distúrbio gastrintestinal);
  • Pacientes em dietas regulares
Por favor, consulte seu dentista para saber se você sofre de mau hálito e continue a usar creme dental antibacteriano com flúor, fio dental e limpador de língua.
Fonte: Portal Terra
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Arroz integral ajuda a queimar gordura perigosa e faz bem ao coração

                                                                  




                                                                                                                                                                                                                           O Saúde Plena já noticiou diversos benefícios sobre os alimentos integrais, que vão do prolongamento da sensação de saciedade ao controle da hipertensão. E uma nova pesquisa feita por nutricionistas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, mostra que os benefícios não param por aí. Os pesquisadores analisaram a dieta de 2 800 pessoas, e entre elas, as que consumiam três ou mais porções de cereais integrais diariamente – e não abusavam dos refinados – tinham até 10% menos gordura visceral, aquela que se deposita na parte interna da barriga, recobrindo órgãos como pâncreas, intestino e fígado e traz graves problemas de saúde em médio e longo prazos. 

E além de diminuir a gordura corporal, o que é sempre muito bem-vindo, o coração também é muito beneficiado. As células gordurosas menos desenvolvidas significam menos inflamação nas artérias e, consequentemente, menos trabalho do coração para fazer o sangue circular. Isso é grande trunfo na dieta porque pessoas com o peso ideal, mas que apresentam adiposidade nos órgãos internos, correm um risco maior de desenvolverem doenças coronárias e maior probabilidade de aparecimento de tumores, como o de mama.

No caso do arroz, a única diferença visual entre o integral e o branco é que este possui uma casca mais fina. Mas essa casquinha, que parece tão insignificante, tem alto teor de fibras. E quanto maior seu valor, menor é a quantidade de glicose e lipídios absorvidos. Eles são os grandes responsáveis por essa deposição de gordura intra-abdominal. 

Isso porque as fibras formam uma espécie de goma quando entram em contato com a água e, assim, tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o açúcar proveniente dos alimentos seja absorvido mais devagar. Isso evita o aumento da produção de insulina, hormônio responsável por mandar a glicose para dentro das células, que, em excesso, infla os pneus da barriga e, ainda, abre caminho para o diabetes.

Além dessa grande vantagem do arroz para o organismo, outro grande mérito deste alimento é que indivíduos que o ingerem diariamente costumam se alimentar de maneira mais saudável em todas as refeições. Isso é o que mostra um estudo, realizado por uma empresa de consultoria alimentar, baseado no National Health and Nutrition Examination Survey, um levantamento feito periodicamente pelo governo dos Estados Unidos. Ao analisar dados de 1999 a 2004 sobre a dieta de mais de 25 mil crianças e adultos, constatou-se que nos apreciadores desse cereal não havia carência de nutrientes essenciais para o organismo, como ácido fólico, potássio e outras vitaminas do complexo B. 

O resultado mostrou que os consumidores regulares de arroz têm menor propensão a acumular quilos extras, 34% menos risco de hipertensão e 27% menos probabilidade de aumento na circunferência abdominal. 

Serra Pelada prepara retomada da exploração de ouro 20 anos depois



Ponto de atração de trabalhadores de todo o país que migravam em busca de riqueza no início dos anos 1980, o garimpo de Serra Pelada, distrito do município de Curionópolis, no sul do Pará, começa a renascer.
Há mais de 30 anos, a exploração começou em um imenso buraco, aberto manualmente e interditado pelo governo federal em 1992 devido à falta de segurança.  Agora, quase 20 anos após ser fechado, o garimpo se prepara para uma nova fase de exploração, prevista para se iniciar  em 2012. Ao lado da cava onde muitos perderam a vida soterrados, uma nova mina, desta vez toda mecanizada, está em fase final de construção.
Em 17 e 18 de agosto, o G1 esteve em Serra Pelada e mostra em uma série de reportagens o projeto e a estrutura da nova mina, o cotidiano da localidade e a esperança dos que ainda não desistiram do sonho de encontrar ouro.
Arte Serra Pelada cronograma correto de reportagens (Foto: Arte G1)
 A nova estrutura faz renascer a fase de exploração na localidade, que chegou a ser considerada a mais farta em ouro do Brasil. A expectativa da empresa responsável pela nova exploração é de que ainda existam cerca de 50 toneladas de minério, entre ouro, paládio e platina, prontos para serem extraídos nos próximos dez anos.
O novo garimpo de Serra Pelada é resultado de uma parceria entre a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a empresa de mineração Colossus, do Canadá.
A aliança, firmada em 2008, gerou uma terceira empresa, a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), detentora da portaria de lavra, documento concedido pelo governo federal que permite a retirada de minério do local.
A portaria inicialmente foi repassada para a cooperativa, que, depois do fechamento da mina, ganhou o termo de posse do governo federal. Mas, sem recursos para realizar pesquisas que apontassem a existência de minerais, a cooperativa firmou parceria com a Colossus.

“Existe o produto e se acredita no projeto. É natural que todos os garimpeiros sonhem, como eu sonho muito, de que tem muito ouro ainda aqui. Mas se acontecer de não ser da forma como esperamos, vamos ter de esperar. O sonho do meu irmão garimpeiro é o meu sonho. E eu sonho alto. Queremos ficar”, afirma o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Gessé Simão.

O empreendimento
O terreno onde a nova mina subterrânea está sendo instalada tem cem hectares. Para fins de comparação, é pouco menor que a área do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, ou equivalente a quase toda a área do Vaticano. O terreno fica ao lado da antiga cava aberta pelos garimpeiros, atualmente desativada e transformada em um grande lago.
Caso seja constatada a presença de minerais também nessas duas regiões, a cooperativa pretende firmar parceria com a Colossus, nos mesmos moldes da efetuada na nova mina de Serra Pelada.Ao todo, a Coomigasp detém três áreas de exploração no distrito de Serra Pelada, com um total de 1.089 hectares. Além do local que já está sendo transformado em nova mina por meio da parceria com a Colossus, a cooperativa ainda tem outras duas áreas, uma de 123 hectares e outra de 700, que estão sendo avaliadas pela empresa canadense.
Segundo o diretor-geral da Colossus no Brasil, Paulo de Tarso Serpa Fagundes, até 2013, a empresa canadense deve investir R$ 320 milhões, a fim de que a nova mina de Serra Pelada traga os resultados esperados.
Desde 2008, quando a parceria com a cooperativa dos garimpeiros foi firmada, já foram injetados na região R$ 190 milhões pela empresa canadense, segundo afirma o diretor da empresa.
“Este é um projeto pioneiro. Não existe empresa canadense listada em bolsa que invista o volume de recursos que a Colossus está investindo. No momento em que colocarmos a mina em funcionamento, esse modelo vai acabar servindo de exemplo para outras parcerias”, acredita Fagundes.
Serra Pelada info (Foto: Editoria de Arte / G1)
Exploração mecanizada
Diferentemente da antiga mina de Serra Pelada, onde a exploração era artesanal e na superfície – o que deu ao local o apelido de “formigueiro humano” –, na nova mina a exploração será mecanizada e subterrânea.
Pelo menos 350 metros de mina subterrânea já foram escavados, segundo a empresa, e a expectativa da Colossus é de que a mina alcance cerca de 400 metros de profundidade, o equivalente a um prédio de 120 andares, com rampas e acessos subterrâneos.
Abertas com o emprego de dinamite, as galerias de onde serão extraídos os minérios estão sendo concretadas, a fim de se evitar possíveis desmoronamentos. A cada explosão, avança-se três metros.
O túnel principal da mina, por onde passam os veículos e circulam os funcionários, também está recebendo telas de contenção e camadas de concreto. A movimentação da rocha é acompanhada periodicamente por meio de medidores instalados ao longo do trajeto da mina.
Garias internas da nova mina de Serra Pelada. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Galerias internas da nova mina de Serra Pelada.
(Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
Segurança
Antes de seguir pelo longo túnel que já dá forma à nova mina, os funcionários precisam passar por uma série de procedimentos de segurança.
O primeiro é um curso específico com 30 horas de treinamento, onde o funcionário recebe informação sobre primeiros-socorros e orientações sobre como se portar a tantos metros de profundidade.
“Segurança para nós é primordial”, afirma o coordenador da mina, Hélio Machado Filho.
Em geral, cada funcionário permanece até seis horas dentro da mina, sob uma iluminação que se assemelha à de uma casa à noite. Protetores de ouvido e colete sinalizador são de uso obrigatório, além de máscaras para respiração e outra chamada máscara de fuga, que tem vida útil de 25 a 120 minutos de oxigênio, em caso de possível desmoronamento. Antes de entrar na mina, todos ainda precisam verificar a pressão arterial.
As regras de segurança não faziam parte da realidade dos antigos garimpeiros, como Zaquel Neto, 42 anos. “Naquela época, a gente ia para a cava e não sabia se voltaria. Todo dia, morria gente lá dentro. Agora, vai ser diferente”, afirma o ex-garimpeiro, que trabalhou na antiga mina e agora é funcionário da empresa responsável pela abertura da nova.
O trabalho dentro da mina é realizado durante 24 horas por dia. Enquanto a nova Serra Pelada não começa a extração, cerca de 200 funcionários se revezam em três turnos de trabalho.
Banheiros químicos foram instalados ao longo da mina, e os funcionários podem sair de dentro do local até três vezes ao dia, para fazer as refeições no refeitório da empresa.
Quando a mina estiver pronta para começar a exploração, as refeições devem passar a ser servidas em um espaço dentro da mina, segundo explica o gerente de Saúde, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Comunidade da Colossus, Raimundo Júnior.
“Vamos levar a refeição até eles [garimpeiros], já que por medidas de segurança não podemos preparar a alimentação na mina”, explica Júnior.
Garimpeiro da nova mina de Serra Pelada, com equipamentos de segurança para entrar na mina. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Garimpeiro na entrada da nova mina de Serra Pelada, com equipamentos de segurança para entrar na mina. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Clique no link (http://glo.bo/qi8Gz6) e veja uma galeria de fotos da Serra Pelada.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aeroporto de R$ 20 milhões no Piauí já gastou R$ 25 milhões e ainda não existe

04/09/2011 09:50h
 A ideia é que no futuro pesquisadores, estudantes, turistas e curiosos de todo tipo que quiserem conhecer o passado do primeiro homem a habitar as Américas descerão de modernos jatos num aeroporto com pista de 2,5 mil metros, no meio da caatinga, em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, a 503 quilômetros de Teresina. O confortável terminal mescla a arquitetura futurista com um símbolo do passado, que poderá ser visto dos céus pelos que chegam - o desenho de uma capivara prenhe, a primeira mostra dos tesouros arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Por enquanto, no entanto, em vez do terminal em forma da capivara que espera um filhote, quem chega ao aeroporto vê uma carcaça de ferros retorcidos, concreto aos pedaços, tijolos amontoados, tocos de madeira e pregos enferrujados. Isso porque as verbas públicas para a construção do Aeroporto Serra da Capivara seguiram o rumo de tantas outras destinadas a projetos tão ou mais importantes: sumiram. Como sumiu o dinheiro para a edificação de nove quiosques na cidade vizinha de Coronel José Dias, a 30 quilômetros dali (leia abaixo).
O enredo em São Raimundo Nonato tem o perfil das irregularidades detectadas pelas auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e investigações da Polícia Federal nas verbas do Turismo: dinheiro do orçamento público que começou a ser liberado no fim de um governo e vai pingando com critério eleitoral, empreiteira de político contratada e zero de comprometimento administrativo com o projeto de incentivar o turismo.
Um funcionário. O Aeroporto Serra da Capivara deveria ter um custo total de R$ 20 milhões, mas a obra já consumiu R$ 25 milhões e vai precisar de mais R$ 8 milhões para ser concluída - e não se sabe quando. A empreiteira Sucesso, que deverá tocar a obra até o fim, informou que não sabe quando recomeçará a trabalhar na construção do terminal. Por enquanto, mantém lá apenas um funcionário, que faz a vigilância da área. A Sucesso pertence ao senador João Claudino (PTB-PI).
A primeira liberação do dinheiro para o aeroporto de São Raimundo Nonato foi feita em 30 de dezembro de 2002. No penúltimo dia da gestão de Fernando Henrique Cardoso, o governo federal destinou R$ 5 milhões para o futuro aeroporto. Em fevereiro de 2003, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foram anunciados outros R$ 7,43 milhões, provenientes do recém-criado Ministério do Turismo. O então ministro Walfrido Mares Guia foi pessoalmente ao Piauí anunciar o dinheiro, de um programa chamado Prodetur Nordeste 2. As obras tiveram início em 2004.
Mais à frente, o governo Lula anunciou a liberação de outros R$ 8,33 milhões e o governo do Piauí comprometeu-se com outros R$ 5 milhões de contrapartida. Só a pista ficou pronta. Isso em 2009. Mas, como foi feita com 1.650 metros e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) só homologa pistas para grandes jatos a partir de 2,5 mil metros, a do Aeroporto Serra da Capivara terá de receber mais 850 metros. Por enquanto, a Anac liberou a pista como aeródromo, sem permissão para operações comerciais. Aviões pequenos fazem pousos e decolagens de lá, aproveitando a pista existente.
Emenda nova. Em 2009 foi realizado no Parque Nacional da Serra da Capivara o Congresso Internacional de Arte Rupestre (Global Art), com a participação de mais de 30 países. No entusiasmo da chegada de tanta gente, o governo do Piauí chegou a importar do Recife um orientador de estacionamento de aeronaves. Desde essa época, com ou sem função, Marcos Madeira vai para o aeroporto, onde passa o dia aguardando a chegada de algum avião. Aparecem poucos. Nos últimos oito meses ele parou de receber o salário. Agora, fez um acordo com o governo do Estado, que prometeu pagar o que lhe deve. "Graças a Deus, começaram a pagar", disse Madeira.
Nessa novela de sumiço de verbas, atrasos, início de obras, paralisação, reinício, paralisação, foram feitos novos cálculos para que o Aeroporto Serra da Capivara enfim possa entrar em operação. Precisará de mais R$ 8 milhões.
O dinheiro já está previsto numa emenda parlamentar do deputado Paes Landim (PTB-PI), originária de restos a pagar dos Orçamentos de 2009 e 2010. Paes Landim faz um apelo ao governo federal para que assuma a administração do aeroporto, quando finalmente ficar pronto. "Trata-se de uma área estratégica que não pode ficar ao sabor das mudanças dos governos estaduais."
O ex-governador Wellington Dias (PT), que prometeu por diversas vezes inaugurar a obra, disse ao Estado que os atrasos ocorreram porque as licitações foram feitas em etapas, para a pista e para o terminal. "Isso atrapalhou demais", disse ele.
Da licitação participou também a Norberto Odebrecht, notória construtora de aeroportos pelo mundo. Mas ela foi desqualificada.
Venceu uma pequena construtora, do Piauí, chamada Getel, que desistiu logo depois do início das obras. Finalmente, os trabalhos foram entregues à empresa do senador João Claudino.
Enquanto o aeroporto não fica pronto, os interessados em conhecer as descobertas arqueológicas guardadas no Museu do Homem Americano têm três caminhos a fazer, todos por terra.
Fonte : EstadãoEdição: Antonio Luis

Maranhão desponta no país como grande produtor de ouro


SÃO PAULO - O Maranhão desponta no cenário nacional como um dos maiores produtores de ouro do Brasil. O potencial do Estado tem atraído grandes mineradoras, como a canadense Luna Gold, detentora da Mineração Aurizona, instalada no município de Godofredo Viana, e a Jaguar Minning, em Centro Novo. As duas empresas têm capacidade para atingir, juntas, produção anual de aproximadamente 8 milhões de toneladas de minério no Maranhão.
Desde a fase de pesquisa de ouro e posterior instalação que as duas empresas mineradoras vêm sendo acompanhadas de perto pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pela Secretaria de Estado de Minas e Energia, parceiros na fiscalização de todos os empreendimentos de exploração mineral instalados no Maranhão.
Sexta-feira, os dois órgãos cumpriram mais uma etapa deste processo de acompanhamento, com a visita técnica às duas áreas de exploração de ouro no Maranhão, do diretor nacional de Gestão de Títulos Minerários do DNPM, Jomar Feitosa, e do secretário Ricardo Guterres.
Durante a visita, Jomar Feitosa e Ricardo Guterres percorreram os dois projetos, visitando todas as etapas de operação, desde a fase de extração do ouro nas minas ao beneficiamento do minério. "Nosso objetivo é oferecer um constante apoio técnico às empresas, a fim de que possam operar com segurança no Maranhão, gerando produção, renda, impostos, absorvendo mão de obra local e favorecendo o crescimento da economia do estado”, destacou Jomar Feitosa.
Aurizona
A Mineração Aurizona, pioneira na comercialização de ouro no Maranhão, foi a primeira a ser visitada. A empresa está instalada no Estado desde 2007, embora a produção na usina de beneficiamento tenha sido iniciada sé em 2010. Atualmente a extração se concentra na Mina de Piaba, em Godofredo Viana, a 580 km de São Luís.
A Aurizona gera, atualmente, 750 postos de trabalho no Maranhão, sendo que mais de 660 vagas são ocupadas por pessoas da microrregião no entorno do projeto. No período de implantação da Mina de Piaba, chegaram a ser gerados até 800 empregos diretos e 2.400 indiretos.
De acordo com Denison Galo, gerente de Produções da Aurizona, a instalação da empresa em Godofredo Viana proporcionou grande incentivo para o consumo de produtos locais, melhoria das vias de acesso regionais, inserção de novas relações de trabalho com a absorção de mão de obra local e a melhoria da renda per capita na região.
Na fase de implantação da sua unidade industrial, a Aurizona empregou recursos da ordem de R$ 171 milhões, com o recolhimento de mais de R$ 13 milhões em impostos. Com a produção efetiva, já foram recolhidos mais de R$ 810 mil em impostos sobre extração de recursos minerais (CFEM) nos últimos 12 meses. Conforme explicações de Jomar Feitosa, o recolhimento de impostos propicia grande incremento da receita municipal e gera dinamização das atividades econômicas no entorno do empreendimento.
A mina da Aurizona, já plenamente licenciada e em operação, conta com uma usina de beneficiamento com capacidade de produção anual de 60.000 Oz (Onças Troy) de ouro, alojamentos, equipamentos de geração e transmissão de energia (69Kv), escritórios, laboratório próprio, além de barragem de rejeitos para conter os efluentes resultantes de todo o processo. Atualmente os recursos minerais conhecidos correspondem a mais de 1,2 milhão de Oz de ouro.
Ainda este ano, a previsão é de que o investimento na pesquisa mineral da Aurizona supere R$ 18 milhões, ampliando os recursos lavráveis no projeto.
Jaguar iniciou instalação este ano
A empresa Jaguar, segunda visitada pelo diretor do DNPM, Jomar Feitosa, e o secretário de Minas e Energia, Ricardo Guterres, ainda se encontra em fase de instalação no Maranhão, no empreendimento conhecido como Projeto Gurupi, instalado no município de Centro Novo. As atividades de instalação foram iniciadas em janeiro deste ano, com previsão de que comece a operar em 2012. A previsão de investimentos no projeto é de R$ 300 milhões.
A vida útil da mina que será explorada pela Jaguar em Centro Novo é de 20 anos, gerando uma produção anual de 4.600 Kg de ouro e cinco milhões de toneladas de minério.
Ao avaliar os dois projetos instalados no Maranhão, o secretário Ricardo Guterres avaliou como excelente a visita, pois serviu para dar uma noção exata dos impactos positivos que a mineração está proporcionando na região.
"Um dos pontos importantes é o aproveitamento da mão de obra local, com o retorno aos municípios da área de abrangência das mineradoras de pessoas que tinham partido para outros estados em busca de oportunidades", destacou.
O secretário de Minas e Energia ressaltou que a visita aos dois projetos foi importante também para colher informações que serão utilizadas na elaboração de ações futuras do governo voltadas a este setor. "O Maranhão se confirma um grande produtor de ouro, pontuando em colocação de destaque no cenário econômico nacional", disse Guterres.
Relatório
Ao fim da visita, Jomar Feitosa solicitou aos técnicos das duas empresas que apresentem ao DNPM um novo relatório de reavaliação de reserva e um relatório final de pesquisa de áreas que ainda se encontravam em litígio e com indefinições processuais.
Jomar Feitosa também ressaltou a parceria entre o DNPM e a Secretaria de Minas e Energia e o apoio que o órgão vem recebendo do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e do Governo do Estado, o que gerou um salto de produtividade no estado, colocando o Maranhão em lugar de destaque na mineração nacional.
Fonte : O Estado do MaranhãoEdição: Antonio Luis