quinta-feira, 22 de novembro de 2012

No 3º dia, júri de Bruno é adiado para 2013 e Macarrão liga goleiro ao crime


Macarrão dá versão sobre Eliza e diz que Bruno 'ia levar ela para morrer'.
Juíza deu mais tempo para novo advogado do goleiro conhecer processo.


Goleiro Bruno deixa o Fórum de Contagem após o adiamento de seu julgamento do Caso Eliza (Foto: Mauricio de Souza/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo)Bruno deixa fórum após adiamento do julgamento (Foto: Mauricio de Souza/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo)
A terceira sessão do júri popular do caso Eliza Samudio, que durou da manhã de quarta até a madrugada desta quinta-feira (22) no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, foi marcada pelo interrogatório do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que disse ter levado de carro a ex-amante do jogador até um local indicado pelo goleiro, em Belo Horizonte, onde a jovem entrou em um Palio. "Ele ia levar ela para morrer", afirmou sobre a ordem recebida.
Macarrão disse à juíza que não sabia o que iria acontecer com Eliza, mas que "pressentia" que a jovem seria morta. Ele afirmou ainda que alertou Bruno sobre o que podia acontecer, mas que o goleiro pediu para ele largar "de ser bundão". "Falou que era para deixar com ele", disse o réu antes de começar a chorar no plenário.
Na manhã de quarta, o réu Bruno Fernandes de Souza deixou o júri após ter o julgamento desmembrado e adiado para 4 de março de 2013 por decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, atendendo pedido da defesa. Lúcio Adolfo, novo advogado de Bruno após a saída de Francisco Simim, alegou não conhecer o processo.
O júri também encerrou a fase dos depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa após ouvir no plenário duas pessoas: Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio, e Marcos Vinícius Borges, amigo de infância de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. A pedido da advogada de Fernanda Castro, também foram exibidos depoimentos em vídeo de José Roberto, caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG), e de Gilda Maria Alvez, mulher dele.
Macarrão começou a ser ouvido pelo júri por volta das 23h de quarta (Foto: Vagner Antônio/TJMG)
Macarrão começou a ser ouvido por volta das 23h e
falou durante 5 horas (Foto: Vagner Antônio/TJMG)
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro exibiu ainda, durante cerca de uma hora e 40 minutos, reportagens de diversos veículos de comunicação sobre o caso Eliza Samudio. Os jurados acompanharam atentos, mas demonstraram sinais de cansaço devido ao longo tempo de júri. Antes do fim da sessão, foram lidos documentos periciais e depoimentos de outras testemunhas.
O júri popular, que teve início com cinco réus, segue com apenas dois acusados: Macarrão e Fernanda. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver. Ela é acusada de sequestro e cárcere privado de Eliza e de Bruninho, filho que a vítima teve com o goleiro.
Dos cinco réus que começaram o júri popular, apenas dois seguem no julgamento: Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda, namorada do goleiro na época dos fatos.
A Promotoria acusa o jogador, que era titular do Flamengo, de ter arquitetado a morte da ex-amante, em crime ocorrido em 2010, para não ter de reconhecer o filho que teve com Eliza nem pagar pensão alimentícia. Bruno, sua ex-mulher Dayanne Rodrigues e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, tiveram o júri desmembrado pela juíza Marixa e serão julgados em 2013.
Fernanda é próxima interrogada
Depois do interrogatório de mais de cinco horas de Macarrão, o júri popular ouvirá Fernanda Castro, namorada de Bruno à época dos fatos. A sessão está marcada para começar às 13h30 desta quinta-feira. Terminada a chamada fase de instrução, em que as provas são apresentadas, terão início os debates com argumentos da acusação e da defesa para tentar convencer os jurados.

'Não sou esse monstro'
Antes de falar ao júri, Macarrão ouviu a leitura da denúncia contra ele e disse para juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues que a acusação "em partes é verdade" e que ele não falou, em depoimentos anteriores, tudo que sabia sobre Eliza. "Quero deixar bem claro para a senhora que eu não sou esse monstro que as pessoas colocaram", disse Macarrão. "E hoje eu vou falar tudo que a senhora queira ouvir da minha boca e colaborar com a verdade dos fatos".

Macarrão é interrogado pelo júri popular no Fórum de Contagem (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão é interrogado pelo júri popular no Fórum
de Contagem, Minas Gerais (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão disse que Bruno conheceu Eliza Samudio durante "orgia no apartamento"e que, tempos depois, o goleiro contou que achava que a jovem estava grávida. O réu afirmou que não levou Bruno a sério, mas que o goleiro iria encontrar Eliza para conversar. Meses mais tarde, Bruno retomou o assunto e confirmou que "a garota estava grávida mesmo".
Eu disse pra ele [Bruno] deixar aquela menina em paz"
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão
O réu disse que Bruno estava estranho ao telefone, no dia 10 de junho de 2010, e que o jogador pediu que ele levasse Eliza Samudio até um ponto da Pampulha, onde teria uma pessoa esperando por ela. "Ele falou que ia...", começou a contar. "Antes de dizer o que ele ia fazer, eu quero dizer que eu disse pra ele deixar aquela menina em paz".
Mais tarde, questionado se estava mais aliviado por contar o que aconteceu, Macarrão respondeu: "Eu guardei tudo isso. Eu não aguentava mais, eu não sou esse monstro que todo mundo colocou [...] Se tem alguém aqui que acabou com a vida, foi ele [Bruno] que acabou com a minha vida".
"Graças a Deus eu tirei esse fardo carregado há dois anos das minhas costas. Eu não quis prejudicar ninguém nesse processo", disse Macarrão ao final do interrogatório. "Eu ponho a cabeça no travesseiro tranquilo de que eu fiz tudo para evitar isso [...] Eu não participei".
Júri de Bruno é adiado
Pela manhã, o julgamento de Bruno Fernandes foi desmembrado e adiado para 4 de março de 2013, segundo decisão da juíza Marixa Fabiane. O goleiro foi retirado do plenário para ser levado novamente para a penitenciária Nelson Hungria. Inicialmente, a juíza havia anunciado que o novo júri ocorreria em janeiro, mas depois ela afirmou que é difícil conseguir jurados para compor o Conselho de Sentença no início do ano e que fevereiro tem poucos dias, em razão do Carnaval.

O adiamento foi concedido pela juíza a pedido da defesa de Bruno. O advogado Francisco Simim, que defendia o goleiro, apresentou um documento transferindo seus poderes a outro defensor, Lúcio Adolfo. Chamado de substabelecimento sem reserva de poderes, o documento pediu a substituição de Simim por Adolfo, que alegou não conhecer o processo para pedir o adiamento.
Bruno chegou ao Fórum de Contagem às 9h06 desta quarta (Foto: Leo Aragão/G1)
Goleiro Bruno chegou ao Fórum de Contagem às
9h06 desta quarta-feira  (Foto: Leo Aragão/G1)
O corpo de defesa afirmou logo no início da sessão, por volta de 9h40, que o novo defensor precisa de prazo para ler o texto da ação. "Eu preciso de mais tempo para estudar esse processo", disse Adolfo no plenário.
É estratégia sim, porque a gente precisava de mais tempo para estudar o processo"
Francisco Simim, defensor de Bruno
Na terça-feira (20), o goleiro Bruno já havia tentado adiar o júri, com um pedido dedestituição de seus advogados Rui Pimenta e Francisco Simim. A juíza Marixa aceitou o pedido de saída de Pimenta, após o jogador alegar que não se sentia seguro para continuar com ele, e negou o de Simim.
Francisco Simim, substituído pelo advogado Lucio Adolfo da Silva na defesa de Bruno (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Francisco Simim, substituído por Lucio Adolfo da
Silva na defesa de Bruno (Foto: Pedro Triginelli/G1)
A juíza afirmou que "não obstante haver claras evidências de manobra, por outro lado também é verdade que o documento que foi apresentado a mim foi de substabelecimento", justificando sua decisão. "Estou acolhendo o pedido da defesa para conceder ao advogado prazo para o conhecimento do processo".
'É estratégia sim'
Segundo Simim, a mudança, que implicou no adiamento do júri do goleiro, foi uma estratégia. "É estratégia sim, porque a gente precisava de mais tempo para estudar o processo", disse o advogado.

Para ele, o desmembramento valeu para "ganhar prazo, porque tem um habeas corpus para ser julgado", se referindo ao pedido de soltura impetrado pela defesa do goleiro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Simim disse que o novo defensor será o único representante de Bruno no plenário, a partir de hoje. Mas, nos bastidores, ele afirmou que toda a equipe continua trabalhando pela defesa do goleiro.
Lucio Adolfo, disse em entrevista, na porta do fórum de Contagem, que não conhece nada das 15 mil páginas que integram o processo, e que o prazo era necessário para a leitura dos autos. "Fui chamado para participar da defesa do Bruno hoje. Não conhecia o processo. Pedi à juíza um prazo para que eu pudesse analisar a matéria junto com o doutor Tiago Lenoir e o doutor Francisco Simim. E vamos fazer isso".
No plenário, jurados ficam ao lado esquerdo, réus e advogados na parte direita da ilustração (Foto: Leo Aragão/G1)
No plenário, jurados ficam ao lado esquerdo, réus
e advogados na parte direita (Foto: Leo Aragão/G1)
Depoimento em vídeo
A pedido da advogada Carla Silene, que defende Fernanda Castro, foram exibidos ao júri depoimentos em vídeo de José Roberto, caseiro do sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas (MG), e de Gilda Maria Alvez, mulher dele.


A mulher dele, Gilda Maria Alvez, disse no vídeo que não houve brigas no sítio nos dias em que Eliza esteve no local. Ela afirmou que viu Eliza no sítio pela primeira vez na manhã de 7 de junho de 2010 e que, antes, nunca tinha ouvido falar dela.

José Roberto disse que viu Eliza Samudio no sítio, mas que não achou estranho ela ter desaparecido depois de 10 de junho, dia que a polícia acredita ser o da morte da ex-amante de Bruno. O caseiro disse que só soube que a mulher vista no sítio era Eliza na delegacia. Ele negou que Eliza tenha ficado "trancafiada num cômodo" e disse que ela não tinha "cara de assustada". "Estava normal", afirmou no vídeo. José Roberto também disse que não conhece Bola.
Depois do dia 10 de junho, a caseira disse que chegou a ver o bebê Bruninho no sítio, levado por uma mulher. Depois, afirmou que viu a criança com outras pessoas, inclusive com Dayanne, ex-mulher de Bruno. Ela disse ainda que um dia o bebê ficou com ela e dormiu fora da casa do sítio.
No depoimento exibido no júri, ela conta que mentiu para a polícia quando disse não ter visto Eliza no sítio por medo. "Ainda tô com medo de fazerem coisa ruim com a gente igual com essa moça que tá desaparecida", afirmou. A caseira disse que viu Bruno e Macarrão pela última vez no sítio no dia 10 de junho de 2010.
Os depoimentos dos caseiros são exibidos em vídeo porque ambos foram arrolados como testemunha, mas não foram encontrados para comparecer ao júri em Contagem (MG). As imagens mostram depoimentos de testemunhas de defesa ouvidas pela Justiça na chamada audiência de instrução, em outubro de 2010.
Ciúmes
A testemunha de defesa Marcos Vinícius Borges, amigo de infância de Macarrão, disse ao júri que os primos de Bruno, Jorge Luiz Rosa e Sérgio Rosa Sales, tinham ciúmes da relação entre o réu e o jogador. A relação entre os dois era de amizade, mas Macarrão estava mais próximo de Bruno do que os primos, ressaltou a testemunha. Borges disse que o amigo era "como um irmão" para o goleiro, durante seu depoimento. Macarrão faria "tudo que ele [o goleiro] precisasse", disse Borges.

O amigo de infância de Macarrão negou que ele fosse homossexual. Segundo Borges, um fato que o fez acreditar no ciúme dos primos foi quando Sérgio Rosa Sales disse a Macarrão para "não voltar a trabalhar com Bruno", após o réu ter deixado de ser funcionário do goleiro. O depoimento foi encerrado por volta de 13h40.
19.nov.2012 - Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, diz confiar na condenação de todos os réus (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza, falou ao júri
sobre o crime com a filha (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Mãe de Eliza
A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima de Moura, disse em depoimento durante o júri que "não perdoaria" Bruno caso ele seja responsável pela morte de sua filha. Sônia depôs aproximadamente até 12h30 no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, chorando muito.

Ela disse para mim que mataria e morreria pelo filho dele, mas que ela jamais deixaria o filho para trás"
Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio
Ela disse que Eliza jamais abandonaria o filho, Bruninho. "Ela [Eliza] sempre falava para mim em relação a um filho. Ela disse para mim que mataria e morreria pelo filho dele, mas que ela jamais deixaria o filho para trás", disse.
A mãe disse sustentar Bruninho com a ajuda do marido e de familiares, porque está há dois anos e nove meses sem trabalho. "Sempre houve resistência [do goleiro] em reconhecer a paternidade da criança", afirmou ela ao promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, ao ser questionada sobre decisão da Justiça que declarou Bruno o pai da criança.
O relacionamento da família de Eliza com Bruninho é o "melhor possível", disse Sônia. Ela relatou que não teve contato telefônico com a filha, que é ex-amante do goleiro, por oito meses, e que soube de notícias de Eliza por meio de suas redes sociais na internet. "Todas as amizades dela eram duradouras, ela era muito querida", disse a mãe, após chorar. "Eliza era muito calma, não era explosiva", ressaltou.

Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

sábado, 17 de novembro de 2012

Israel bombardeia sede do governo do Hamas em Gaza


Bombardeio ocorre no quarto dia consecutivo de ofensiva israelense.
Número de palestinos mortos chega a 39, segundo agência palestina.


Um bombardeio israelense atingiu na madrugada deste sábado (17) a sede do governo do movimento islamita Hamas em Gaza, no quarto dia consecutivo da ofensiva israelense "Pilar Defensivo", que já provocou a morte de 39 palestinos. Apenas neste sábado, oito pessoas morreram, de acordo com fontes médicas.
De acordo informações de fontes do Exército israelense, foi atingido o escritório do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, no norte da Faixa de Gaza. O prédio foi destruído. Haniyeh não estava no local no momento do ataque.
Os novos ataques ocorrem após o lançamento sem precedentes contra a cidade sagrada de Jerusalém, que aumentou a tensão entre palestinos e israelenses.
Segundo o Exército israelense, 200 alvos em Gaza foram atingidos na madrugada deste sábado, incluindo 120 lançadores de foguetes e 20 túneis.
Em contrapartida, um foguete disparado desde Gaza contra Israel deixou três soldados israelenses feridos.
 Imagem mostra fumaça após ataque aéreo israelense contra o território palestino neste sábado (17) (Foto: AFP)Imagem mostra fumaça após ataque aéreo israelense contra o território palestino neste sábado (17) (Foto: AFP)
Em Gaza foi possível ouvir um intenso bombardeio entre 4h e 5h (horário local). Ao menos 180 alvos na Faixa de Gaza foram bombardeados por Israel durante a madrugada.

A Força Aérea Israelense também continuou atacando seus alvos iniciais, os locais de depósito de armas dos militantes palestinos e suas áreas militares. O Exército convocou milhares de reservistas e mobilizou tropas, tanques e outros veículos armados pela fronteira com Gaza, sinalizando que uma invasão terrestre pode estar próxima. Por enquanto, nenhuma ação foi confirmada.

Além da sede do Governo do Hamas em Gaza, foram atingidos o Estádio Palestina, um centro de esportes e juventude administrado pelo Ministério do Esporte, o complexo central da Polícia do Hamas em Gaza e outras delegacias.
Os ataques também tiveram como alvo transformadores de energia elétrica e a rede de túneis usados para o contrabando de armas do Egito para Gaza.
Duas casas pertencentes a destacados funcionários do Executivo do Hamas também foram atingidas: uma no campo de refugiados de Jabalya, ao norte, e outra na capital da Faixa de Gaza. Em Jabalya, cerca de 30 pessoas ficaram feridas.
Com os novos ataques, o número de palestinos mortos chegou a 39. O balanço de feridos é de 280 pessoas desde o início da operação militar, na última quarta-feira (14).
Criança ferida em bombardeios israelenses contra Gaza chora em hospital em Beit Lahia neste sábado (17) (Foto: AFP)Criança ferida em bombardeios israelenses contra Gaza chora em hospital em Beit Lahia neste sábado (17) (Foto: AFP)
Mortos
Na madrugada deste sábado, nove palestinos morreram em novos ataques israelenses, somando 39 vítimas fatais desde quarta-feira, informaram fontes médicas da Faixa de Gaza. Três israelenses também morreram nos confrontos.

Até a meia-noite local, o balanço era de 29 vítimas fatais, mas nas últimas horas morreram duas pessoas que haviam sido internadas com ferimentos e outros oito palestinos atingidos em diferentes bombardeios.
mapa gaza 16/11 (Foto: 1)
Um homem faleceu em um bombardeio israelense ao leste da cidade de Khan Yunes, enquanto outros três morreram em um ataque similar ao leste do campo de refugiados de Al-Mughazi, segundo Ashraf al-Quedra, porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, que calculou os feridos em 300 desde o início da ofensiva israelense.
Além disso, outras três pessoas morreram em outro bombardeio da aviação israelense ao leste da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, segundo a emissora de televisão "Al-Aqsa", ligada ao Hamas.
Bombardeios
O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, advertiu em comunicado que Israel "pagará um alto preço por seus crimes", uma vez que 'ultrapassou todas as linhas vermelhas.

Segundo a "Ma'an", 30 civis foram feridos em ataques contra o campo de refugiados de Bureij, onde a Força Aérea israelense bombardeou uma mesquita e a casa de um miliciano do Hamas.
Durante a noite, as milícias palestinas seguiram lançando foguetes contra o território israelense, um dos quais matou na terça-feira três civis israelenses.
Dois projéteis caíram sobre a região do Conselho de Ashkelon, um na área de Sderot e outro na de Shaar Negev, sem deixar vítimas, informou a versão digital do diário israelense "Yedioth Ahronoth".
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Palestinos observam estragos após ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza em 17 de novembro de 2012. Os ataques atingiram a sede do gabinete de governo do Hamas em Gaza, depois que militantes dispararam foguetes contra Jerusalém e Tel Aviv (Foto: MARCO LONGARI / AFP)Homens observam outro prédio atingido em ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza neste sábado. (Foto: MARCO LONGARI / AFP)Fonte: G1Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Alex Alves morre aos 37 anos após luta contra doença em hospital de Jaú


Ex-jogador do Vitória, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Vasco e Portuguesa fazia tratamento no local desde setembro e faleceu às 8h40 desta quarta

Por GLOBOESPORTE.COMJaú, SP
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alex alves ex-atacante (Foto: Getty Images)Alex Alves tinha doença na medula e lutava para se
recuperar (Foto: Getty Images)
O atacante Alex Alves, de 37 anos, que fez sucesso por vários clubes brasileiros, morreu às 8h40 desta quarta-feira (14) no Hospital Amaral Carvalho em Jaú (SP). Ele fazia tratamento no local contra uma doença na medula que atrapalhava a produção de sangue, chamada hemoglobinúria paroxística noturna. A doença se manifestou em 2007, mas só em setembro deste ano ele foi internado para o tratamento e chegou a fazer um transplante de medula no mês passado, cujo doador foi o irmão. Mas não apresentou evolução após o procedimento e a causa da morte foi "doença do enxerto contra o hospedeiro aguda", que é uma forma de agressão da medula do doador contra o órgão do receptor. Essa agressão atingiu pele, fígado e intestino.
De acordo com a assessoria do hospital, a família do jogador não quer se manifestar sobre ocorrido.
- Ele brigou heroicamente, foi colaborativo em todos os aspectos, mas teve muitas dificuldades. O transplante foi um sucesso, a medula se recuperou, mas essa mesma medula causou a rejeição ao corpo dele – afirmou o hematologista do hospital Amaral Carvalho, Mair Pedro de Souza.
Carreira
Alex Alves não defendia um clube profissional desde 2010, quando vestiu a camisa do União Rondonópolis, do Mato Grosso, mas nunca chegou a anunciar o fim de sua carreira.
Revelado nas categorias de base do Vitória, Alex se destacou não só pelo bom futebol, marcado por arrancadas velozes e oportunismo na área, mas também pelos cuidados com a beleza, que o transformaram no primeiro jogador brasileiro a ser reconhecido como "metrossexual", na linha do craque inglês David Beckham.
alex alves ex-atacante (Foto: Getty Images)Alex Alves em momento família com a ex-mulher Nádia e a filha (Foto: Getty Images)
Além do Vitória, defendeu também Palmeiras, Portuguesa, Cruzeiro, Hertha Berlim, Atlético-MG, Vasco, Boavista, Fortaleza, Kavala, da Grécia, e União Rondonópolis. No currículo, tem o Brasileiro de 1994, como reserva do Palmeiras, além dos vices nacionais por Vitória, em 1993, Portuguesa, em 1996, e Cruzeiro, em 1998. Ele foi casado com Nádia França, modelo que também namorou Ronaldo Fenômeno, e teve uma filha com ela.
Planos e apoio de Vampeta
Alex Alves tinha planos de fazer um jogo festivo entre amigos no Zezinho Magalhães, estádio do XV de Jaú, assim que fosse liberado pelos médicos. Enquanto esteve internado, recebia ligações constantes de Vampeta, grande amigo que fez ainda nas categorias de base do Vitória. 
Em 2003, Alex Alves marca na vitória do Atlético-MG por 1 a 0 sobre o Flamengo (assista ao vídeo ao lado)




Em 1998, Alex Alves e Marcelo Ramos, do Cruzeiro, cantam músicas baianas (assista ao vídeo ao lado)




Em 1999, Alex Alves curte a fase de goleador no Cruzeiro (assista ao vídeo ao lado)






Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Empobrecimento explícito


Deputados e ex-parlamentares condenados pelo STF 

transferem imóveis e empresas a parentes e amigos para

 tentar driblar a Justiça e não ter que devolver o dinheiro 

público desviado no esquema do mensalão

Izabelle Torres
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal já concluíram que sete políticos cometeram crime de lavagem de dinheiro para se beneficiar de recursos que circularam no esquema do mensalão. Numa tentativa inusual de tentar reaver o dinheiro, a Corte decidiu incluir o ressarcimento dos cofres públicos entre as penas imputadas aos 21condenados por esse delito na ação penal 470. Dessa forma, quem lucrou com o esquema terá de devolver à União as quantias milionárias desviadas. Os condenados poderão inclusive perder seus bens. No entanto, recuperar esse dinheiro não será fácil. Pesquisa realizada pela reportagem de ISTOÉ mostra que, enquanto as investigações sobre o mensalão avançavam, acusados do crime de lavagem trataram de camuflar o próprio patrimônio. O aparente “empobrecimento” é uma tentativa de livrar os bens de bloqueios judiciais e dos confiscos. Para reconstituir as manobras usadas pelos deputados mensaleiros para proteger imóveis e empresas, ISTOÉ cruzou dados das declarações de Imposto de Renda dos acusados desse crime, pesquisou informações de cartórios e obteve escrituras e certidões que compõem a íntegra da ação em análise pela Corte. Os documentos mostram que, nos últimos sete anos, pelo menos quatro dos condenados doaram imóveis a familiares ou transferiram propriedades e cotas de empresas para terceiros.
A estratégia de transferir a propriedade de bens para impedir que sejam usados para ressarcir o dinheiro desviado segue o modelo de conduta do empresário Marcos Valério, condenado a 40 anos de prisão e multa de R$ 2 milhões. Mesmo com o patrimônio bloqueado pela Justiça, ele continuou comprando carros e imóveis em nome da filha de 21 anos para driblar a lei. O Ministério Público Federal chamou a atenção do Supremo sobre os riscos de ele movimentar recursos, mas não deu a devida atenção aos parlamentares envolvidos na denúncia. De acordo com um dos ministros, as transferências de propriedades feitas por alguns dos condenados poderiam ter sido evitadas com bloqueios preventivos. Para o especialista em lavagem de dinheiro e professor da PUC-RJ Breno Melaragno, apesar da possibilidade de rastrear o patrimônio transferido para familiares, essas manobras dificultam o processo de ressarcimento, uma vez que torna mais difícil comprovar que o dinheiro “lavado” foi usado para aumentar o patrimônio do condenado. “A pena prevê a comprovação de que os valores transferidos eram fruto dos recursos originários do crime. É isso que torna difícil a execução de penalidades que incluam o confisco de bens. Em casos em que o condenado fez transferências de propriedades no curso das investigações, esse rastreamento fica ainda mais complexo e lento”, avalia.
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Essa dificuldade ajuda mensaleiros dispostos a movimentar milhões para proteger suas fortunas da Justiça. O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), por exemplo, reduziu o patrimônio de forma considerável. A declaração de bens apresentada à Receita antes das investigações em nada lembra a lista patrimonial do parlamentar este ano. Valdemar era dono de duas mineradoras, cinco imóveis e outros bens que somavam oficialmente R$ 5 milhões. O deputado, que recebeu R$ 8,8 milhões das empresas de Marcos Valério, se desfez da maioria das propriedades. Em dezembro de 2008, transferiu um apartamento para a ex-mulher e doou o imóvel onde mora para os filhos, fazendo uma ressalva de usufruto vitalício em seu nome. O parlamentar também deixou a participação em empresas e colocou gente de confiança em seu lugar. Quando o STF concluir o julgamento e determinar as penas do deputado, encontrará em seu nome apenas uma casa, um túmulo no cemitério e um sítio. Em sua defesa, Costa Neto afirma que seus bens não são produto dos crimes pelos quais foi condenado. A maioria dos ministros considerou que o ex-líder do PL (atual PR) na Câmara cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva ou formação de quadrilha.
Longe da política desde 2010, quando foi derrotado na eleição a deputado estadual em Minas Gerais, o ex-integrante do PTB na Câmara Romeu Queiroz também tem reduzido ano a ano o milionário patrimônio que detinha quando o mensalão foi denunciado. Na época, Queiroz tinha oito fazendas, um haras, pelo menos quatro apartamentos em Belo Horizonte, um flat em Brasília e outros bens que somavam R$ 3 milhões. Em 2003, abriu duas empresas de locação de automóveis para prestar serviços a prefeituras mineiras e, dois anos depois, se tornou consultor. Ao longo das investigações do processo, passou parte das fazendas para os três filhos e reduziu as suas cotas nas empresas em benefício da esposa. Com patrimônio equivalente à metade do que tinha quando o escândalo estourou, Queiroz não é dono sequer do apartamento onde mora, no bairro de Lourdes, na capital mineira.
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O patrimônio em nome do ex-presidente do PP Pedro Corrêa também foi dissolvido no decorrer das investigações do mensalão. Em 2004, ele era proprietário de 18 apartamentos, duas casas, dois flats e duas fazendas. Atualmente, o pernambucano mantém em seu nome apenas um prédio, cujo usufruto registrado no cartório do 1º oficio do Recife pertence ao filho e à nora. Corrêa deixou a política, mas conseguiu eleger a filha Aline Corrêa deputada federal. No Estado, mantém domínio sobre o PP estadual e é considerado rico e influente.
A dificuldade para mapear os bens que servirão para ressarcir os cofres públicos será ainda maior quando chegar a vez de o ex-deputado Carlos Alberto Rodrigues, o Bispo Rodrigues, prestar contas à Justiça. Antes detentor de patrimônio cujo valor ultrapassava R$ 19 milhões, o bispo mantém atualmente apenas 50% de participação acionária na Rádio Jornal da Cidade e na Divisa Serviços. As ações em outras empresas desapareceram. Após deixar a Igreja Universal, ele teve de entregar uma casa luxuosa onde vivia no bairro do Lago Sul, área nobre de Brasília, para outro pastor. Em seu nome, não há imóveis e o patrimônio declarado atualmente não ultrapassa R$ 2 milhões. De acordo com a maioria dos integrantes do STF, o bispo cometeu crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
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O Supremo Tribunal Federal ainda não definiu qual será a quantia a ser paga pelos condenados que se beneficiaram de recursos do Fundo Visanet e de empréstimos fraudulentos do Banco Rural. Mas especialistas destacam a importância da execução das penas impostas para o fortalecimento da nova Lei de Lavagem de Dinheiro. Segundo o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, as mudanças na legislação ampliaram as ocorrências do crime e aumentaram as penalidades. “Nosso papel é detectar operações suspeitas e notificar os órgãos competentes. Foi isso que fizemos nesses casos. Acho que vale ressaltar que a simples transferência de um bem não livra ninguém de ter de ressarcir o erário. Cabe à Justiça trabalhar para fazer valer a lei”, ressalta.
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Colaborou Pedro Marcondes de Moura
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sob as asas dos pais


Filhos de brigadeiros são contratados para trabalhar 

em empresa que mantém negócios milionários com

a Força Aérea Brasileira

Claudio Dantas Sequeira
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CAMARADAGEM 
Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Burnier e seu filho
“Gilbertinho” (da esq. para a dir.): relação próxima  com a empresa israelense AEL
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Nos últimos meses, a empresa israelense AEL Sistemas, fabricante de componentes aeronáuticos, passou a contar, em seu quadro de funcionários, com oficiais da ativa e filhos de integrantes da alta cúpula da Força Aérea Brasileira. Detalhe: a AEL mantém negócios milionários com a Aeronáutica, que dispensou a licitação para a contratação de seus serviços. Conforme apurou ISTOÉ, jovens recém-formados e sem experiência na área passaram a ocupar cargos estratégicos na companhia israelense. O caso mais flagrante envolve um nome de peso, o brigadeiro Gilberto Antonio Saboya Burnier, que foi secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa e, até se aposentar em abril, era comandante de Operações Aéreas da FAB. Burnier é considerado o mentor do programa de modernização da Força Aérea e braço direito de Juniti Saito, atual comandante da Aeronáutica. No mesmo mês em que passou para a reserva, seu filho, que tem o mesmo nome e é apelidado de “Gilbertinho”, foi contratado pela AEL como “analista de compras” da empresa. O departamento onde trabalha é responsável pelas aquisições de materiais de alta tecnologia que acabam empregados nos sistemas de gerenciamento da frota da FAB. O filho de Burnier formou-se em administração numa faculdade particular de Brasília há apenas um ano e trabalhava, até então, em um escritório de arquitetura.
As novas denúncias confirmam reportagem publicada por ISTOÉ no início do mês, que revelou os benefícios obtidos pela AEL em contratos sem licitação com a FAB. Isso aconteceu, segundo relatório de inteligência da Polícia Federal, depois que a companhia admitiu entre seus diretores um cunhado do comandante Juniti Saito, o coronel reformado Luiz Pondé. Em nota, a FAB alegou que o militar da reserva foi contratado por sua experiência no setor – nada a ver, portanto, com o vínculo familiar. Agora se sabe que Pondé não foi um caso isolado. Levantamento feito pela reportagem mostra que a AEL, cujo faturamento cresceu 150 vezes entre 2003 e 2011, período que coincide com a gestão Saito, se tornou porto seguro de interesses particulares do comando da FAB.
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O conflito de interesses fica mais evidente pelo fato de o próprio brigadeiro Burnier ter cargo na empresa. Em março de 2011, quando ainda estava na ativa, ele ganhou assento no conselho diretor consultivo da companhia, com poder para opinar nos planos estratégicos. Não se sabe quais critérios balizaram a escolha dos membros do conselho, mas a ata da assembléia de acionistas indica ainda a nomeação do general Darke Figueiredo, que vem a ser assessor especial do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A nomeação de Darke na AEL ocorreu um mês depois de Collor assumir a presidência da Comissão de Defesa do Senado, responsável por apreciar projetos de interesse do setor, como subsídios para a indústria bélica. O documento aprovado na assembleia estabelece remuneração aos conselheiros e diretores, mas não especifica valores.
No rol de contratações da AEL também está a de Bruno Baptista, 27 anos. Ele é filho do brigadeiro Carlos Baptista Júnior, presidente da Copac, a comissão da FAB responsável pela concorrência bilionária para a compra de caças de combate (programa F-X2). Na AEL, Bruno, que estudou no colégio militar e estagiou no setor comercial de uma emissora de tevê na capital federal, ganhou um cargo no departamento de marketing. Na lista de apadrinhados consta também o nome de Gabriel Bermudez, filho de outro brigadeiro do Alto Comando, Antonio Moretti Bermudez, que foi chefe da comunicação social da FAB e, em abril, assumiu o Sexto Comando Aéreo Regional, em Brasília, numa cerimônia repleta de homenagens a Burnier e Saito. Gabriel concluiu o curso de engenharia elétrica na Universidade de Brasília em 2008, estagiou na Aneel e trabalhava numa empreiteira até ganhar o cargo de engenheiro de software na AEL. Em seu currículo, ele se diz “usuário avançado de internet”, com “grande experiência” no uso do Windows e do pacote Office. Relata alguns cursos básicos de programação insuficientes, por definição, para aplicação em projetos avançados de aviação militar. O filho do brigadeiro atua no projeto de modernização do avião de transporte C-95 Bandeirante, outro xodó da dupla Saito-Burnier.
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O programa de modernização, que consistiu basicamente na instalação de um cockpit digital num avião com 40 anos de idade, foi alvo de críticas dentro da própria FAB. Segundo informações do Portal da Transparência, a AEL já faturou dos cofres públicos R$ 180 milhões. Em 2003, ela havia conseguido pouco mais de R$ 300 mil em contratos governamentais. Esse valor saltou para R$ 2,8 milhões no ano seguinte e chegou a R$ 53,7 milhões em 2011. Até agosto deste ano, já foram R$ 30 milhões. Questionada por ISTOÉ, a AEL preferiu não se manifestar. O gabinete de Collor informou que Darke estava viajando. A FAB, por sua vez, disse que “informações relativas a funcionários devem ser prestadas pela empresa”. Alegou que a participação de militares no conselho diretor da AEL é importante para “resguardar os interesses estratégicos dos programas militares ligados à soberania nacional.”
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EMPREGO NOVO
Filho de brigadeiro responsável por projeto bilionário, Bruno Baptista
foi contratado pela AEL mesmo sem experiência
Fotos: Bruno Batista; Reprodução
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

Veja 10 carros e 10 motos mais vendidos em outubro de 2012


Volkswagen Gol se mantém na liderança no mês e no acumulado.
Honda CG 150 continua como a mais vendida entre as motos.

fenabrave carros motos mais vendidos outubro 2012 (Foto: Arte G1)
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eleição de 2012 teve custo de R$ 395,27 milhões, anuncia TSE


Custo do voto por eleitor foi de R$ 2,81, 27% menor do que em 2010.
É o menor custo desde 1996, quando foi implantado voto eletrônico.


As eleições de 2012 tiveram custo de R$ 395,27 milhões aos cofres públicos, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (6) pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia. Cada voto dos mais de 138,5 milhões de eleitores aptos custou R$ 2,81, informou o tribunal – 27% menos do que nas eleições de 2010 – que foi de R$ 3,86.

É o menor valor desde 1996, quando começou a ser implantado o voto eletrônico, diz a presidente do TSE. O valor foi divulgado a partir de 2000, quando o custo por eleitor foi de R$ 4,45. Na última eleição municipal, em 2008, o custo do voto por eleitor foi R$ 3,75.
Conforme o tribunal, o principal motivo para uma eleição mais barata foi a redução de 42% em relação a 2008 nos custos com o emprego das forças armadas. O valor empregado em 2012 foi de R$ 24,212 milhões.

“Os tribunais regionais eleitorais (TREs) foram muito atentos e firmes no sentido de gastar o que era preciso gastar. Nós enxugamos onde pode haver a instituições de comitês com representantes da polícia estadual, civil e federal, e, com isso, os gastos com força federal diminuíram quase pela metade”, disse Cármen Lúcia.

No primeiro turno, 401 cidades tiveram reforço das tropas para a segurança e no segundo, dois municípios. Em relação a apoio logístico das Forças Armadas, para transporte de urnas, 76 cidades tiveram reforço no primeiro turno e duas cidades no segundo.
Ainda segundo a presidente do TSE, gastos com alugueis de carros para transporte de urnas e biometria também influenciaram para um menor custo. “Os TREs planejaram de forma diferente e esse gasto foi menor. [...] A eleição é uma operação complicada, grandiosa e vamos avaliar para ver porque chegamos a esse dado [de redução de custo]. É dinheiro público gasto com o essencial, que é a democracia. Quanto mais se informatiza, a tendência é baixar [os custos]”, disse Cármen Lúcia.
Recursos de 2º turno
A presidente do TSE disse ainda que cerca de 2 mil processos sobre registro de candidaturas ainda aguardam para ser julgados. Ela afirmou crer que não será necessário convocar sessões extras e que já previsão de que tudo se conclua até a diplomação, em 19 de dezembro.

“Se tiver algum caso de delonga, vamos cuidar caso a caso, se já houve decisão, porque ai depende para aquele município, se é um caso que o TER se manifestou, o TSE já tenha decidido monocraticamente e seja embargo, vamos dar solução. Acho que há tempo hábil para que a gente consiga que os TREs possam fazer a diplomação com tranquilidade.”
Abstenções
Segundo o TSE, compareceram às urnas para escolher vereador e prefeito no primeiro turno 115,807 milhões de eleitores (84,59% do total). No segundo, 25,661 milhões foram às urnas (80,88%) escolher o candidato em 50 cidades que tiveram novo turno na disputa para prefeito.

Sobre os quase 20% de abstenções, a ministra afirmou ser “prematuro” fazer relação com o recadastramento eleitoral. “Acho que seria prematuro ter um dado. Agora é preciso analisar porque em alguns estados o índice foi maior do que em outros.” Ela apontou que entre os fatores podem estar fuso horário, comemoração do dia do servidor, entre outros.
Eleições nos EUA
A presidente do TSE preferiu não estabelecer comparações entre as eleições do Brasil e as eleições nos Estados Unidos, que ocorrem nesta terça (6).

“Tenho certeza de que o cidadão americano vai saber escolher o que for da conveniência deles. E, da nossa parte, todos os processos eleitorais democráticos são bons exemplos. [...] Mas o comentário sobre como é feito, cada povo escolhe, é o respeito à diferença de procedimentos adotados”, destacou Cármen Lúcia.
Ela citou que no primeiro turno das eleições foram feitos 197 milhões de acessos ao site do TSE vindos de 167 países. “O que significa que a eleição brasileira, o nosso modelo, a nossa formulação, é observada por todos os lugares do planeta."

Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Patricia: 'Zinho já conversou com Adriano e terça divulgamos o futuro'


Presidente diz que decisão sobre rescindir ou não o contrato do atacante não é dela: 'Será do departamento de futebol em sintonia com o jogador'


Adriano treino do Flamengo (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)Adriano não treina desde a última quarta
(Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)
A definição sobre o futuro de Adriano, que faltou ao treinamento da última quinta e pediu um "tempo" ao Flamengo até esta terça-feira já está encaminhada, mas só será anunciada quando o jogador se reapresentar ao clube. A presidente do Rubro-Negro, Patricia Amorim, revelou que Zinho, diretor de futebol, já falou com o Imperador sobre o assunto.
- Zinho já conversou com Adriano e terça divulgamos o futuro dele - relatou a presidente, em entrevista ao canal de TV CNT.
Patricia Amorim acrescentou ainda que a decisão sobre a permanência ou não do Imperador não será dela. A bola foi passada a Zinho. Adriano poderia ter o contrato encerrado quando recebeu a terceira advertência, mas já cometeu deslizes pelo menos mais duas vezes desde então.
- O Flamengo trouxe o Adriano, deu a mão, cuidou do homem, do ser humano, mas não funcionou. A decisão, porém, não virá lá de cima (da presidência), em cascata. Será do departamento de futebol em sintonia com o jogador - acrescentou.
Depois de faltar ao treino de quinta, Adriano entrou em contato com Zinho e pediu liberação até terça-feira. Um vídeo feito numa casa de shows na madrugada de sexta mostra o Imperador no palco dizendo ser favelado e que sabia que as imagens estariam na internet no dia seguinte.
Além das ausências nas atividades, o que dificulta o já longo processo de recondicionamento físico, a indisposição de Adriano de aceitar acompanhamento psicológico incomoda os dirigentes, principalmente Zinho. O diretor de futebol havia feito esta exigência ao atleta, que aceitou a condição mas não vem cumprindo o que foi acordado.


Fonte: G1
Edição: Antonio Luis




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

58 cidades do país ainda podem ter resultado alterado pelo TSE


Se candidaturas com zero voto forem deferidas, eleitos serão outros.
Em Bom Jesus de Goiás, todos os candidatos esperam decisão da Justiça.




(Clique aqui) e veja as cidades nestas condições.


Fonte: G1
Edição: Antonio Luis