sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Confira o desconto na tarifa de luz para cada distribuidora de energia


Plano que barateia energia começou a valer nesta quinta-feira (24).
Desconto para consumo residencial varia de 18% a 25,94%.


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Conta de luz - 24.01 v.1 (Foto: Editoria de Arte/G1)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou na tarde desta quinta-feira (24) o percentual do desconto que será aplicado à conta de luz dos consumidores de baixa tensão (como residências) de cada uma das 63 distribuidoras de energia do país.(veja a lista no final da reportagem)

Nesta quinta-feira passou a valer o plano de barateamento de energia do governo federal, com desconto mínimo de 18% para residências e até 32% para indústrias. A medida vai exigir do Tesouro aporte de R$ 8,46 bilhões apenas em 2013.

O desconto total na conta de luz só vai começar a ser sentido por todos os brasileiros a partir do final de fevereiro, quando a entrada em vigor do plano completar um mês. Isso acontece porque cada distribuidora tem uma data diferente para a leitura dos relógios que marcam o consumo de energia e, consequentemente, o fechamento da conta.

O percentual de corte no valor da tarifa de energia para a baixa tensão, de acordo com a lista da Aneel, varia do mínimo de 18% até 25,94%, maior desconto da tabela e que foi garantido aos clientes da distribuidora Nova Palma Energia, que atende a 14,5 mil unidades consumidoras em nove cidades da região central do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Aneel, a variação no desconto está ligada ao fim da cobrança de encargos na conta de luz para subsidiar programas do governo federal, entre eles o que garantia financiamento para geração de energia por fontes alternativas e outros que beneficiavam agricultores.

O valor dos subsídios era dividido entre os consumidores da distribuidora onde os recursos eram aplicados. A partir dessa quinta, eles deixam de incidir sobre a conta de luz e vão passar a ser custeados com recursos do Orçamento da União, via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Tesouro
De acordo com o governo, a redução nas contas de luz dos brasileiros vai custar, em 2013, R$ 8,46 bilhões aos cofres Tesouro Nacional. Esse dinheiro será depositado na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que ficará responsável por financiar ações do governo, entre elas as medidas necessárias para promover o desconto na conta de luz.
Abaixo, o percentual de desconto para cada distribuidora de energia:
AES SUL - 23,62%
AMAZONAS - 18,22%
AMPLA - 18,00%
BANDEIRANTE - 18,08%
BOA VISTA - 18,14%
CAIUA - 18,08%
CEA - 18,04%
CEAL - 18,00%
CEB - 18,11%
CEEE - 18,13%
CELESC - 18,48%
CELG - 18,00%
CELPA - 18,83%
CELPE - 18,04%
CELTINS - 18,20%
CEMAR - 18,00%
CEMAT - 19,29%
CEMIG - 18,14%
CEPISA - 18,00%
CERON - 18,00%
CERR - 18,04%
CFLM - 20,92%
CFLO - 18,00%
CHESP - 18,01%
CJE - 18,34%
CLFSC - 19,66%
CNEE - 19,69%
COCEL - 18,41%
COELBA - 18,96%
COELCE - 18,05%
COOPERALIANÇA - 18,01%
COPEL - 18,12%
COSERN - 18,00%
CPEE - 23,38%
CPFL PAULISTA - 18,07%
CPFL PIRATININGA - 18,39%
CSPE - 18,01%
DEMEI - 18,36%
DMED - 18,08%
EBO - 18,00%
EDEVP - 18,16%
EEB - 18,65%
EFLUL - 18,17%
ELEKTRO - 18,47%
ELETROACRE - 18,01%
ELETROCAR - 18,07%
ELETROPAULO - 18,25%
ELFJC - 18,04%
ELFSM - 18,97%
EMG - 18,14%
ENERSUL - 18,24%
ENF - 18,07%
EPB - 18,01%
ESCELSA - 18,01%
ESSE - 18,00%
FORCEL - 18,01%
HIDROPAN - 18,50%
IGUACU - 18,11%
LIGHT - 18,10%
MUXFELDT - 18,55%
RGE - 22,00%
SULGIPE - 18,33%
NOVA PALMA - 25,94%
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dilma confirma redução na conta de luz e critica 'pessimistas'


Corte na tarifa será de 18% para residências e até 32% para indústrias.
Presidente fez pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.


A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta quarta (23), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, a redução na tarifa de energia elétrica divulgada mais cedo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A presidente disse também que "fracassaram" as previsões daqueles que "são do contra" e, segundo ela, afirmaram que o governo não conseguiria baixar o custo da conta de luz.
Segundo Dilma, o corte na tarifa de energia para residências será de 18% e para a indústria, de até 32%, mesmos percentuais informados pela Aneel no início da tarde. Os cortes são ainda maiores que os anunciados pela própria presidente em setembro, quando ela afirmou que a redução média seria de 16% para residências e de até 28% para a indústria.
A nova tarifa entrará em vigor nesta quinta-feira (24), segundo anunciou a presidente, e será formalizada por meio de um decreto e de uma medida provisória.
Conta de luz  (Foto: Editoria de Arte/G1)
“A conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia e ela irá crescer ainda nos próximos anos”, disse Dilma durante o pronunciamento, de pouco mais de oito minutos.
A prresidente criticou as previsões de que o corte na tarifa a ser anunciado seria menor do que o pretendido pelo governo.  “Como era de se esperar, essas previsões fracassaram”, afirmou. Para Dilma, “aqueles que são do contra estão ficando para trás”.
Em dezembro de 2012, o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann chegou a afirmar que não seria possível reduzir as tarifas no percentual anunciado inicialmente pelo governo devido à recusa de algumas empresas de energia. Rejeitaram as condições do acordo proposto pelo governo Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais), Copel (Paraná) e Celg (Goiás). Os quatro estados são governados pelo PSDB, que faz oposição ao governo federal.
“Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento quando os níveis dos reservatórios [das hidrelétricas] baixaram e as [usinas] térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único quilowatt que precisava e, agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas”, declarou Dilma, em referência ao fato de que a energia produzida pelas térmicas é mais cara que a das hidrelétricas.
Segundo a presidente, “cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor que o índice que havíamos anunciado”, afirmou.
Dilma esclareceu que mesmo a população dos estados cujas concessionárias de energia se recusaram a aderir ao plano terão suas contas de energia reduzidas. “Espero que em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa, venham a concordar com o que eu estou dizendo”, declarou.
Racionamento
A presidente Dilma Rousseff afastou a possibilidade de o país enfrentar racionamento de energia. Segundo ela, o Brasil “vive uma situação segura na área de energia” e o sistema do país “é um dos mais seguros do mundo”.
“O Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata. Isso significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou durante o pronunciamento.
Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento quando os níveis dos reservatórios [das hidrelétricas] baixaram e as [usinas] térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram."
Presidente Dilma Rousseff
Ex-ministra de Minas e Energia durante o governo do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, Dilma apresentou dados técnicos da área energética.  Segundo ela, o país aumentará em mais de 7% a produção de energia em 2013 colocando em operação mais 8.500 megawatts de energia e mais 7.540 km de novas linhas de transmissão.
“Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer e bem neste e nos próximos anos”, afirmou.
Dilma disse ainda que é “usual, normal e seguro” o acionamento das usinas termelétricas. Essas usinas foram acionadas no fim do ano passado para suprir a queda na geração de energia das usinas hidrelétricas. O acionamento foi necessário porque a pequena quantidade de chuvas do início do verão levou a níveis baixos os reservatórios das hidrelétricas.
“Não há maiores riscos ou inquietações”, disse a presidente. “Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas”, declarou.
Dilma encerrou seu pronunciamento dizendo que o país venceu “o pessimismo e os pessimistas”. “Somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos nossa fé no Brasil acima dos nossos interesse políticos e pessoais”, afirmou.
Íntegra

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e TV:
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.
É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.
No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.
Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.
Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.
Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.
Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.
Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.
Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.
Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.
Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.
O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento. Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.
Muito obrigada e boa noite.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Preso no Piauí homem acusado de comandar tráfico de menores no país


Sebastião Soares da Silva, 61 anos, foi preso em Francisco Macêdo.
Ele é acusado de sequestrar Pedro Paulo Lemes, de 5 anos em Imperatriz,


Sebastião Soares da Silva teria trabalhado para o pai do menino Pedro Paulo, em Imperatriz (Foto: Divulgação/SSP MA)Sebastião Soares da Silva teria trabalhado para o
pai de Pedro Paulo, em Imperatriz, no Maranhão
(Foto: Divulgação/SSP MA)
Policiais do Grupo de Repressão ao Crime Organizado no Piauí (Greco), em parceria com a Polícia Civil do Maranhão, prenderam nesta terça-feira (22), Sebastião Soares da Silva, 61 anos, acusado de comandar uma quadrilha de tráfico de menores no país. A prisão aconteceu na cidade de Francisco Macêdo, localizada na região Sul do estado, a 391 quilômetros de Teresina.
De acordo com o delegado Menandro Pedro, presidente da Greco, Sebastião é acusado de sequestrar Pedro Paulo Lemes, de 5 anos em Imperatriz, no Maranhão, em junho do ano passado.
A polícia descobriu que Sebastião estava no Piauí planejando o sequestro de um empresário na cidade de Picos, localizada na região Sul do estado.
O homem será apresentado na tarde desta terça-feira na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado no Piauí. "A polícia do Maranhão quer fazer o recambiamento do preso antes que ele seja apresentado à Greco. Entretanto, ele foi preso no Piauí e precisamos fazer aqui no estado os trâmites normais antes dele ser conduzido para São Luís", disse Menandro Pedro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP), Sebastião Soares da Silva deve ser transferido e apresentado em São Luís, ainda nesta terça-feira, na sede da SSP.
Com o acusado, a polícia apreendeu a quantia de R$ 5 mil, além de documentos falsos e uma espingarda (Foto: Divulgação/SSP MA)Com o acusado, a polícia apreendeu a quantia de R$ 5 mil, além de documentos falsos e uma espingarda (Foto: Divulgação/SSP MA)
Pedro Paulo (Foto: Arquivo pessoal)Pedro Paulo foi sequestrado de dentro de casa, no
Centro de Imperatriz  (Foto: Arquivo pessoal)
Entenda o caso
Pedro Paulo Lemes, de cinco anos, foi sequestrado de dentro de casa, no centro de Imperatriz, a  626 km de São Luís, no dia 27 de junho de 2012. Dois homens em uma moto levaram a criança e a babá como reféns. A quadrilha foi presa após ações das polícias do Maranhão, Pará e do Tocantins. O menino foi libertado no dia 10 de julho no distrito de Cicilândia, na cidade de Palmeirante, no Tocantins.
No dia 11 de julho, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, afirmou em entrevista coletiva, que o principal mandante do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, seria um ex-funcionário do pai da criança, o empresário Jurandir Mellado.
As primeiras testemunhas do caso do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, começaram a ser ouvidas no mês de novembro do ano passado, em Imperatriz. Os acusados que respondem pelos crimes de sequestro qualificado e formação de quadrilha estão presos na central de custódia de Davinópolis. A pena dos envolvidos pode chegar a 20 anos de prisão.
Fonte: G1/PI
Edição: Antonio Luis

sábado, 19 de janeiro de 2013

QUE FASE: Espanha lidera e Brasil segue em 18º no ranking da Fifa


Falta de competições oficiais prejudica posição do 

time nacional

AE
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O ranking da Fifa foi atualizado nesta quinta-feira e, como já era esperado, trouxe poucas novidades em relação à listagem anterior, publicada pela entidade em dezembro. Essa atualização levou em conta apenas 46 partidas disputadas, número pequeno devido ao recesso provocado pelas festas de fim de ano, e marcou a permanência do Brasil no modesto 18.º lugar, enquanto a Espanha segue absoluta na liderança.

No mês passado, a seleção brasileira caiu da 13.ª para o 18.ª posição e passou a amargar o seu pior posto na história do ranking, criado pela Fifa em 1993. Prejudicado pelo fato de não estar disputando as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, pois será o país-sede da competição, o Brasil só poderá começar a recuperar terreno nesta importante listagem mundial a partir de fevereiro, mês em que disputará o seu primeiro amistoso no ano, no dia 6, diante da Inglaterra, em Wembley.

A próxima atualização do ranking acontecerá em 14 de fevereiro e o grupo dos dez primeiros colocados de janeiro permaneceu sem alterações de posições em relação a dezembro. Atrás da Espanha, Alemanha, Argentina, Itália e Colômbia continuam nas respectivas segunda, terceira, quarta e quinta colocações, enquanto Inglaterra, Portugal, Holanda, Rússia e Croácia fecham, nesta ordem, o top 10.

Já o Equador conseguiu galgar um posto e passou a ocupar a 12.ª colocação, a melhor de sua história no ranking da Fifa. A Suíça, antes no 12.º lugar, caiu para o 13.º. Antes integrante do top 20, a Argélia caiu da 19.ª para a 22.ª posição e beneficiou Suécia, Bélgica e Japão, que subiram respectivamente para 19.º, 20.º e 21.º lugar.

Outro país que festejou a melhor classificação de sua história no ranking da Fifa foi o Haiti, que chegou ao 38.º posto após ter garantido presença na próxima edição da Copa Ouro. Em dezembro, o país de tradição inexpressiva no futebol ocupava o 39.º lugar.

Confira o ranking atualizado da Fifa:
1) Espanha, 1.606 pontos
2) Alemanha, 1.437
3) Argentina, 1.290
4) Itália, 1.165
5) Colômbia, 1.164
6) Inglaterra, 1.151
7) Portugal, 1.144
8) Holanda, 1.124
9) Rússia, 1.070
10) Croácia, 1.064
11) Grécia, 1.033
12) Equador, 1.007
13) Suíça, 1.004
14) Costa do Marfim, 996
15) México, 994
16) Uruguai, 975
17) França, 949
18) Brasil, 946
19) Suécia, 870
20) Bélgica, 868
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

O novo desafio de Marina


Ex-senadora volta à cena política, corre contra o

tempo para fundar seu próprio partido, 

mas já enfrenta resistências

Alan Rodrigues
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DIVISÃO
Antes mesmo de nascer, legenda “sustentável” já apresenta rachas internos
A pouco mais de um ano das eleições presidenciais, os principais partidos e pré-candidatos à sucessão da presidenta Dilma Rousseff já começam a movimentar as peças no tabuleiro político. Nas próximas semanas, será a vez da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, entrar definitivamente no jogo eleitoral. Terceiro lugar na disputa de 2010 com quase 20% de votos, Marina estava reclusa desde o rompimento com o Partido Verde, há dois anos. Agora, pressionada pelo projeto político de concorrer ao Planalto em 2014 e pelo calendário eleitoral, que obriga os candidatos no próximo pleito a se filiarem a alguma agremiação partidária até um ano antes das eleições, Marina abraçou o pragmatismo e decidiu correr para fundar sua própria legenda. A ex-senadora marcará oficialmente sua volta à cena política no dia 7 de fevereiro, em Brasília, quando, ao lado dos militantes do Movimento Social Nova Política, fará a primeira reunião para decidir sobre os rumos da sigla a ser criada – o 31º partido brasileiro. “Não poderia me omitir diante do legado consistente que temos e que está propondo algo que, se não é um novo caminho, pelo menos é uma nova maneira de caminhar na política”, justifica Marina. “É preciso pensar a política para enfrentar a crise civilizatória que o mundo está vivendo”, filosofa ela.
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JUNTAS DE NOVO
Heloísa Helena deve se filiar ao novo partido de Marina Silva
Antes, porém, Marina precisará enfrentar um princípio de crise no próprio grupo destinado a discutir a nova legenda. É que entre eles há os que trabalham contra a criação do partido. São os internamente chamados de “sonháticos”. No que depender dessa corrente do Movimento Social Nova Política, o grupo deveria apenas debater e apresentar propostas alternativas para o País, sem enveredar pela fundação de mais uma sigla. Do outro lado da trincheira estão os pragmáticos, onde se encontra Marina e aliados. “Essa polêmica será resolvida em Brasília. E, com certeza, será aprovado o surgimento do partido”, avalia Ricardo Young, atualmente vereador do PPS na capital paulista. O único consenso até agora é o foco na sustentabilidade.
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Para pôr um ponto final nessa querela, os militantes realizarão reuniões a partir desta semana em todos os Estados em que possuem representação. Aprovada a criação do partido, o grupo irá para as ruas na tentativa de colher as 500 mil assinaturas necessárias para o registro da legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com apoio de políticos experimentados, o partido de Marina poderá reunir desertores de siglas como PV, PT, PSol, PDT, PSDB e PPS. “O Brasil precisa de um projeto que supere essa farsa da polarização entre PT e PSDB”, entende a ex-senadora Heloísa Helena, que pretende embarcar em breve na nova canoa “marineira” ao lado de outros integrantes do Psol. 
Fonte: Revista ISTOÉ Online
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dilma encerra visita a São Julião no Piauí vestida de vaqueira


A presidente recebeu do governador Wilson Martins um gibão de couro.
Dilma afirmou que o Piauí é a nova fronteira de desenvolvimento do Brasil.

Patrícia AndradeDo G1 PI

Dilma Rousseff encerra discurso em São Julião (PI) vestida de vaqueira (Foto: Ellyo Teixeira/G1 Piauí)Dilma Rousseff encerra discurso em São Julião (PI) vestida de vaqueira (Foto: Ellyo Teixeira/G1 Piauí)
Em visita ao Piauí nesta sexta-feira (18), a presidente Dilma Rousseff, acompanhada do governador Wilson Martins, fez uma vistoria nas obras da barragem e da adutora de Piaus, no município de São Julião, localizado a 382 quilômetros de Teresina. Dilma Roussef assinou no Piauí Medida Provisória que estende e amplia valor do Garantia Safra.
A presidente disse que o Piauí é a nova fronteira de desenvolvimento do Brasil e afirmou o compromisso em expandir os investimentos para a região do semiárido. “O estado terá recursos para investir em obras para melhorar rodovias e ferrovias para que haja o escoamento da produção. O governo federal está empenhado e sabe da importância que o Piauí tem para o país”, disse.

Foram assinadas as ordens de serviço para a construção da barragem de Milagres e adutoras no município de Santa Cruz dos Milagres, adutora de Padre Lira em Dom Inocêncio e São João do Piauí e ainda do Projeto de Irrigação Marrecas/Jenipapo.
Presidenta Dilma Rousseff visita obras do Sistema Adutor de Piaus na companhia do governador Wilson Martins, em São Julião (PI). (Foto: Ellyo Teixeira/G1 Piauí)Presidenta Dilma Rousseff visita obras do Sistema Adutor de Piaus na companhia do governador Wilson Martins, em São Julião (PI). (Foto: Ellyo Teixeira/G1 Piauí)


A adutora Padre Lira beneficiará 40 mil pessoas na região da cidade de Dom Inocêncio, captando água da Barragem Jenipapo. A obra está avaliada em R$ 19 milhões e é parte das ações do Programa de Aceleração do Crescimento – Estiagem (PAC).

Dilma Roussef assinou no Piauí Medida Provisória que estende e amplia valor do Garantia Safra. O benefício é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltada para os agricultores e as agricultoras que sofrem perda de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas.

No final da solenidade a presidente recebeu do governador Wilson Martins um gibão de couro, um dos maiores símbolos do estado e encerrou a visita vestida de vaqueira.
Fonte: G1/PI
Edição: Antonio Luis

Flamengo acerta com novo patrocinador principal


Clube estampará a marca da montadora Peugeot nos próximos três anos

Renato Santos e Vitor Junior durante partida entre Flamengo x Botafogo válida pela última rodada do Brasileirão 2012 (01/12/2012)
Renato Santos e Vitor Junior durante partida entre Flamengo x Botafogo válida pela última rodada do Brasileirão 2012 (01/12/2012) (Celso Pupo/Fotoarena)
O Flamengo passou a temporada 2012 sem um patrocinador principal na camisa. Nesta quinta-feira, o clube anunciou que fechou acordo com a Peugeot pelos próximos três anos. A negociação foi conduzida por Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de marketing do Flamengo. O contrato com a Peugeot, sem valores revelados, precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo.
O clube estava sem patrocinador principal desde dezembro de 2011, quando terminou o acordo de cinco meses com a P&G, que exibiu as marcas Duracell e Gillette.  Também nesta quinta-feira, a diretoria Flamengo revelou que pagou 8 milhões de reais em impostos atrasados. "O pagamento evita novas penhoras. O Flamengo voltará a ser respeitado", disse o vice-presidente de Finanças, Rodrigo Tostes.

(Com agência Gazeta Press)

Fonte: Revista Veja Online
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Oscar, o cachorro viajante, morre após conhecer 36 países


Cão rodou o mundo com sua dona para divulgar adoção de animais.
Ele sofreu acidente na sexta-feira, segundo a imprensa sul-africana.


Página do Facebook feita pela dona de Oscar mostra o cão em suas viagens (Foto: Reprodução/Facebook)Página do Facebook feita pela dona de Oscar
mostra o cão em suas viagens
(Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, um cachorro que ficou famoso por ter viajado o mundo com sua dona, morreu em um acidente na sexta-feira (11), segundo foi anunciado em sua página no Facebook.
Não foram divulgados detalhes sobre o acidente, mas, segundo a imprensa sul-africana, ele foi atropelado por um carro na Califórnia.
Adotado em 2004 na Cidade do Cabo, na África do Sul, o vira-lata e sua dona, a professora de golfe Joanne Lefson, fizeram uma viagem ao redor do mundo em 2009. O objetivo era promover a adoção de cães e arrecadar dinheiro para uma organização de proteção aos animais.
Durante a jornada, Oscar conviveu com leões selvagens no Quênia, conheceu o maior gato do mundo no Cairo, participou de uma pescaria de piranhas no Rio Amazonas, conheceu o personagem Pluto na Disneylândia e caminhou pela Muralha da China.
Em 2011, Joanne lançou um livro contando as aventuras da viagem. No mesmo ano, o cão visitou abrigos de animais nos EUA, na Europa e na Índia.
Segundo sua dona, Oscar viajou para 36 países nos cinco continentes e era o "cachorro mais viajado do mundo".
Joanne escreveu uma homenagem  para o companheiro: "Não acredito que você se foi, mas suas memórias vão continuar em mim para sempre, e seu coração vai continuar batendo através dos incontáveis cães que tiveram uma segunda chance como um resultado direto do seu bom exemplo e sua vida inspiradora", disse.
Ela afirma que fará um funeral para o cachorro na próxima semana, na Cidade do Cabo.
Veja abaixo fotos retiradas da página de Oscar no Facebook:
Oscar, o cachorro viajante, na África do Sul (Foto: Reprodução/Facebook)Oscar, o cachorro viajante, na África do Sul (Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, o cachorro viajante, em Paris (Foto: Facebook)Aqui, em frente à Torre Eiffel, em Paris (Foto: Reprodução/Facebook)
Oscar, o cachorro viajante, em Hollywood- 620 x 465 (Foto: Facebook)O cão em frente à placa de Hollywood, nos EUA (Foto: Reprodução/Facebook}
Fonte: G1Edição: Antonio Luis

1ª capitã brasileira de longo curso vai comandar navio de 183 metros


Transpetro recebe nesta quinta navio de produtos Rômulo Almeida.
Será a primeira embarcação com duas mulheres no comando.


Quando entrar em operação, nesta quarta-feira (17), o navio Rômulo Almeida terá "atrás do leme" a primeira brasileira a atingir o posto de capitã de longo curso – ou seja, habilitada a comandar qualquer tipo de navio.
“É uma realização profissional e, como comandante, um desafio", diz a capitã Hildelene Lobato Bahia. “Saí de um Fusca para uma Ferrari”, brinca ela. A "Ferrari" em questão é o Rômulo Almeida, e o Fusca, o "Carangola", navio que lhe deu o primeiro comando em 2009 e do qual guarda saudades e carinho.
Hildelene Lobato Bahia, comandante do navio Rômulo Almeida (Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)Hildelene Lobato Bahia, comandante do navio Rômulo Almeida (Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)
Com 183 metros de comprimento, o Rômulo Almeida é a quarta embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O "Gigante de Aço" foi construído no Estaleiro Mauá, em Niterói, na Região Metropolitana do Estado do Rio, com capacidade para 56 milhões de litros de combustíveis, e será usado para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina e diesel, informa a Transpetro. É também o primeiro do Brasil a ter duas mulheres no comando: além de Hildelene, terá Vanessa Cunha como imediata.
O comando do Rômulo Almeida foi o grande presente que Hildene recebeu de aniversário, comemorado na segunda-feira (14), quando completou 39 anos. "É um navio moderno, com tecnologia de primeira. (...) Foi um presentão de aniversário. É importante para um profissional partir do zero, conhecer o navio, formar a tripulação. Mas dá saudades do Carangola, meu primeiro comando. Fica um sentimento de mãe, ou de órfã”, diz ela.
Hildelene é pioneira: foi a primeira mulher no Brasil a chegar ao cargo de imediato e se tornou também a primeira comandante da Marinha Mercante Brasileira. Nascida em Icoaraci, distrito de Belém, no Pará, ela se formou em ciências contábeis pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e prestou concurso, quase que por acaso, para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. Fez a prova apenas para acompanhar o irmão, e para a sua surpresa foi aprovada e passou a integrar o primeiro quadro feminino do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar, em Belém. Já o irmão não passou.
Em 2003, foi aprovada no concurso público da Transpetro e passou a ser uma das primeiras mulheres a trabalhar na frota da companhia. Na primeira vez que embarcou, era a única mulher a bordo do navio Lorena e teve de driblar a estranheza dos tripulantes e o receio dos pais. Foram sete anos no Lorena, durante os quais chegou a imediata – segundo cargo na hierarquia de um navio – e a primeira capitã de cabotagem. O Lorena até ficou conhecido como “o navio da imediata”.
Vou sair de um Fusca e vou para uma Ferrari. Foi um presentão de aniversário."
Hildelene Bahia
Posto mais alto da Marinha Mercante
Em 2009, ao assumir o comando do navio Carangola, com capacidade para transportar 18 mil toneladas de derivados escuros de petróleo, Hildelene se tornou a primeira mulher a ocupar o posto mais alto da hierarquia da Marinha Mercante. Em 2012, foi nomeada capitã de longo curso, e é a única mulher no Brasil apta a navegar pelos mares do mundo inteiro.
“O mercado de trabalho para os marítimos está aquecido e a carreira na Marinha Mercante nunca foi tão promissora. Nesta profissão, é possível ter estabilidade financeira e perspectiva de crescimento acelerado. Por exemplo, cheguei ao posto de comandante em apenas dez anos. O mercado está aberto para todos, independentemente de sexo”, diz.
Navegando mares afora, em 2002 ela conheceu a bordo o marítimo Paulo Roberto, com quem se  casou há três anos. Por quatro anos trabalharam embarcados juntos. Depois, cada um seguiu seu rumo. A administração da casa onde moram na Tijuca, na Zona Norte do Rio, conta com a ajuda da sogra, para ela, uma mãe, que na ausência do casal em suas longas viagens toma conta de tudo, principalmente do cachorro Zezinho, misto de poodle e vira-lata que Hildelene adotou numa feira.
Vanessa Cunha dos Santos Silva, imediata do Rômulo Almeida (Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)Vanessa Cunha dos Santos Silva, imediata do
Rômulo Almeida
(Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)
Vencida a estranheza inicial da tripulação, que achava que mulheres embarcadas não aguentariam muito tempo longe de casa, Hildelene hoje comanda um supernavio, dando um toque feminino e pessoal ("pode ser um quadro, um porta-retrato, para ficar mais com a cara da gente"), e leva a vida ao lado do marido com quem, sempre que pode, foge da rotina numa viagem tranquila.
"Mas nunca num cruzeiro", brinca ela, que não teme os mares revoltosos do Estreito de Magalhães, mas tem medo de voar e de dirigir.
A aventura de cruzar todos os mares do mundo parece pequena para o próximo desafio que a comandante pretende assumir: ser mãe, e em breve. "Mas não vou abandonar a carreira", afirma.
A imediata Vanessa
Desde menina, Vanessa Cunha dos Santos Silva queria trabalhar na Petrobras. Hoje, aos 30 anos, casada, é a imediata do navio que entra em operação nesta quinta.
Aos 18 anos, formada como técnica em química, foi aprovada nos concursos da Petrobras, Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) e Uerj. Os salários atrativos da Marinha Mercante e a bolsa que recebeu foram decisivos na decisão.
Vanessa, que até então nunca tinha pensado seriamente em ser marítima, apaixonou-se pela carreira e ingressou na Transpetro em 2005, quando mulheres a bordo eram raridade. 
“Tenho muito orgulho de ser uma das poucas mulheres a ocupar um cargo de chefia na Marinha Mercante. Acredito que cada vez mais as mulheres vão optar por seguir este caminho promissor”, afirma ela, que, como Hildelene, conheceu o marido na frota, na época prestador de serviços da Transpetro.
Rômulo Almeida é o quarto navio do Promef
Com o Rômulo Almeida, o Promef soma quatro navios em pouco mais de um ano. Os primeiros foram os navios de produtos Celso Furtado e Sérgio Buarque de Holanda, entregues à Transpetro pelo Estaleiro Mauá, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e o petroleiro suezmax João Cândido, pelo EAS, de Pernambuco. 
Os números do navio impressionam: somente na estrutura foram usadas mais de 9.100 toneladas de aço, quase o mesmo que o peso da Torre Eiffel, em Paris (10 mil toneladas). Foram 450 peças e tubos pesando 380 toneladas, o equivalente ao peso de 10 vagões de trens. Os 95 mil metros de cabos elétricos superam a distância entre as cidades do Rio de Janeiro e Teresópolis. Ele é mais largo que a Ponte Rio-Niterói (26 metros) e mais alto que o Cristo Redentor (30 metros).
Segundo a Transpetro, a construção do navio mobilizou 2.200 pessoas, transformando o estaleiro numa minicidade. Somente dentro do navio, trabalharam mil profissionais entre soldadores, metalúrgicos, montadores e engenheiros. O Rômulo Almeida tem 72% de conteúdo local.
O navio de produtos Rômulo Almeida na prova de mar (Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)O navio de produtos Rômulo Almeida na prova de mar (Foto: Divulgação/Renata Mello/Transpetro)
Com investimento de R$ 10,8 bilhões na encomenda de 49 embarcações, o Promef vem renovando a indústria naval brasileira, permitindo a abertura de novos estaleiros e a modernização dos estaleiros existentes. Segundo a Transpetro, o Brasil tem a quarta maior carteira de encomendas de navios do mundo. A indústria naval brasileira, que no início do século 21 tinha menos de dois mil trabalhadores, emprega hoje mais de 60 mil pessoas.
As encomendas do programa permitiram a criação de três novos estaleiros no país: EAS, já em operação, e STX Promar, em implantação, ambos em Pernambuco; e Estaleiro Rio Tietê (em implantação), em São Paulo, que construirá comboios hidroviários para o transporte de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná.
Para a Transpetro, com investimentos de R$ 432 milhões, o Promef Hidrovia é um marco na logística de etanol no país. Serão construídos 20 comboios, cada um formado por um empurrador e quatro barcaças e com capacidade para o transporte de 7,6 milhões de litros de etanol. Quando estiver em operação plena, o sistema poderá transportar até 4 bilhões de litros por ano, substituindo 80 mil viagens de caminhão.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis