quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Prefeita belga é flagrada fazendo sexo no alto de torre


Caso envolveu a prefeita de Aalst, Ilse Uyttersprot.
Cena foi flagrada por um grupo de jovens sem querer.

Do G1, em São Paulo
Um vídeo publicado na internet que mostra a prefeita da cidade de Aalst, Ilse Uyttersprot, fazendo sexo com o namorado no alto de uma torre provocou polêmica na Bélgica, segundo reportagem do jornal "La Meuse".
Prefeita belga é flagrada fazendo sexo no alto de torre. (Foto: Reprodução)Prefeita belga é flagrada fazendo sexo no alto de torre. (Foto: Reprodução)
Procurada pela imprensa belga, Ilse Uyttersprot destacou que não imaginava que havia alguém por perto. Ela acrescentou ainda que se trata de um episódio privado e que teria ocorrido há quatro anos.
Segundo Ilse, o caso também não irá atrapalhar seu trabalho como prefeita.
A cena foi flagrada por um grupo de jovens sem querer, quando eles faziam filmagens da cidade.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

Mulher perde gêmeos após falta de atendimento em Santa Casa no Pará


Presidente da instituição foi afastada pelo período que durar sindicância.
Bombeiros informaram que médica plantonista recebeu voz de prisão.

Do G1, em São Paulo
Uma mulher de 27 anos, grávida de aproximadamente 30 semanas, perdeu os dois filhos gêmeos, nesta terça-feira (23), após falta de atendimento no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Segundo informações da Polícia Civil, ela e o marido teriam sido impedidos de entrar no estabelecimento por um funcionário que estava na portaria, sem que tivesse comunicado os médicos de plantão. A alegação seria a falta de leitos na maternidade da Santa Casa.
A gestante permanece internada na Santa Casa, com quadro estável e sem previsão de alta.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada pelo marido da gestante, que a encaminhou para o Hospital das Clínicas, que também não teria condições de prestar atendimento à paciente. Ela, então, foi levada novamente pelos bombeiros para a Santa Casa, onde teria sido impedida de entrar novamente.
Neste segundo momento, a médica que estava de plantão, teria se negado a prestar atendimento à gestante. Por essa razão, um dos bombeiros e um policial militar chegaram a dar voz de prisão à médica por negligência.
A prisão dela não foi confirmada pela Polícia Civil, que informou que a profissional de saúde foi detida para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e liberada em seguida. Segundo a Santa Casa, a médica que fez o atendimento no setor de triagem se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de testemunhas e dos procuradores da Santa Casa, para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Enquanto esperava por atendimento, de acordo com os bombeiros, a gestante teve um sangramento e uma das crianças nasceu na ambulância da corporação, mas sem vida. A segunda criança nasceu, também sem vida, na Santa Casa.
A Polícia Civil ouviu o depoimento, na noite desta terça-feira, dos bombeiros que prestaram os primeiros socorros à gestante. A delegada responsável pelo caso, Maria do Socorro Picanço,  apura os possíveis crimes de omissão de socorro e homicídio culposo, sem intenção de matar.
Demissão
Após tomar conhecimento da morte de dois bebês, o governador do estado, Simão Jatene, decidiu afastar a presidente da instituição, Maria do Carmo Mendes Lobato e a gerente de tocoginecologia, Florentina Balby, até que seja feita a total apuração do caso.
No início da tarde desta terça-feira, Maria do Carmo Lobato, disse, em entrevista coletiva à imprensa, que acompanharia toda a investigação da Polícia Civil, para depois tomar as medidas necessárias. "Como medida de transparência e no maior interesse de esclarecer o episódio, estamos abrindo uma sindicância."
O secretário de Saúde Pública do Pará, Helio Franco, disse, em nota, que superlotação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal não poderia ser motivo para que a paciente deixasse de ser atendida. "Ela deveria, pelo menos, ter sido encaminhada para um leito, até que se procedesse a transferência para um hospital regulado pelo Sistema ùnico de Saúde (SUS), principalmente levando-se em consideração o fato de ser uma gravidez de risco."
Gravidez de risco e superlotação
Ainda de de acordo com nota da Santa Casa, a mãe tem diagnóstico de doença crônica e a gravidez era de risco. A Fundação Santa Casa acionou o Instituto Médico Legal Renato Chaves (IML) para fazer a autópsia dos bebês.
Antes de ser afastada do cargo, Maria do Carmo Lobato disse que a superlotação enfrentada pela maternidade da Santa Casa tem origem em vários problemas, como falta de área de pré-natal adequada, gestação de risco e falta de assistência aos recém-nascidos prematuros e com afecções congênitas, além da regulação de leitos nos municípios.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Pará informou que vai abrir sindicância para apurar o ocorrido.
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Anac aponta uso irregular de helicópteros


Relatório da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que dois helicópteros custeados pelo Estado do Maranhão, governado por Roseana Sarney (PMDB), para transportar pessoas doentes foram usados de forma "inadequada" na locomoção de "autoridades", informa reportagem de Felipe Seligman e João Carlos Magalhães, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ontem, a Folha revelou que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, utilizou ao menos duas vezes outro helicóptero do Estado para passear durante finais de semana na ilha de sua família, próxima a São Luís (MA).
Sarney usa helicóptero do Maranhão em viagem particula
'Não prejudicou ninguém', diz Sarney sobre uso de helicóptero
Empresário nega conflito de interesses em viagem de helicóptero
OAB pede que Sarney devolva dinheiro gasto em viagens
Vídeo que circula na internet mostra Roseana viajando em aeronave com o mesmo prefixo citado pelo relatório, no Maranhão, durante a campanha que a reelegeu.
Sobre este caso, o governo do Maranhão disse que a reportagem deveria procurar o PMDB. No diretório regional da sigla, ninguém atendeu na tarde de ontem.


Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

sábado, 20 de agosto de 2011

Centenas se mobilizam na "Marcha das Vadias" em Buenos Aires


Centenas de pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira em Buenos Aires na "Marcha das Vadias".
Veja galeria de fotos da manifestação
O lema da manifestação, inspirada em uma iniciativa canadense, contra a violência de gênero era "Não significa Não".
"Temos temas que precisamos dar visibilidade como a violência que a mulher vive em seu cotidiano, um problema que devemos resolver como sociedade, e a palavra vadia deve deixar de ser usada para justificar qualquer ofensa contra a mulher", afirmou Pamela Querejeta Leiva, uma das organizadoras.
Juan Mabromata/France Presse
Mulher mostra os seios na "Marcha das Vadias" em Buenos Aires
Mulher mostra os seios na "Marcha das Vadias" em Buenos Aires
A marcha começou no Obelisco e seguiu até o Congresso Nacional, enquanto aconteciam outras manifestações similares em Rosario (300 km ao norte de Buenos Aires) e Mar del Plata (400 km ao sul de Buenos Aires).
A "Marcha das Vadias" ou "Slut Walk" começou no Canadá, em abril, em resposta a um policial de Toronto que disse a universitárias que se não quisessem ser violentadas, elas deveriam deixar de se vestir como vadias. A marcha se disseminou para outros países, incluindo o Brasil.

Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Caixa usará cadastro biométrico para pagar INSS e liberar FGTS


A Caixa Econômica Federal vai receber do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os dados do cadastro biométrico de eleitores.
A ideia é usar as informações para garantir a segurança e evitar fraudes no pagamento de benefícios previdenciários, do Programa Bolsa Família e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
A tecnologia do cadastro biométrico permite identificar o cidadão pela impressão digital.
Segundo o vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Joaquim Lima de Oliveira, no futuro será possível sacar benefícios sem usar senha e cartão, apenas por meio da digital do cidadão. De acordo com ele, atualmente muitos beneficiários perdem a senha ou recorrem a outras pessoas para sacar o benefício no banco.
Na cerimônia da assinatura do convênio com o TSE, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, destacou que o cadastro biométrico ajudará a evitar fraudes. "Com essa parceria, vamos agilizar o nosso processo, garantir um controle maior do pagamento desses benefícios", disse.
A Caixa é responsável pelo pagamento de 12 milhões de benefícios do Bolsa Família.
A Caixa tem projetos-piloto de uso do cadastro biométrico nas cidades de Luziânia e Formosa, em Goiás, e em Fortaleza. Nessas localidades, a liberação do pagamento do Bolsa Família depende da digital dos beneficiários. No próximo mês, será a vez de Jundiaí, em São Paulo, participar do projeto piloto.
Em contrapartida ao recebimento dos dados do TSE, a Caixa vai fornecer 500 equipamentos aos tribunais regionais eleitorais para que seja feito o cadastramento biométrico dos cidadãos.
Cadastro
O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, lembrou que nas eleições de 2010 foi feito o cadastramento biométrico de cerca de 1 milhão de eleitores. Para as eleições municipais de 2012, a expectativa é mais 10 milhões de eleitores cadastrados. Em 2018, Lewandowski prevê que existirão cerca de 150 milhões de eleitores e todos terão o cadastro biométrico.
Os dados de eleitores cadastrados pelos TREs serão repassados à Caixa. Segundo Lewandowski, será priorizado o cadastramento de quem recebe benefícios pagos pelo banco.
"O recadastramento impedirá fraudes, equívocos na identificação de eleitores e auxiliará no processo das eleições", ressaltou o presidente do TSE.
O recadastramento feito pelos tribunais também será o primeiro passo para o Registro de Identidade Civil --documento único que substituirá a carteira de identidade, o CPF e o título de eleitor, entre outros-- a ser emitido, em futuro próximo, pelo Ministério da Justiça.

Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hemoterapia: benefícios ou riscos?



Por Lorena Pacheco 


A técnica é simples, barata e promete milagres no tratamento e cura das mais diversas doenças, dentre elas o câncer e a AIDS. A auto-hemoterapia, que basicamente consiste na retirada de sangue da veia e aplicação no músculo de uma mesma pessoa, está sendo cada vez mais praticada. No entanto, toda a comunidade médica abomina o método e proíbe sua utilização a qualquer profissional de saúde. Como algo aparentemente tão simples e benéfico pode ser coibido? 

Toda semana Maria Aparecida* tira sangue da veia e reaplica na nádega. Uma dose pequena, cinco mililitros. Há cerca de três anos ela ficou sabendo da prática pelo irmão que tinha leucemia, ele começou a fazer tratamento com a auto-hemoterapia e hoje se diz curado. Convencida, Maria resolveu por conta própria experimentar, “sofria muito de labirintite e ainda tinha um cisto no ovário, com as injeções de sangue não sei se estou curada, mas meu cisto sumiu e não escuto mais zumbido no ouvido”. 

Hoje, ela não só recomenda a auto-hemoterapia, como também aplica periodicamente em outras pessoas. Parentes, amigos da igreja e do trabalho confiam a vida à Maria. Como a professora Joana Santos*, que há um ano leva toda família para levar as picadas. “Fazemos isso mais para prevenir doenças, como meu marido e meu filho primogênito, eu mesma não fico mais gripada, minha anemia passou e me sinto fisicamente mais bem disposta. Meu filho caçula também sofre de bronquite e alergias e vi grandes melhoras”, defende. 

Divulgação e técnica 

A auto-hemoterapia nasceu na França e data do início do século passado. Nos anos 30, pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil estudaram a eficácia do método caseiro, mas nada foi comprovado. Em 2007, um vídeo feito pelo clínico geral Luiz Moura, do Rio de Janeiro, começou a circular em todo Brasil. Nada de muito elaborado, o que se vê é apenas o médico em frente à câmera, falando de maneira direta e descomplicada, com o objetivo de convencer o público sobre a facilidade e benefícios da técnica. 

Segundo ele, a aplicação tem o intuito de estimular a produção de anticorpos, células que entram em ação para defender nosso organismo quando este contrai antígenos - bactérias, fungos e vírus estranhos ao corpo. O sangue injetado seria, portanto, essa substância estranha que aumentaria o número de anticorpos e assim a proteção do sistema imunológico. E como o sangue é da própria pessoa, não tem como haver rejeição, já que as substâncias que definem o tipo sanguíneo e o fator RH do indivíduo são as mesmas. 

Em casos gerais, são extraídos cinco mililitros de sangue da veia do braço e logo injetados no bumbum. Em casos de doenças mais graves, o recomendado seria a injeção de dez mililitros, com aplicação da metade desse conteúdo em cada nádega. Segundo Moura, o processo deve ser feito uma vez por semana, isso porque o sangue ficaria durante cinco dias no músculo produzindo anticorpos, mais especificamente os macrófagos - tipo de anticorpo que por meio da fagocitose elimina células infecciosas. A promessa é que durante esse período a taxa de macrófagos aumentaria de 5% para 22%. Os outros dois dias seriam necessários para que o sangue saia todo do músculo e este descanse para uma nova aplicação. 

Segundo Moura, ele próprio testemunhou casos de cura de doenças gravíssimas, como câncer e AIDS, tratados só com a retirada e aplicação de sangue. Além de ser um método de custo baixíssimo, basta apenas uma seringa (que se compra em qualquer farmácia por R$ 1) e uma pessoa que saiba pegar veia e dar injeção no músculo. “É uma coisa que poderia ser divulga e usada em regiões sem recurso onde as pessoas não têm condições de pagar estimulantes imunológicos caríssimos, como um remédio à base de reisado de timus de vitela que causa o mesmo efeito que a auto-hemoterapia”, defende o médico. 

Riscos 

Até aqui a auto-hemoterapia pareceu ser um grande achado, tal técnica certamente revolucionaria a medicina atual com o tratamento e cura de diversas doenças ao mesmo tempo, algo quase milagroso. Entretanto, nenhum profissional da saúde no Brasil está autorizado a praticá-la porque não existem pesquisas científicas que comprovem de fato seus benefícios. E o pior é que muitos doentes estão abandonando os tratamentos convencionais em prol de algo incerto. 

Segundo a Resolução 1.499/98, do Conselho Federal de Medicina (CFM), médicos e enfermeiros estão proibidos de utilizar experimentalmente qualquer tratamento sem comprovação científica e sem a autorização de um conselho de ética. Quem o fizer estará sujeito à advertência, censura, suspensão do exercício profissional ou cassação do registro profissional. Já para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os estabelecimentos que realizarem a auto-hemoterapia estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei de Infração Sanitária (nº 6.437/77), e podem ter que pagar multas que vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. Quanto às pessoas comuns que aplicam a seringa de sangue em terceiros, responderão na Justiça por uso ilegal da medicina. 

Mesmo assim, cada vez mais o método é utilizado de maneira caseira, afinal que mal faria experimentar um tratamento alternativo que, se não fizer bem, como muito prometido, pelo menos não fará mal, certo? Errado. Segundo Jorge Vaz, hematologista do Centro de Oncologia e Hematologia de Brasília (Cettro), o sangue é feito para circular nas veias e não no músculo.  “O tecido muscular pode se romper favorecendo a formação de abscessos [inflamação com pus originada pela necrose do tecido], sem falar que uma vez fora da veia, a agulha pode ser infectada por microorganismos do ar e contaminar o indivíduo”, alerta. 

Já o hemoterapeuta José Comenalli Marques Jr, da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), é enfático: “a auto-hemoterapia não produz anticorpos”. O especialista ainda informa que a técnica pode estimular o desenvolvimento de doenças auto-imunes, como a anemia hemolítica auto-imune por anticorpos a frio. Algumas pessoas não sabem, mas podem ter um tipo de “anticorpo ruim” que é ativado a temperaturas mais baixas, reagindo contra o próprio corpo. “Se após a retirada da veia, a pessoa esperar um pouco, e aplicar o sangue no músculo com a temperatura menor que 37º (temperatura normal do corpo), um auto anticorpo chamado IgM (imunoglobulina M) frio, reagirá destruindo glóbulos e causando tremedeiras e febre. É um fenômeno raro, mas pode acontecer com qualquer um”. 

Como então explicar as possíveis melhoras de doenças testemunhadas por diversas pessoas adeptas à auto-hemoterapia? A resposta mais aceita entre a comunidade médica é o efeito placebo: quando a pessoa apenas imagina estar melhorando porque adquire uma “medicação” que na verdade não possui atuação efetiva. Para Marques, “praticar a auto-hemoterapia seria como ir a uma sessão religiosa e sair de lá curado de alguma doença, tudo com a força do pensamento, da fé”. Mas as pessoas também devem considerar os fatores paralelos à melhora, “muitos mudam de dieta alimentar quando estão doentes, o que acaba influenciando o quadro clínico. A melhora também pode ser do próprio curso da doença”. 


A técnica é simples, barata e promete milagres no tratamento e cura das mais diversas doenças, dentre elas o câncer e a AIDS. A auto-hemoterapia, que basicamente consiste na retirada de sangue da veia e aplicação no músculo de uma mesma pessoa, está sendo cada vez mais praticada. No entanto, toda a comunidade médica abomina o método e proíbe sua utilização a qualquer profissional de saúde. Como algo aparentemente tão simples e benéfico pode ser coibido? 

Toda semana Maria Aparecida* tira sangue da veia e reaplica na nádega. Uma dose pequena, cinco mililitros. Há cerca de três anos ela ficou sabendo da prática pelo irmão que tinha leucemia, ele começou a fazer tratamento com a auto-hemoterapia e hoje se diz curado. Convencida, Maria resolveu por conta própria experimentar, “sofria muito de labirintite e ainda tinha um cisto no ovário, com as injeções de sangue não sei se estou curada, mas meu cisto sumiu e não escuto mais zumbido no ouvido”. 

Hoje, ela não só recomenda a auto-hemoterapia, como também aplica periodicamente em outras pessoas. Parentes, amigos da igreja e do trabalho confiam a vida à Maria. Como a professora Joana Santos*, que há um ano leva toda família para levar as picadas. “Fazemos isso mais para prevenir doenças, como meu marido e meu filho primogênito, eu mesma não fico mais gripada, minha anemia passou e me sinto fisicamente mais bem disposta. Meu filho caçula também sofre de bronquite e alergias e vi grandes melhoras”, defende. 

Divulgação e técnica 

A auto-hemoterapia nasceu na França e data do início do século passado. Nos anos 30, pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil estudaram a eficácia do método caseiro, mas nada foi comprovado. Em 2007, um vídeo feito pelo clínico geral Luiz Moura, do Rio de Janeiro, começou a circular em todo Brasil. Nada de muito elaborado, o que se vê é apenas o médico em frente à câmera, falando de maneira direta e descomplicada, com o objetivo de convencer o público sobre a facilidade e benefícios da técnica. 

Segundo ele, a aplicação tem o intuito de estimular a produção de anticorpos, células que entram em ação para defender nosso organismo quando este contrai antígenos - bactérias, fungos e vírus estranhos ao corpo. O sangue injetado seria, portanto, essa substância estranha que aumentaria o número de anticorpos e assim a proteção do sistema imunológico. E como o sangue é da própria pessoa, não tem como haver rejeição, já que as substâncias que definem o tipo sanguíneo e o fator RH do indivíduo são as mesmas. 

Em casos gerais, são extraídos cinco mililitros de sangue da veia do braço e logo injetados no bumbum. Em casos de doenças mais graves, o recomendado seria a injeção de dez mililitros, com aplicação da metade desse conteúdo em cada nádega. Segundo Moura, o processo deve ser feito uma vez por semana, isso porque o sangue ficaria durante cinco dias no músculo produzindo anticorpos, mais especificamente os macrófagos - tipo de anticorpo que por meio da fagocitose elimina células infecciosas. A promessa é que durante esse período a taxa de macrófagos aumentaria de 5% para 22%. Os outros dois dias seriam necessários para que o sangue saia todo do músculo e este descanse para uma nova aplicação. 

Segundo Moura, ele próprio testemunhou casos de cura de doenças gravíssimas, como câncer e AIDS, tratados só com a retirada e aplicação de sangue. Além de ser um método de custo baixíssimo, basta apenas uma seringa (que se compra em qualquer farmácia por R$ 1) e uma pessoa que saiba pegar veia e dar injeção no músculo. “É uma coisa que poderia ser divulga e usada em regiões sem recurso onde as pessoas não têm condições de pagar estimulantes imunológicos caríssimos, como um remédio à base de reisado de timus de vitela que causa o mesmo efeito que a auto-hemoterapia”, defende o médico. 

Riscos 

Até aqui a auto-hemoterapia pareceu ser um grande achado, tal técnica certamente revolucionaria a medicina atual com o tratamento e cura de diversas doenças ao mesmo tempo, algo quase milagroso. Entretanto, nenhum profissional da saúde no Brasil está autorizado a praticá-la porque não existem pesquisas científicas que comprovem de fato seus benefícios. E o pior é que muitos doentes estão abandonando os tratamentos convencionais em prol de algo incerto. 

Segundo a Resolução 1.499/98, do Conselho Federal de Medicina (CFM), médicos e enfermeiros estão proibidos de utilizar experimentalmente qualquer tratamento sem comprovação científica e sem a autorização de um conselho de ética. Quem o fizer estará sujeito à advertência, censura, suspensão do exercício profissional ou cassação do registro profissional. Já para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os estabelecimentos que realizarem a auto-hemoterapia estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei de Infração Sanitária (nº 6.437/77), e podem ter que pagar multas que vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. Quanto às pessoas comuns que aplicam a seringa de sangue em terceiros, responderão na Justiça por uso ilegal da medicina. 

Mesmo assim, cada vez mais o método é utilizado de maneira caseira, afinal que mal faria experimentar um tratamento alternativo que, se não fizer bem, como muito prometido, pelo menos não fará mal, certo? Errado. Segundo Jorge Vaz, hematologista do Centro de Oncologia e Hematologia de Brasília (Cettro), o sangue é feito para circular nas veias e não no músculo.  “O tecido muscular pode se romper favorecendo a formação de abscessos [inflamação com pus originada pela necrose do tecido], sem falar que uma vez fora da veia, a agulha pode ser infectada por microorganismos do ar e contaminar o indivíduo”, alerta. 

Já o hemoterapeuta José Comenalli Marques Jr, da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), é enfático: “a auto-hemoterapia não produz anticorpos”. O especialista ainda informa que a técnica pode estimular o desenvolvimento de doenças auto-imunes, como a anemia hemolítica auto-imune por anticorpos a frio. Algumas pessoas não sabem, mas podem ter um tipo de “anticorpo ruim” que é ativado a temperaturas mais baixas, reagindo contra o próprio corpo. “Se após a retirada da veia, a pessoa esperar um pouco, e aplicar o sangue no músculo com a temperatura menor que 37º (temperatura normal do corpo), um auto anticorpo chamado IgM (imunoglobulina M) frio, reagirá destruindo glóbulos e causando tremedeiras e febre. É um fenômeno raro, mas pode acontecer com qualquer um”. 

Como então explicar as possíveis melhoras de doenças testemunhadas por diversas pessoas adeptas à auto-hemoterapia? A resposta mais aceita entre a comunidade médica é o efeito placebo: quando a pessoa apenas imagina estar melhorando porque adquire uma “medicação” que na verdade não possui atuação efetiva. Para Marques, “praticar a auto-hemoterapia seria como ir a uma sessão religiosa e sair de lá curado de alguma doença, tudo com a força do pensamento, da fé”. Mas as pessoas também devem considerar os fatores paralelos à melhora, “muitos mudam de dieta alimentar quando estão doentes, o que acaba influenciando o quadro clínico. A melhora também pode ser do próprio curso da doença”. 



Fonte: Correio Braziliense
Edição: Antonio Luis

Dona da Magazine Luiza é chamada para ser ministra


A empresária Luiza Helena Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, confirmou que foi convidada pela presidente Dilma Rousseff para assumir um posto no governo, mas negou que já tenha aceitado a missão.
Trajano deve ocupar a futura Secretaria da Micro e Pequena Empresa. A criação da pasta, que terá status de ministério, tem de ser aprovada pelo Congresso.
Folha revelou em 19 de julho a intenção de Dilma de chamar a empresária.
Mastrangelo Reino-9.ago.2011/Folhapress
Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, confirmou que foi convidada por Dilma para assumir ministério
Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, confirmou que foi convidada por Dilma para assumir ministério
Diante da sondagem feita à época, Trajano pediu um tempo para se desvencilhar de suas funções na companhia, enquanto Dilma ficou de acelerar a tramitação do projeto que cria o 39º ministério de seu governo.
A proposta recebeu, recentemente, o carimbo de urgência na tramitação, trancando a pauta de votações se não for apreciada em 45 dias.
Além de tocar as ações do setor de micro e pequena empresa, Trajano, se aceitar o convite, cuidará de políticas públicas na área da economia solidária. Esse desenho desagrada petistas.
O partido alega conflito entre planejar ações para essas duas áreas. Para o PT, o primeiro visa ao lucro e o segundo atua de modo associativo, cujo princípio é a divisão dos ganhos entre todos.
Identificada com o perfil gerencial de Dilma, a empresária avalia se este é o melhor momento para se afastar da rede varejista, que abriu o capital na Bolsa em maio.
Fora do dia-a-dia da rede de lojas, Trajano preside o conselho de administração e cuida mais de assuntos estratégicos da varejista.
Empresária engajada, Trajano sempre participou de entidades patronais do varejo nacional. Já foi presidente do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) e faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
A proprietária da Magazine Luiza é próxima de Dilma. É recebida pela presidente sempre que solicita, enquanto muitos donos de empresas, até mesmo de multinacionais, esperam há meses por um encontro.

Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Brasil tem R$ 300 milhões em moedas perdidas


Cerca de R$ 300 milhões em moedas da primeira família do real estão fora de circulação --dinheiro perdido ou esquecido em casa.
Fabricadas entre 1994 e 1998, representam 15% do valor e quase um terço da quantidade existente no país, segundo o Banco Central.
Todas continuam valendo, exceto as antigas moedas de R$ 1, que saíram de circulação em 2003 e hoje só podem ser trocadas no BC ou em uma das 27 agências autorizadas do Banco do Brasil.
Somente em moedas antigas de R$ 1 há 35,5 milhões que nunca voltaram para o BC, número que segue praticamente estável desde 2006.
As perdas são maiores quando com dinheiro de menor valor. Antigas moedas de R$ 0,01, por exemplo, representam 60% da quantidade no mercado dessa denominação (R$ 20 milhões), mas dificilmente são encontradas.
Para suprir a ausência de moedas que "desaparecem" ou ficam estocadas em casa, o BC gasta R$ 320 milhões por ano. A instituição possui hoje um estoque para atender seis meses de demanda.
Editoria de Arte / Folhapress
TROCO
O chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney Figueiredo Filho, diz que os bancos também têm o suficiente para resolver problemas de falta de troco.
"Basta que o comércio procure os seus bancos, que estão com muito estoque."
O Banco do Brasil, responsável pela distribuição, por exemplo, oferece serviço de troco em todas as capitais brasileiras. Todos os bancos, no entanto, têm obrigação de atender aos pedidos do comércio por moedas.
O BC também faz distribuições com antecedência quando há sinal de que pode faltar dinheiro. Isso acontece, principalmente, quando há reajuste das tarifas de transporte público e é preciso intensificar a distribuição de moedas de R$ 0,10 e R$ 0,25.
Se todas as moedas distribuídas estivessem efetivamente em circulação, haveria cerca de R$ 22 para cada brasileiro.

Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

Nem todos os obesos precisam emagrecer, conclui estudo canadense


Pesquisadora diz que pessoas gordas podem viver tanto quanto magras. 
Universidade de York analisou 6 mil americanos obesos por 16 anos.

Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo
Indivíduos obesos podem viver tanto quanto os magros e ser menos propensos de morrer de doenças cardiovasculares, conclui um estudo da Universidade de York, em Toronto, Canadá.
A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Applied Physiology, Nutrition and Metabolism, analisou 6 mil americanos obesos durante 16 anos, comparando o risco de mortalidade deles com o de pessoas dentro do peso.
Segundo a autora Jennifer Kuk, professora assistente da Faculdade de Cinesiologia (área que estuda o movimento) e Ciências da Saúde de York, a descoberta desafia a ideia de que todos os obesos precisam emagrecer.
Na visão da pesquisadora e equipe, tentar perder peso – e falhar – pode ser ainda mais prejudicial do que ficar em um patamar elevado e manter um estilo de vida saudável, com exercícios físicos e dieta balanceada, que inclua frutas e verduras.
O levantamento revelou também que pessoas obesas que não tinham (ou tinham leves) prejuízos físicos, psicológicos e fisiológicos apresentavam um maior peso corporal ao chegar à idade adulta, eram mais felizes com isso e tentaram emagrecer com menor frequência durante a vida. Além disso, eram mais propensas a ser fisicamente ativas e manter uma alimentação equilibrada.
Nova classificação
Para identificar quem deve perder peso, o trabalho usou uma ferramenta recém-desenvolvida na Universidade de Alberta, também no Canadá, chamada de Sistema de Classificação de Obesidade de Edmonton. O método teria se mostrado mais preciso que o tradicional índice de massa corporal (IMC).
A técnica é inspirada em testes que classificam a extensão e a gravidade de outras doenças, como câncer, transtornos mentais e problemas cardíacos. Ela apresenta cinco estágios de obesidade, com base nas duas medições mais usadas: o IMC e a relação cintura-quadril.
O novo sistema considera, ainda, medidas clínicas que refletem as condições médicas do paciente, muitas vezes causadas ou agravadas pela obesidade (como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos).
Repercussão
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, afirma que "a pesquisa comprova o que já se sabia, ao mostrar que a simples perda de peso não aumenta a sobrevida em pacientes cardiovasculares".
Segundo ele, além de implicações cardíacas, o excesso de gordura pode provocar problemas articulares e de refluxo, por exemplo. "O percentual de obesos saudáveis é de 3% a 4% dessa população", aponta.
A endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que nem todo paciente obeso carrega consigo doenças futuras, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, infarto, derrame e trombose.
Na opinião da médica, também não se deve “neurotizar” o emagrecimento, que depende do resultado de exames, do histórico familiar e do IMC do paciente. "Se o indivíduo for obeso mórbido, com IMC acima de 40, pode ter comprometimentos ortopédicos e de movimentos. Tarefas simples como subir escadas, amarrar o sapato e se abaixar se tornam difíceis", diz.
Mas, caso os testes laboratoriais estejam normais, a comida seja variada, com poucas calorias, e a pessoa não beba nem fume, o excesso de peso pode não ser uma preocupação tão grande quanto a de obesos com histórico familiar e outros fatores de risco, ressalta Claudia.
Ela concorda com a parte da pesquisa que sustenta que o efeito sanfona é mais prejudicial do que se manter acima do peso. “É melhor você ficar gordinho e quieto, se os exames estiverem bons, do que nesse ioiô, que muda a composição corporal”, afirma. Isso porque, ao emagrecer, a pessoa perde músculos e gordura e, ao engordar novamente, acrescenta apenas gordura ao organismo. “E aí fica cada vez mais difícil perder esse acúmulo”, explica.
De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas e ex-presidente da Abeso, se o indivíduo não tiver problemas metabólicos, cardiovasculares e outros comprometimentos, como apneia do sono, pode ser saudável mesmo acima do peso. Mas é importante sempre passar por uma avaliação médica.
Edição: Antonio Luis