terça-feira, 29 de maio de 2012

AS MUSAS DOS ESCÂNDALOS


Mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça provoca 

furor na CPI e confirma a tradição do surgimento de beldades

em meio aos grandes casos de corrupção no País


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 A empresária goiana Andressa Mendonça arrancou suspiros dos parlamentares em sessão
da CPI e, entre olhares e poses para os fotógrafos, foi naturalmente alçada à musa
Na terça-feira 22, durante audiência de Carlinhos Cachoeira na CPI que leva seu nome, outra personagem dividia as atenções de políticos, jornalistas e curiosos: Andressa Alves Mendonça, a mulher do bicheiro. Esguia, loura de olhos claros, a empresária goiana de 30 anos foi alçada ao posto de “Musa da CPI”. Ela chegou ao Congresso causando furor, sempre acompanhada de seguranças. Elegantemente vestida num conjunto de blusa branca acinturada, calça preta e escarpim, bolsa Chanel a tiracolo, usava óculos escuros e relógio de grife. Orientada pelos advogados, fez poucas declarações. No auditório, foi colocada em uma das bancadas de parlamentares, junto com a irmã de Cachoeira, perto do senador Fernando Collor (PTB-AL). A troca de olhares entre ela e o contraventor foram percebidas por deputados e senadores. “A cada negativa de resposta ele olha para ela com superioridade e é correspondido com um sorriso. Lindo!”, ironizou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Na saída, mais confusão. Na tentativa de arrancar alguma declaração de Andressa, repórteres e cinegrafistas se acotovelaram, tropeçando nos fios. Enigmática, ela considerou “ótimo” o resultado da audiência.

Não é de hoje que belas mulheres surgem no rastro de escândalos políticos. Há cerca de dois anos, a prisão do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, alvo da operação Caixa de Pandora, acabou lançando holofotes sobre sua mulher, a jovem Flávia Peres, que animou o noticiário com suas visitas de rotina à sede da PF, onde ele ficou detido por dois meses. Assim como Andressa, Flávia manteve a discrição para não prejudicar o marido e voltou ao anonimato tão logo ele foi solto. Bem diferente foi o que aconteceu com as jornalistas Mônica Veloso e Camila Amaral. A primeira foi pivô do escândalo apelidado de “Renangate”, em 2007. O caso trouxe à tona não apenas o affair extraconjugal do senador Renan Calheiros, mas sua relação pouco ortodoxa com o lobista Claudio Gontijo, ligado à empreiteira Mendes Júnior. Era Gontijo quem pagava, a pedido de Renan, a pensão alimentícia por conta do filho que tiveram. Com a repercussão do caso, Mônica posou nua para uma revista masculina. 

Já Camila Amaral foi descoberta durante a CPI do Mensalão, em 2005, quando fazia a assessoria de imprensa da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Então com 25 anos, em meio ao assédio, acabou trocando o emprego no gabinete de Ideli por um contrato para posar nua. Outra musa que tirou o fôlego dos parlamentares foi Thereza Collor. Casada com Pedro, irmão de Fernando Collor de Mello, durante o escândalo PC Farias, que levaria ao impeachment do então presidente, ela ganhou apelidos como “cunhadinha do Brasil” e “tigresa de Maceió”. Nunca posou nua, mas alimentou o imaginário de deputados e senadores ao abusar da sensualidade, com minissaias justíssimas, nas aparições no Congresso. 

Na opinião do cientista político Leonardo Barreto, da UnB, a sociedade tem uma queda pelo pitoresco, pelo bizarro, o que explica a obsessão por eleger musas em meio a escândalos políticos. “A gente procura detalhes, histórias que possam ilustrar esses casos e dar uma leveza. Para um público que não tem o hábito de acompanhar a política, esse tipo de coisa acaba chamando mais a atenção”, avalia Barreto. 

Apelidada de “Andressa Caça-Níquel”, num trocadilho infame associado à atividade do marido, a loura jura que não posará nua, ao menos por enquanto. Ela contou que recusou um convite da “Playboy”. “Eu agradeci e disse que meu papel, no momento, não é esse.” Dona de uma loja de lingerie e sex shop em Goiânia, Andressa tem sido orientada pelos advogados a manter discrição. Pesa o fato de ela ter deixado o casamento de oito anos com o empresário Wilder Pedro de Morais, 43 anos, com quem tem dois filhos, para cair nos braços do bicheiro, com quem está há nove meses. “Carlinhos é o homem da minha vida”, diz ela. Wilder é suplente do senador Demóstenes Torres, amigo e sócio do contraventor. Corre o boato de que Andressa e Carlinhos Cachoeira já trocavam carícias escondidos enquanto ela era casada com Wilder. Ela garante que não. Natural de Itumbiara e crescida em Goiatuba, Andressa, em sua lógica própria, diz que admira o marido ainda mais hoje que antes. “A gente sabe que isso é uma tempestade e vai passar.” É difícil. Flagrada em conversas com Cachoeira sobre seus negócios, Andressa corre o risco de ser convocada em breve pela CPI para contar o que sabe.


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Fonte: Revista ISTOÉ
Edição: Antonio Luis



FORTUNA MACABRA


O que levou uma mulher de 70 anos, de uma família rica e 

tradicional do Rio de Janeiro, a mandar matar seu 

próprio filho

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CRIME
A doméstica Maria José da Silva Dias Irmã confessou ter intermediado
o assassinato, a mando da patroa, Maria Selma Costa dos Santos
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Maria Selma Costa dos Santos, hoje com 70 anos, era uma mãe zelosa com os três filhos, duas meninas e um garoto, o primogênito José Fernandes. O marido, o empresário José Geraldo dos Santos Reis, conhecido como Caseca, atualmente com 91 anos, vem de uma família tradicional e rica, com raízes em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). O pai dele, Gastão Glicério Gouveia José Geraldo dos Santos Reis, fora um político poderoso, prefeito duas vezes do município e dono de um patrimônio que incluía terrenos, imóveis, sítios, lojas comerciais, laboratório médico, franquia da Habib’s e cartórios. Na década de 2000, Caseca decidiu passar o controle dos negócios para o filho. 


No início, tudo ia bem e o clã se reunia em datas festivas como qualquer família. Até que, há cerca de cinco anos, mãe e filho começaram a se desentender devido à desconfiança dela de que ele estaria lesando os familiares na partilha. Numa briga, ela o chamou de “ladrão” e ele revidou dizendo que só não quebrava a cara dela porque era uma mulher. Maria Selma passou a desconfiar que o filho estaria tramando sua morte, e teria sido mais rápida do que ele. Ele foi alvejado às 19h30 de 29 de novembro do ano passado quando saía da casa da mãe. Fria, falsa, ela teria se despedido dizendo “vai com Deus, meu filho.” Após ouvir os estampidos, mudou o tom: “Graças a Deus, este vai para o inferno.” Reis tinha 51 anos e era pai de um garoto de 15.



As frases constam dos depoimentos dados à polícia por testemunhas. Maria Selma nega que tenha sido a mandante do assassinato, mas a empregada doméstica Maria José da Silva Dias Irmã, 42 anos, confessou ter intermediado o crime. Ela declarou ter dado R$ 5 mil de adiantamento ao pistoleiro Isac Paula de Moraes, 22 anos, e mais R$ 15 mil após a realização do serviço. Todos estão presos. O assassino era segurança de rua e deu dois tiros na cabeça e um no tórax do filho de Selma. Ela foi presa na segunda-feira 21 por policiais da Delegacia de Caxias. “Ao mesmo tempo em que ficamos felizes por colocar na cadeia uma assassina, a gente se ressente ao ver essa degradação total do ser humano, por motivo tão torpe”, diz a promotora Cláudia Porto Carrero, garantindo que as provas contra Maria Selma são incontestáveis.

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VÍTIMA 
José Fernandes cuidava dos negócios da família e dava mesada
para a mãe e as irmãs. Ao lado, o prédio onde morava em Ipanema
O crime causa enorme perplexidade porque subverte um dos instintos considerados mais básicos da natureza humana: mães são capazes de defender os filhos até a morte, jamais mandar matá-los. Para a psicóloga Vera Lúcia Moris, às vezes as relações familiares são as mais doentias. “A pessoa alucina numa situação de ódio e perseguição e pode eleger um filho como algoz. E quando tem dinheiro envolvido, as pessoas ficam mesquinhas e cegas”, diz. Infelizmente, ninguém percebeu a tempo a perigosa relação doentia que se estabeleceu entre mãe e filho.


“Até cinco anos atrás, Selma dizia que o Casequinha (apelido de Reis) era um filho maravilhoso. Os dois se davam muito bem”, revelou uma amiga da família que preferiu não se identificar. No entanto, segundo ela, a mãe passou a suspeitar do filho porque ele se recusava a mostrar a contabilidade dos negócios para a família, abrindo alguns dados apenas para o pai idoso e doente. Não que faltasse dinheiro. “Ele (Reis) dava R$ 8 mil de mesada para as duas irmãs e também para a mãe”, contou. Mas enriquecia mais que os outros. Reis morava em um apartamento em Ipanema, um dos bairros mais caros do Rio, e tinha outros imóveis. A mãe se ressentia principalmente por conta da filha caçula, Maria Lúcia, 47 anos, com quem ela se dava melhor.



As brigas mudaram o tratamento entre eles. Reis não mais chamava Maria Selma de mãe e, sim, de “dona Selma.” Seis meses antes do crime, houve uma discussão muito séria e a divisão dos lucros, mais uma vez, estava no foco. “Ela ficou sentida por muitos dias. Depois, começou a dizer que o filho queria matá-la”, contou uma empregada da casa. Era o fim dos laços de afeto. De seu lado, Reis chegou a comentar com a mulher, a professora Vania Filgueiras Lopes, seu receio de que algo ruim acontecesse. Em depoimento à polícia, Vania revelou a conversa com o marido: “Ele chegou tenso. Perguntei o que estava havendo e ele disse ‘a dona Selma está armando alguma coisa para mim’.” Infelizmente, Reis estava certo.

DIÁLOGOS REVELADORES 

Algumas frases de Maria Selma, gravadas com autorização judicial em ligações telefônicas:

"Se ela (enfermeira que cuidava do marido) falar alguma coisa (sobre as brigas dela com o filho) não vai sobrar nem alma nem carne."
(Em conversa com a nora)

"Vou combinar com o advogado para orientar ela (uma das empregadas) a dizer que o José Fernandes era calado e não falava com ninguém."

(Com uma das filhas)

"Tudo vai depender do que a garota (outra enfermeira) falar. Pobre é uma merda mesmo. É tudo lixo. Se ela quiser me ferrar, vou mover céus e terra. Eu tenho dinheiro." 

(Com a nora)

"Vamos vender logo a casa pra não ter que dar nada pro filho dele (neto dela, filho da vítima)"

(Com uma filha)

Fonte: Revista ISTOÉ
Edição: Antonio Luis

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PF investiga sumiço de notas de R$ 50 da Casa da Moeda


A PF (Polícia Federal) está investigando o desaparecimento de cem notas de R$ 50 da Casa da Moeda, no Rio, segundo reportagem do "Fantástico", da TV Globo, exibida no domingo (27). O sumiço ocorreu no dia 14 de janeiro de 2011, mas a PF só começou a investigar o caso neste ano.
O caso foi descoberto no dia seguinte porque uma funcionária do controle de qualidade percebeu uma falha de impressão. Para verificar se o problema aparecia em outras notas, um gerente verificou os lotes guardados no cofre e notou que um deles estava aberto. Dentro, faltavam cem notas.
O desaparecimento foi apurado por uma comissão interna da Casa da Moeda, empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda. A investigação apontou falhas nas câmeras de segurança, que não cobriam toda a área onde o dinheiro era manuseado.
As imagens gravadas mostram um funcionário retirando um lote de notas das esteiras de produção e levando para um local onde as câmeras não alcançavam. Em seguida, volta com o lote para a esteira. A comissão aponta que ele foi o único que manuseou as notas, mas, questionado pela investigação, disse não ter ideia de como as notas sumiram.
Sem ter como provar nada, a comissão interna sugeriu o arquivamento do caso. O relatório final diz que "a exteriorização do episódio ecoa de forma negativa junto à sociedade, arranhando com certeza a imagem de empresa segura".
A investigação interna ficou mantida sob sigilo por mais de um ano pela presidência da Casa da Moeda, até ser comunicada à Polícia Federal.
Na época do sumiço, o presidente da empresa era Luiz Felipe Denucci. Ele foi demitido depois de uma série de escândalos que envolveram até o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em fevereiro, a Folha revelou que o ministro manteve ele no cargo mesmo depois de ter sido informado de suspeitas de corrupção no órgão.
O Banco Central informou que as notas furtadas ainda estão válidas e que quem possuir uma delas pode ajudar nas investigações. As notas de R$ 50 desaparecidas estão entre os números de série BA27787201 e BA27787300.
O superintendente da Diretoria de Administração e Finanças da Casa da Moeda, Álvaro de Oliveira Soares, que já ocupava o cargo quando as notas sumiram, disse que a quantidade de cédulas desaparecidas foi pequena --100 cédulas em 4 bilhões-- e que o processo de produção é seguro.

Fonte: Folha.com
Edição: Antonio Luis

sábado, 26 de maio de 2012

ASSALTO À MÃO ARMADA AO CAIXA DO BRADESCO EXPRESSO EM MATÕES




O clima de insegurança reina em Matões. Nesta sexta-feira (25), o caixa do Bradesco Expresso, que funciona no supermercado Nova Aurora, localizado no centro da cidade, foi vítima de um ousado e violento assalto. Armado com um revólver, um bandido rendeu e agrediu a funcionária do estabelecimento. 

A funcionária do caixa, Patrícia Adriano, 23 anos, disse aoMatões Notícias que o homem entrou debochando: "É, esse horário é muito bom pra um dinheiro pro lanche". Em seguida pulou em cima do balcão e anunciou o assalto, ameaçando que se ela gritasse ele e o comparsa a matariam; como ficou nervosa, foi chamada de lerda e recebeu uma forte coronhada na testa. Foi levado aproximadamente dez mil reais, os documentos pessoais da funcionária, cartões de crédito, um celular e a máquina de operar cartões. Segundo Patrícia, o assaltante era moreno, de estatura média, usando camiseta e calça jeans e óculos escuros, com uma mochila nas costas. Ao se evadir do local, deixou dito que podia esperar que ele voltaria outra vez.

Kelson Desidério, repositor no supermercado, disse que o ladrão ficou alguns minutos do lado de dentro observando o movimento: "No momento em que o caixa ficou só, ele agiu e ninguém no estabelecimento percebeu, devido o Bradesco Expresso funcionar numa sala separada e sem visibilidade". O assaltante pode  ser o mesmo que assaltou um ônibus da empresa Líder na manhã de hoje, no trajeto Parnarama a Matões, onde levou dinheiro e bens dos passageiros. 

Acionada, a polícia esteve no local, mas os funcionários, até o momento desta matéria, não haviam registrado o Boletim de Ocorrência (BO), pois aguardavam a chegada da proprietária que estava viajando. Acredita-se que a ousada ação envolveu dois assaltantes pois, momentos antes do ocorrido, dois homens desconhecidos, sendo que um deles era moreno e carregava uma mochila nas costas, foram vistos em uma moto seguindo na direção do supermercado.

Fotografia e Texto: Matões Notícias/Abdenaldo Rodrigues
Edição: Antonio Luis

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Decisão por pênaltis tira a essência do futebol, diz Blatter


Presidente da Fifa quer sugestões de Beckenbauer para fim das penalidades

Joseph Blatter apoiou o diálogo entre as autoridades políticas e esportivas
Joseph Blatter apoiou o diálogo entre as autoridades políticas e esportivas (Harold Cunningham/Getty Images)
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta sexta-feira que o futebol perde a essência quando uma partida é decidida em uma disputa de pênaltis. A afirmação foi feita durante durante o 62º Congresso da entidade, que acontece em Budapeste.  O dirigente estava se referindo à final da Liga dos Campeões, em que o Chelsea venceu o Bayern de Munique nos pênaltis, após um empate em 1 a 1. Na noite desta quinta-feira, o Santos se classificou para as semifinais da Libertadores após vencer o Velez Sarsfield também nos pênaltis. "O futebol pode se tornar uma tragédia se a decisão ocorre nos pênaltis", disse Blatter.
"Talvez Franz Beckenbauer, com o grupo de trabalho Futebol 2014, apresente propostas de soluções", afirmou o chefão da Fifa. O alemão Beckenbauer preside o que tem como missão buscar ideias para melhorar o esporte. No mesmo congresso, Blatter criticou o desejo de algumas autoridades da União Europeia (UE) de boicotar a Ucrânia durante a Eurocopa 2012.
 
Blatter apoiou o discurso do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, sobre o diálogo entre as autoridades políticas e esportivas. "De nenhuma maneira a política deve interferir no esporte. O futebol deve servir para unir, não para dividir". A União Europeia exige a libertação da opositora ucraniana Yulia Timoshenko, ex-primeira-ministra do país que está detida, e denuncia uma justiça seletiva contra a política, a poucos meses das eleições legislativas.
 
Alguns líderes europeus, entre eles o presidente francês François Hollande e a chanceler alemã Angela Merkel, ameaçaram não viajar à Ucrânia, que organizará a Eurocopa ao lado da Polônia, caso a situação não mude até o início do torneio em 8 de junho.

Fonte: Veja Online
Edição: Antonio Luis

Norte e Nordeste concentram esgoto a céu aberto no país, segundo IBGE


Dados são do Censo 2010 sobre características do entorno dos domicílios.
Goiânia e Belo Horizonte são cidades com melhor infraestrutura urbana.

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Esgoto a céu aberto também dificulta manutenção da qualidade de vida em Belém (Foto: Ingrid Bico/G1 PA)Belém encabeça o ranking de esgoto a céu aberto e lixo acumulado das grandes cidades, segundo o estudo do IBGE (Foto: Ingrid Bico/G1 PA)
As regiões Norte e Nordeste do país concentram o maior percentual de domicílios com esgoto a céu aberto ao redor, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira.
A existência de esgoto a céu aberto foi encontrada em 11% dos domicílios, e 5% tinham depósitos de lixo no entorno. Em todo o país, os municípios entre 500 mil e 1 milhão de habitantes registraram maior proporção nesse item.Segundo o IBGE, na região Norte 32,2% dos domicílios estão próximos a um local onde existe esgoto a céu aberto e, no Nordeste, são 26,3%, mais de um quarto dos domicílios. Foram observadas dez características, como iluminação, existência de placas de identificação de ruas, entre outros.
Belém encabeça o ranking de esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios (44,5%) entre 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes citados na pesquisa, e também o de lixo acumulado (10,4%).
São Luís também tem um percentual alto com relação ao esgoto, 33,9%, e Fortaleza aparece com 7,7% dos domicílios situados em locais com acúmulo de lixo.
Infraestrutura urbana
no entorno dos domicílios*
Iluminação pública
96,3%
Pavimentação
81,7%
Meio fio/ Guia
77%
Calçada
69%
Arborização
68%
Identificação de logradouro
60,5%
Bueiro/ Bocas de lobo
41,5%
Rampas
4,7%
Esgoto a céu aberto
11%
Lixo acumulado
5%
*Fonte: Percentual de domicílios particulares permanentes urbanos que possui a estrutura, Censo Demográfico 2010, IBGE
Sucupira do Riachão, no Maranhão, concentrou o maior percentual de lixo acumulado nas ruas entre todas as cidades do país: 90,4% do total de domicílios.
Infraestrutura urbana
A iluminação pública foi a característica mais presente no entorno dos domicílios, atingindo 96,3%. Jutaí, no Amazonas, é uma exceção. A cidade menos iluminada do país somou 5,4% de iluminação pública.

Em seguida, apareceram a pavimentação das vias (81,7%), meio fio/guia (77%), calçadas (69%), arborização (68%) e presença de placas de rua (60,5%).
Enquanto isso, bueiros para escoar as chuvas (41,5%) e rampa para cadeirantes (4,7%) foram considerados menos presentes.
As crianças estavam mais sujeitas a condições precárias: 15,1% delas, na faixa de 0 a 4 anos, viviam em áreas com esgoto a céu aberto e 6,4%, em locais com acúmulo de lixo.
Ainda segundo o IBGE, um total de cem cidades do país não possui placas de rua.
Mais de 1 milhão de habitantes
Entre os 15 municípios com mais de um milhão de habitantes, Goiânia e Belo Horizonte apresentaram a melhor infraestrutura urbana. Cidades do oeste paulista, na fronteira do norte com o Paraná, também apresentaram bons índices que as tornam bons locais para se morar.

Os percentuais de Goiânia são elevados na iluminação pública (99,6%), identificação de ruas (94,1%) e meio/fio calçada (97,5%). A exceção é a existência de bueiros (53,1%). Belo Horizonte se destacou com melhores percentuais para pavimentação (98,2%) e calçada (94%).
Essas cidades também apresentaram a menor parte de seus domicílios próximos a áreas de esgoto a céu aberto e depósito de lixo. Apenas 0,5% e 2,6%, respectivamente, para Goiânia, e 1,4% e 2,8% para Belorizonte.
Menos árvores
Belém (22,4%) e Manaus (25,1%), as duas maiores capitais da região amazônica, apresentaram os menores percentuais de arborização entre as 15 cidades citadas. "Essa foi uma surpresa para nós, porque não esperávamos encontrar um percentual baixo na Amazônia", diz a pesquisadora do IBGE, Dalea Antunes.

Goiânia é a mais arborizada, com árvores em 89,5% do entorno dos domicílios, seguida de Campinas (SP), com 88,4%, e Belo Horizonte, com 83%.
Palmeiras imperiais da Avenida Djalma Batista foram retiradas há dois anos (Foto: Tiago Melo/G1)Palmeiras imperiais da Avenida Djalma Batista, em Manaus foram retiradas há dois anos. Capital é a segunda entre as grandes cidades com menor percentual de arborização, diz IBGE (Foto: Tiago Melo/G1)
Acessibilidade
Porto Alegre é a cidade com mais rampas de acesso a deficientes físicos (23,3%) e Fortaleza, a com o menor percentual (1,6%). Apesar de um percentual acima do nacional, a acessibilidade na capital gaúcha ainda é restrita.
G1 acompanhou o dia de um cadeirante nesta quinta (24) do bairro Farrapos, um dos mais movimentados de Porto Alegre, até o Centro. “Quando precisamos ir aos bairros, enfrentamos os obstáculos. E posso dizer tranquilamente que em todos os bairros há problemas”, avalia Dilceu Flores Júnior, de 40 anos, 32 deles sobre uma cadeira de rodas.
 Contêiner Acessibilidade (Foto: Felipe Truda/G1)Morador de Porto Alegre, com alto percentual de acessibilidade, enfrenta dificuldade para chegar ao trabalho (Foto: Felipe Truda/G1)
Bueiros
As cidades com mais bueiros são Rio de Janeiro (84,6%) e Curitiba (84,3%) e as com percentual mais baixo são Fortaleza (16,5%) e São Luís (17,1%). Segundo o IBGE, a presença de bueiros e bocas de lobo está ligada diretamente ao alagamento nas grandes cidades.
No Bairro Cajazeiras, ruas ficaram entupidas após chuva forte. Moradora reclama que o único bueiro de uma rua está entupido com lixo (Foto: Carlos Augusto/Arquivo Pessoal)
Moradores de bairro em Fortaleza reclamam que
único bueiro está entupido (Foto:
Carlos Augusto/Arquivo Pessoal)
Em Fortaleza, moradores reclamam de ruas onde existe apenas um bueiro, entupido. "Sempre que chove forte, a gente fica trancado dentro de casa. Não tem como trabalhar, como deixar criança na escola. Só sai se for de canoa", diz Tatiana da Silva, 31 anos, que mora no bairro Cajazeiras.
Por região
O Sudeste foi a região com a proporção mais alta dos domicílios que contam com os itens observados: 90,5% de pavimentação, 87,9% com meio-fio, 82,2% com calçada e 73,2% com identificação dos logradouros. O percentual de rampa para cadeirantes ficou em 5%.
A região Norte concentrou a menor incidência de placas de rua (36,1%), pavimentação (61,9%), arborização (36,7%), meio-fio/guia (46,1%) e calçadas (32,4%). A região também tem os maiores percentuais de lixo acumulado (7,8%) e esgoto a céu aberto (32,2%), características associadas ao meio ambiente e à saúde da população, segundo o instituto.
O Nordeste obteve as menores proporções de bueiros/bocas de lobo (18%), empatando com o Norte em relação ao menor percentual de rampa para cadeirantes (1,6%). Piauí é o estado com mais domicílios próximos a esgoto a céu aberto, somando 56 cidades com mais de 80% dos domicílios com esse problema.
O Centro-Oeste, além de possuir a mais elevada proporção de rampas para cadeirante (7,8%), tem a menor incidência de domicílios situados em logradouros com depósito de lixo (3,7%) e esgoto a céu aberto (2,9%),
Lixo acumulado
Ainda assim, contando todos os municípios brasileiros, Abadiânia (abaixo), em Goiás, é uma das cidades do país com maior percentual de lixo acumulado no entorno: 50,3% do total. A cidade fica a cerca de 115 km de Brasília e a 78 km de Goiânia e ficou famosa por ser a cidade do médium João de Deus, que neste ano recebeu uma visita da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey. O G1 foi até o local e constatou que o grau de acúmulo de resíduos aumenta conforme a distância da praça central da cidade.
Em Abadiânia (GO) ruas limpas e arborizadas constrastam com áreas de depósito inadequado de lixo e entulho (Foto: G1)Em Abadiânia (GO) ruas limpas e arborizadas constrastam com áreas de depósito inadequado de lixo e entulho (Foto: G1)
Já a prefeitura contesta a pesquisa e diz que os dados não estão de acordo com a realidade. “O IBGE está redondamente equivocado, isso não existe. [O instituto] deve ter feito a pesquisa em outra cidade. A coleta de lixo é feita diariamente em toda cidade com dois caminhões compactadores e dois que recolhem o material de varrição”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Turismo, José Augusto Taralovo.
Tamanho da população
Enquanto a iluminação púbica é alta independentemente do tamanho da população, o acúmulo de lixo é maior quanto mais populosa a cidade. Até 20 habitantes, 3% dos domicílios sofrem com esse problema. Em cidades com mais de 1 milhão, o índice chega a 4,8%.

Já o esgoto a céu aberto é visto em menor intensidade nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes (7,8%) e em maior grau em municípios de mais de 500 mil a 1 milhão de habitantes (14,3%).
Fonte: G1
Edição: Antonio Luis

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fifa: problemas cardíacos mataram 84 atletas em 5 anos


Levantamento integra ação para prevenir futuras tragédias em campo

Fabrice Muamba, do inglês Bolton, passou mal em campo, mas os médicos conseguiram reanimá-lo
Fabrice Muamba, do inglês Bolton, passou mal em campo, mas os médicos conseguiram reanimá-lo (OLLY GREENWOOD / AFP)
Nos últimos 5 anos, 84 jogadores de futebol morreram em campo devido a problemas cardíacos. É o que revela relatório apresentado nesta quinta-feira no Congresso Médico da Fifa. Os dados têm como base informações recebidas de 129 das 208 federações associadas à Fifa. O texto é considerado ponto de partida para criar um panorama detalhado de medidas que possam prevenir futuras mortes.
A média de idade dos jogadores afetados é de 24 anos. As mortes atingiram 19 federações nacionais que mantêm registros médicos sobre esse tipo de ocorrência. “Cada membro associado terá que registrar este tipo de incidentes e nos informar para que possamos analisar quais são as patologias por trás das mortes”, disse o professor Jiri Dvorak, Chefe Médico da Fifa.
 
Um dos grandes problemas detectado é que apenas 55% dos jogos de futebol de alto nível contam com um desfibrilador, número que cai para 28% nos treinamentos. “Ter um desfibrilador em cada campo é questão de vida ou morte”, disse o presidente da Comissão Médica da Fifa, Michel D'Hooghe, que anunciou que pedirá ao Comitê Executivo que a presença do equipamento seja obrigatório nos campos.

Fonte: Veja Online
Edição: Antonio Luis

Brasileiros bebem em média 6,9 litros de álcool por ano


Pesquisa indica que consumo anual de álcool no Brasil é inferior ao registrado na Europa, 13 litros, e nos Estados Unidos, 9,8 litros

O consumo de álcool máximo, indicado pela Organização Mundial de Saúde, é de 40 gramas de álcool puro para as mulheres e 60 gramas para os homens
O consumo de álcool máximo, indicado pela Organização Mundial de Saúde, é de 40 gramas de álcool puro para as mulheres e 60 gramas para os homens (Jupiterimages/Thinkstock)
O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil é de 6,9 litros por ano por pessoa. Na América Latina, a ingestão é de 5,5 litros puros. O número é considerado baixo, se comparado com o registrado na Europa (13 litros) e nos Estados Unidos (9,8 litros). Os dados são de uma pesquisa inédita realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), do Brasil, divulgada nesta quinta-feira.
O estudo averiguou pela primeira vez, com base em enquetes nacionais realizadas em nove países latino-americanos, não só que percentagem da população consome álcool, mas quanto e como se bebe, uma informação totalmente nova. "Este âmbito é muito pouco explorado, inclusive nos países desenvolvidos, apesar de sua importância social", diz o pesquisador Carlos Sojo, responsável pelo levantamento.
A pesquisa corroborou que poucos países contam com informação sobre padrões nacionais de ingestão de álcool, sendo que o mais recente e completo deles foi feito no Brasil em 2008. O estudo foi realizado em El Salvador, República Dominicana, Costa Rica, Peru, Nicarágua, Venezuela, México, Colômbia e Brasil, e indica que seis de cada dez pessoas bebeu álcool pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à enquete, realizada entre pessoas de entre 18 e 65 anos. Nesse mesmo período, em média 15% da população em cada país foi abstêmia ou simplesmente nunca bebeu.
"Este dado é importante porque existe uma percepção que todo mundo ingere bebidas alcoólicas, o que não é certo. Além disso, existem importantes variações por países", diz Sojo. A Venezuela é o país que consome mais litros (8,9 anuais por pessoa), seguida da República Dominicana (8), Brasil (6,9), Colômbia (6,3), México (4,8), Nicarágua (4,2), Costa Rica (3,9), Peru (3,7) e El Salvador (2,6).
Em relação aos abstêmios, El Salvador lidera o ranking (38,9% da população), seguido do México (29,1%), Nicarágua (23%), Costa Rica (17%) e Brasil, onde 10,9 % dos consultados declarou que não consome qualquer tipo de bebida alcoólica. Sojo comentou que grande parte da diferença entre países se explica pela incorporação das mulheres ao grupo consumidor, embora se trate de um fenômeno menos destacado na América Central e no México com relação à América do Sul e ao Caribe. O consumo de álcool se mostrou um hábito 'masculino', pois os homens tomam em geral quatro vezes mais que as mulheres.
Outro dado inovador fornecido pelo estudo é que do total da população, a grande maioria (75%) ou não bebe nada ou consome quantidades que estão abaixo do nível de risco declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - 40 gramas de álcool puro para as mulheres e 60 gramas para os homens.
Essas quantidades são superadas de maneira ocasional ou muito frequente por 25% da população restante, da qual 20 % sofre um risco ocasional de superar a medida de risco e 5% enfrenta um risco alto em longo prazo. O grupo de maior consumo está na faixa dos 25 aos 34 anos, e entre aqueles de maior nível socioeconômico e educativo. 
Fonte: Veja Online
Edição: Antonio Luis

Relatório da AI relata execuções e torturas no Brasil


Documento da Anistia Internacional também afirma que avanços na segurança pública foram debilitados por cortes orçamentários e falta de vontade política

Presos em cela na penitenciária do bairro de Neves, em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Presos em cela na penitenciária do bairro de Neves, em São Gonçalo, Rio de Janeiro (Rafael Andrade/Folhapress)
Em seu relatório divulgado nesta quarta-feira, a Anistia Internacional faz observações importantes a respeito da segurança pública no Brasil. O documento afirma que, apesar dos avanços importantes no setor, as unidades de segurança brasileiras usaram 'força excessiva' e cometeram 'execuções extrajudiciais e torturas'.  
Traz como exemplo o caso do garoto Juan Moraes, de 11 anos, desaparecido em meio a uma operação policial em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado mais tarde dentro do Rio Botas, em Belford Roxo, município vizinho. Um inquérito da Polícia Civil concluiu que o menino havia sido morto pela Polícia Militar e seu corpo removido do local por policiais. Também relata o assassinato da juíza Patrícia Acioli em Niterói, também no Rio de Janeiro, em que dez policiais são suspeitos.
Diz o texto: "As prometidas reformas na segurança pública foram debilitadas por severos cortes orçamentários e por falta de vontade política". A organização citou projetos como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro, o projeto Fica Vivo em Minas Gerais e o Pacto pela Vida em Pernambuco.
De acordo com o relatório, 804 pessoas morreram em situações qualificadas como 'atos de resistência' nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo. 
A Anistia Internacional diz ter indícios do envolvimento de policiais envolvidos em esquadrões da morte e milícias que se dedicavam a operações de limpeza social e extorsão, assim como ao tráfico de armas e de drogas. Um relatório da polícia paulista atribiui 150 mortes ocorridas entre 2006 e 2010 à atuação dos esquadrões da morte.
A situação prisional é outro alvo do levantamento. São destacados relatos de superlotação e tortura. Um número em especial ganha relevo: aproximadamente 44% dos 500 mil detentos em penintenciárias estão em prisão preventiva. Também é preocupante, diz o documento, o fato de muitas prisões estarem sob o controle de quadrilhas. 
Campo - Os conflitos no campo mereceram atenção dos autores do relatório. As disputas por terra foram motivos de homicídios e prevalece a impunidade para ataques de homens armados contratados por fazendeiros contra comunidades indígenas e de afrodescendentes.
O relatório também adverte que os ativistas que defendem o direito à terra seguiram sendo alvo de ameaças. A Comissão Pastoral da Terra apresentou à Secretaria Especial de Direitos Humanos os nomes de 1.855 pessoas ameaçadas devido aos conflitos de terras.
Também preocupa a Anistia Internacional a concessão de licenças ambientais a grandes projetos de desenvolvimento, especialmente os que afetam terras de comunidades indígenas.
Cita como exemplo o comportamento do governo federal quando pressionado por organismos internacionais. Quano a Comissão Interamericana de Direitos Humanos pediu a suspensão do processo de concessão de licenças para as obras do projeto hidrelétrico de Belo Monte, no Pará, até que tivessem sido realizadas consultas com os grupos afetados e tivessem sido tomadas medidas para proteger sua saúde e integridade física, as autoridades preferiram por retirar seu representante das Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outras medidas.
Grandes eventos - Os preparativos para a Copa do Mundo, em 2014, e para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, também estiveram no foco. O diagnóstico cita que obras públicas direcionada para as competições esportivas puseram comunidades que viviam na pobreza "em risco de sofrer intimidação e despejo forçado".
Embora a organização humanitária ressalte que o Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos já esteja em pleno funcionamento em cinco estados, em muitos casos, os problemas burocráticos reduzem sua eficácia.
Sobre os direitos sexuais e reprodutivos, a AI diz que nos cinco anos transcorridos desde a aprovação da Lei Maria da Penha foram condenadas mais de 100 mil pessoas por casos de violência familiar.
Confira, no mapa, um balanço dos direitos humanos em cada região:
(Com agência EFE)
Fonte: Veja Online
Edição: Antonio Luis